EUA divulgam mais de 3 milhões de arquivos sobre caso Epstein

NOVA YORK, 30 JAN (ANSA) – O Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgou nesta sexta-feira (30) uma série de novos documentos relacionados ao financista Jeffrey Epstein, que morreu em uma prisão de Nova York em 2019, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual de menores e mulheres.   

De acordo com o vice-procurador-geral, Todd Blanche, o governo americano liberou mais de três milhões de páginas de arquivos, incluindo cerca de dois mil vídeos e 180 mil imagens.   

As autoridades, no entanto, afirmaram que conteúdos sensíveis foram excluídos da divulgação.   

O jornal The New York Times informou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é mencionado em pelo menos 3,2 mil documentos publicados nesta nova leva pelo Departamento de Justiça. Segundo o procurador, o material passou por extensos processos de censura para proteger a identidade das vítimas.   

Ainda de acordo com o veículo, Trump aparece em mensagens trocadas entre Epstein e amigos e, em outros casos, em e-mails nos quais o financista discutia as eleições presidenciais de 2016.   

“O que dissemos aos nossos revisores é que esse era o objetivo. Havia um mantra de que ‘o Departamento de Justiça deve proteger Donald Trump’. Isso não é verdade. Sempre nos preocupamos com as vítimas. Não protegemos o presidente Trump nem deixamos de proteger ninguém”, afirmou Blanche.   

Entre os documentos divulgados nesta nova rodada, as autoridades americanas tornaram público um e-mail enviado por Epstein a si mesmo em 2013. Na mensagem, ele afirma que o empresário Bill Gates teria contraído uma doença sexualmente transmissível após manter relações sexuais com “garotas russas”.   

“Para piorar ainda mais a situação, você [Gates] me implora que eu apague os e-mails referentes à sua DST, ao seu pedido para que eu lhe forneça antibióticos que você possa dar secretamente a Melinda e à descrição do seu pênis”, diz um trecho da mensagem. (ANSA).