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EUA e a Argélia retomam parceria militar estratégica

EUA e a Argélia retomam parceria militar estratégica

O secretário de Defesa americano, Mark Esper (E), participa de cerimônia no Memorial dos Mártires na Argélia, em 1º de outubro de 2020 - AFP

O ministro da Defesa dos Estados Unidos, Mark Esper, chegou a Argel nesta quinta-feira (1º), na primeira visita de um chefe do Pentágono em quase 15 anos, com objetivo de retomar a parceria entre os dois países com interesses estratégicos em comum diante dos extremistas da região do Sahel e do conflito na Líbia.

Esper, que faz escala em Argel entre a Tunísia e Rabat, encontrou-se com o presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, também chefe das Forças Armadas e Ministro da Defesa do país, na presença do chefe do Estado-Maior, o general Said Chanegriha, acompanhado de oficiais superiores.

Esper “expressou seu apoio à expansão das relações militares e destacou a liderança constante da Argélia em questões de segurança regional”, anunciou a embaixada em um comunicado.

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Por sua vez, a presidência argelina assegurou que continuará “a correção e a coordenação para consolidar os alicerces da paz e da segurança na região”.

A relação entre Argel e Washington é antiga, datada de 1795, muito antes do início da colonização francesa (1830).

Durante a Guerra da Argélia (1954-1962), em um contexto global de descolonização, os Estados Unidos pressionaram pelo estabelecimento do diálogo com a Frente de Libertação Nacional (FLN), tendo em vista a independência.

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Mais recentemente, “os Estados Unidos estabeleceram fortes relações bilaterais de segurança com a Argélia, pelo menos desde o início da guerra ao terror”, que começou após os ataques de 11 de setembro de 2001, destaca Michael Shurkin, analista da Rand Corporation, instituto da estratégia militar americana.

Embora altos oficiais militares americanos visitem frequentemente a Tunísia e o Marrocos – países cuja cooperação de defesa com os Estados Unidos é bem estabelecida – Esper é o primeiro secretário de Defesa a visitar a Argélia, hoje aliada à Rússia e China, cuja influência está crescendo no Magrebe.

A última visita foi de Donald Rumsfeld, em fevereiro de 2006.

“Certos países não dizem necessariamente que querem ser seus amigos, mas começam a fazer as coisas do jeito que você gostaria que fizessem”, comentaram pessoas próximas a Esper sobre a Argélia.

Para o Pentágono, a Argélia é atualmente “um parceiro muito importante” em termos de segurança e estabilidade regional, assim como diante da ameaça dos grupos armados extremistas.

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