Ataques de EUA e Israel são parte de ofensiva contra programa nuclear iraniano

Presidente Donald Trump afirmou na sexta que não estava satisfeito com negociações sobre programa nuclear iraniano

EUA
- Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS

Estados Unidos e Israel realizaram, na madrugada deste sábado, 28, um ataque a bombas na capital iraniana de Teerã. 

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, descreveu o ataque como sendo realizado para eliminar ameaças ao estado de Israel, sem dar mais detalhes. Altos funcionários do governo americano confirmam participação dos EUA à agência Deutsche Welle. 

+Estados Unidos e Israel lançam bombas contra o Irã em ação coordenada

O ataque teria ocorrido perto dos escritórios do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que não é visto em público há dias. 

Essa é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação militar bombardeou estruturas nucleares iranianas.

Governo fundamentalista enfraquecido

Oficialmente, os EUA justificaram a concentração de forças acusando o Irã de não ter abandonado seu programa nuclear e como reação ao recente assassinato de milhares de manifestantes que protestaram contra o regime. O presidente dos EUA, Donald Trump, também sinalizou que vê com bons olhos uma mudança de regime no país.

O ataque ocorre num momento de enfraquecimento do regime fundamentalista do Irã, no poder desde 1979, e que no último ano teve que enfrentar imensos protestos populares e uma anterior ofensiva militar conjunta de Israel e dos EUA em junho de 2025, que já havia enfraquecido suas defesas militares.

Negociações sobre armas nucleares

Antes do ataque, ainda na noite da última sexta-feira, 27, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que o governo dos EUA não estava satisfeito com as negociações com o Irã sobre seu programa nuclear. 

“Eles não querem dizer as palavras-chave: ‘Não vamos ter armas nucleares’”, disse Trump nesta sexta-feira, antes de um evento em Corpus Christi, no Texas. “Portanto, não estou feliz com a negociação”, afirmou.

Ainda na sexta os EUA autorizaram funcionários não essenciais a deixaram a embaixada em Israel. Já o Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido retirou “temporariamente” sua equipe diplomática de Teerã, movimento seguido pela China.

Com informações da Deutsche Welle