Os Estados Unidos acusaram novamente, nesta quarta-feira (12), a Rússia de ter enviado crianças ucranianas a seu território e considera “plausíveis” os relatos que garantem que algumas delas foram colocadas para adoção.

“Isso é desprezível e atroz”, afirmou o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, em comunicado.

“Estamos a par de relatos novos e plausíveis de que as autoridades russas estão incluindo crianças ucranianas sequestradas em sites de adoção russos”, acrescentou.

Segundo Sullivan, “a Rússia trava uma guerra não apenas contra o Exército ucraniano, mas também contra o povo ucraniano”.

“Como já disse anteriormente o presidente [Joe Biden], a Rússia está cometendo crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Ucrânia”, insistiu.

O comunicado da Casa Branca se refere a uma reportagem investigativa do jornal Financial Times, publicada nesta quarta, que afirma ter identificado e localizado quatro crianças ucranianas levadas para a Rússia e oferecidas para adoção na página usynovite.ru. Os menores têm entre 8 e 15 anos.

Segundo a publicação, um deles teve seu nome modificado e, no site, não há menção de sua origem ucraniana.

A Ucrânia exige a devolução de quase 20 mil menores “deportados ou deslocados à força” para a Rússia desde 24 de fevereiro de 2022, quando a guerra começou.

O Tribunal Penal Internacional (TPI) emitiu um mandado de prisão contra o presidente russo, Vladimir Putin, e sua comissária para os Direitos da Infância, Maria Lvova-Belova, devido a essas supostas deportações ilegais.

O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, disse à AFP, em uma entrevista em maio, que a transferência de milhares de crianças à Rússia deve ser um dos temas principais da conferência internacional sobre a paz na Ucrânia, prevista para meados de junho na Suíça.

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