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EUA dizem à UE que negociar com Maduro ‘não é a solução’ para a Venezuela

EUA dizem à UE que negociar com Maduro ‘não é a solução’ para a Venezuela

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, em 26 de maio de 2020 em Bruxelas - POOL/AFP

Os Estados Unidos disseram nesta quinta-feira (24) à União Europeia que negociar com o governo de Nicolás Maduro “não é a solução” para a Venezuela, insistindo que não é possível dialogar com “assassinos”, “tiranos” e “terroristas”.

Carrie Filipetti, secretária adjunta para Cuba e Venezuela no Bureau de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado, disse que a comunidade internacional não deve se focar em discutir o adiamento ou não das eleições legislativas na Venezuela, convocadas para 6 de dezembro pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão governista.

“Maduro precisa deixar o poder para termos alguma possibilidade de eleições livres e justas”, afirmou, durante uma videoconferência organizada pelo Conselho Atlântico na ocasião da 75ª Assembleia Geral das Nações Unidas. “Negociar com o regime de Maduro não é a solução”, acrescentou.

A funcionária do alto escalão dirigiu-se em particular ao chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell. “Esperamos que essa mensagem seja realmente clara para nossos parceiros internacionais, e especificamente para o alto representante Borrell, para que ele entenda que essas não são pessoas que vão realizar eleições livres e justas. São assassinos. São tiranos. São terroristas. Não deveríamos ser estar negociando com eles”, disse Filipetti.

Borrell declarou na segunda-feira que embora as condições para a realização de eleições na Venezuela não sejam cumpridas neste momento, “ainda há uma janela de oportunidade”. Mas, segundo ele, para a UE participar como observadora, a pedido de Maduro, as eleições deverão ser adiadas por cerca de seis meses.

“Continuaremos nos aproximando do governo de Maduro e de ambos os lados dos grupos de oposição para ver como podemos ser úteis para uma transição pacífica e democrática na Venezuela”, disse Borrell aos jornalistas.

A Venezuela está atolada em uma profunda crise política, exacerbada desde que Maduro assumiu um segundo mandato em janeiro de 2019, após eleições que são questionadas.

Filipetti disse que o recente relatório da ONU sobre supostos crimes contra a humanidade na Venezuela prova que Maduro deve deixar o poder para permitir uma transição democrática.

A autoridade norte-americana também pediu que a UE use as conclusões dessa missão internacional de investigação, lançada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU há um ano, para impor mais sanções às pessoas ao redor de Maduro. “Há muito mais pressão que podemos exercer sobre eles”, argumentou.

Washington, que apresentou acusações na justiça contra Maduro por “narcoterrorismo” e ofereceu uma recompensa de até 15 milhões de dólares por sua captura, impôs um amplo conjunto de sanções contra Caracas. Mesmo assim, Maduro segue no cargo com o apoio das forças de segurança e de seus aliados Cuba, Rússia, China e, nos últimos tempos, o Irã.

Os Estados Unidos também culpam Maduro pelo desastre econômico na Venezuela, agravado desde a chegada do presidente ao poder em 2013 e que, segundo a ONU, fez com que mais de cinco milhões de pessoas abandonassem o país nos últimos anos.

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