EUA confirmam morte de seis militares americanos em queda de aeronave

EUA confirmam morte de seis militares americanos em queda de aeronave

"AeronaveEUA afirmam que incidente não ocorreu devido a fogo hostil ou fogo amigo, mas não divulgam mais detalhes. Acompanhe os últimos acontecimentos do conflito.
Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã a partir de 28/02 miraram lideranças iranianas e mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei e vários chefes militares.
O Irã prometeu vingar a morte de Khamenei e lançou mísseis contra Israel e bases militares americanas, portos e aeroportos no Golfo Pérsico, atingindo países aliados dos EUA na região.
Após a morte de Khamenei, um novo líder supremo foi escolhido: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei.
Paralelamente, Israel conduz uma campanha de bombardeios no Líbano, aprofundando o conflito no Oriente Médio. O governo israelense exige o desarmamento do Hezbollah, grupo armado alinhado ao Irã.
O presidente dos EUA, Donald Trump, exigiu a "rendição incondicional do Irã". Segundo ele, a ofensiva americana deve durar quatro ou mais semanas. O Irã descarta a possibilidade de se entregar.
No Golfo Pérsico, empresas petrolíferas suspenderam o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz, que o Irã anunciou ter fechado. A medida pode ter impactos devastadores para a economia global.

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel e a resposta do Irã:

EUA confirmam morte de seis militares americanos em queda de aeronave
Todos os seis tripulantes a bordo do avião militar dos Estados Unidos morreram na queda que ocorreu no oeste do Iraque, informou o Comando Central das Forças Armadas dos EUA (Centcom) nesta sexta-feira (13/03). As equipes de resgate seguem nos esforços de salvamento das outras duas vítimas restantes.

A aeronave de reabastecimento militar dos EUA, do modelo KC-135, caiu no oeste do Iraque no dia anterior, em um incidente que, segundo as Forças Armadas, envolveu outra aeronave, mas não foi resultado de fogo hostil ou amigo.

As mortes se somam aos sete militares americanos que já foram mortos como parte das operações dos EUA contra o Irã. O número de membros das Forças Armadas dos EUA que morreram na guerra agora chega agora a 12.

"As circunstâncias do incidente estão sob investigação. No entanto, a perda da aeronave não foi causada por fogo inimigo ou fogo amigo", afirmou o Centcom, em nota.

A Resistência Islâmica no Iraque, um grupo que reúne facções armadas apoiadas pelo Irã, assumiu a responsabilidade por derrubar a aeronave de reabastecimento militar dos EUA.

A agência de notícias Reuters informou na terça-feira que cerca de 150 soldados americanos ficaram feridos na guerra de EUA e Israel contra o Irã. A notícia do acidente surge no mesmo dia em que dois marinheiros americanos sofreram ferimentos após um incêndio a bordo do porta-aviões USS Gerald Ford não relacionado a combate.

Duas vítimas no Omã

Duas pessoas também morreram e várias outras ficaram feridas em Omã devido à queda de um drone, informou a agência de notícias do país na manhã desta sexta-feira (13/01). Segundo o veículo, um segundo drone teria caído em terreno aberto.

Os incidentes ocorreram na região de Sohar, no norte do país. Acredita-se que as vítimas, que se encontravam no local do impacto, em uma área industrial, sejam cidadãos estrangeiros, segundo a reportagem.

Inicialmente, nada se sabia sobre a origem dos drones. As autoridades responsáveis estão investigando, informou o veículo de notícias.

fcl/cn/ra (Reuters, DPA)

Após duas semanas, guerra no Irã segue sem sinal de fim próximo
A guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã entra, neste sábado, na terceira semana, sem dar sinais de que o esteja próxima do fim. Nesta sexta-feira (13/03), um ataque israelense matou oito pessoas em uma vila no sul do Líbano, perto da cidade portuária de Sidon, segundo o Ministério da Saúde local. Outras nove ficaram feridas.

De acordo com a agência de notícias AFP, um edifício residencial foi atingido na vila de Miyeh. O prédio faz parte de um complexo cujos moradores são, em sua maioria, palestinos.

Israel ampliou a ofensiva no Líbano na sexta, visando várias áreas, incluindo uma ponte sobre o rio Litani que, segundo o país, o Hezbollah vinha utilizando como via de passagem para seus combatentes. Os ataques ocorreram depois que Israel ameaçou também realizar uma operação terrestre para desarmar o Hezbollah caso o governo libanês não o fizesse.

O ataque é o primeiro contra a infraestrutura civil libanesa a ser reconhecido por Israel desde que novos combates.

A ofensiva coincide com a chegada do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, a Beirute para uma "visita de solidariedade" ao povo do Líbano. Os libaneses "não escolheram esta guerra, foram arrastados para ela", afirmou Guterres em sua conta oficial na rede social X.

O secretário-geral acrescentou que nem ele, nem as Nações Unidas "pouparão esforços na luta pelo futuro em paz que o Líbano e a região merecem".

Israel iniciou na semana passada uma intensa ofensiva aérea contra o sul do Líbano e os subúrbios da capital, o Dahye, que incluiu também bombardeios em Beirute e já deixou 687 mortos em todo o país. Estima-se que 800 mil pessoas tiveram que deixar suas casas desde que o conflito se espalhou pelo país.

Por sua vez, na noite da última quarta-feira, o Hezbollah lançou seu maior ataque contra Israel desde o início desta guerra, com 200 foguetes e 20 drones. Desde o início do conflito, 2.975 pessoas foram levadas a hospitais com ferimentos em Israel, informou o Ministério da Saúde israelense nesta sexta-feira.

Israel ataca manifestantes em Teerã

Ao menos uma pessoa morreu nesta sexta-feira em um ataque israelense nas proximidades de uma manifestação de apoio aos palestinos, na qual se encontravam milhares de apoiadores no centro de Teerã. "Pelo menos uma mulher que participava das manifestações do Dia Mundial de Al-Quds morreu hoje em Teerã no bombardeio do regime sionista e dos EUA", informou a agência estatal IRNA.

O ataque ocorreu no meio da manhã, quando milhares de pessoas marchavam pelo centro da capital. Ouviu-se uma explosão e surgiu uma coluna de fumaça, diante da qual os manifestantes reagiram gritando "Alá é grande", conforme pôde ser observado em vídeos compartilhados pela mídia iraniana.

Pouco antes da explosão, as Forças de Defesa de Israel (FDI) alertaram que iriam atacar infraestruturas militares em duas zonas da capital iraniana, incluindo a área de Maniriyeh, próxima à Universidade de Teerã, onde a marcha estava ocorrendo, e pediram aos civis que evacuassem a zona.

Apesar do aviso, os manifestantes saíram às ruas para celebrar a data instituído em 1979 pelo aiatolá Khomeini para exigir a libertação dos palestinos e a queda de Israel, e que é comemorado todos os anos na última sexta-feira do mês sagrado do Ramadã.

Entre os manifestantes estavam o presidente do Irã, Masud Pezeshkian; o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abás Araqchí; o chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Mohamed Eslami; e o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani.

Turquia intercepta míssil iraniano

Também nesta sexta-feira, um míssil balístico lançado do Irã foi neutralizado pelos sistemas de defesa aérea da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ao entrar no espaço aéreo turco, informou o Ministério da Defesa da Turquia. Foi o terceiro incidente desse tipo desde 4 de março.

Em comunicado no X, o governo turco informou que o projétil foi destruído por recursos da Otan posicionados no Mediterrâneo Oriental.

Não ficou imediatamente claro qual era o alvo, mas a mídia local relatou que alarmes de alerta soaram pela manhã nas proximidades da Base Aérea de Incirlik, na província de Adana, no sul do país, que também abriga pessoal dos EUA.

Ancara está em contato com o Irã “para esclarecer todos os aspectos do incidente”, informou o ministério.

fcl/cn (Afp, dpa, dw, efe, ots)

Avião de reabastecimento militar dos EUA cai no Iraque
Um avião americano de reabastecimento militar caiu no Iraque e esforços de resgate estão em andamento, informou o Comando Central dos EUA nesta quinta‑feira (13/03). A aeronave KC‑135 fazia parte da operação contra o Irã, mas o acidente não ocorreu devido a fogo hostil ou fogo amigo, disseram as Forças Armadas americanas em comunicado.

Duas aeronaves estariam envolvidas no incidente. Uma delas pousou em segurança e a outra caiu no oeste do Iraque. Não ficou claro o que causou o incidente. O país tem usado as bases na região na campanha militar contra o Irã.

O Irã, porém, afirmou o avião-tanque americano foi atacado por um míssil lançado por grupos iraquianos e afirmou que toda a sua tripulação morreu, segundo declarações citadas pela agência iraniana Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária do país.

O avião‑tanque é a quarta aeronave reconhecida publicamente que os EUA perderam durante as operações militares contra o Irã. Na semana passada, os militares americanos confirmaram que três caças americanos foram derrubados por engano pelo fogo amigo do Kuwait. Todos os seis tripulantes ejetaram com segurança dos F‑15E Strike Eagles e estavam em condição estável após serem resgatados.

Em duas semanas, a guerra dos EUA contra o Irã já deixou sete soldados americanos mortos. Seis deles morreram quando um drone iraniano atingiu um centro de operações em um porto civil no Kuwait. O sétimo morreu após ser ferido durante um ataque à Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita.

Cerca de 140 militares americanos ficaram feridos, incluindo oito gravemente, disse o Pentágono no início desta semana.

ra/cn (Ap, dpa, Reuters, ots)

Guerra provoca maior interrupção de petróleo da história, afirma entidade
A guerra no Oriente Médio está "criando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história", afirmou a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta quinta-feira (12/03).

A declaração veio um dia depois de a AIE – entidade da qual fazem parte os Estados Unidos e outros 31 países industrializados – ter concordado em liberar um volume recorde de suas reservas estratégicas para compensar a escassez e a disparada nos preços da commodity.

Segundo a AIE, a oferta global deve cair 8 milhões de barris por dia em março, um volume equivalente a quase 8% da demanda mundial, devido ao bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz.

O fechamento do estreito – por onde escoam 20% do petróleo mundial – foi a resposta do regime em Teerã aos bombardeios de Estados Unidos e Israel de que é alvo desde 28 de fevereiro.

Antes de o conflito eclodir, a AIE previa um excedente significativo de petróleo no mercado para o primeiro trimestre de 2026.

A agência, contudo, ressalva que a oferta pode aumentar em abril, à medida que alguns produtores do Golfo utilizam rotas alternativas de exportação, e ainda projeta um crescimento mais rápido que a demanda global para o ano como um todo.

Estoques no limite

Novos ataques iranianos à infraestrutura petrolífera em países do Golfo nesta quinta-feira mantiveram o preço do petróleo em um patamar relativamente alto, próximo dos 100 dólares.

Iraque, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita reduziram sua produção de petróleo em pelo menos 10 milhões de barris/dia em função do conflito, e sem uma retomada rápida das exportações esse número só deve aumentar, já que os estoques estão chegando ao seu limite de armazenamento, afirma a AIE.

"A produção upstream interrompida levará semanas e, em alguns casos, meses para retornar aos níveis anteriores à crise, dependendo do grau de complexidade dos campos e do tempo necessário para que trabalhadores, equipamentos e recursos retornem à região", afirmou a agência.

ra/md (Reuters, AFP, dpa)

Unesco confirma danos a patrimônio histórico na guerra no Oriente Médio
Bombardeios americanos e israelenses no Irã danificaram ao menos quatro sítios históricos e culturais, incluindo palácios e uma antiga mesquita, confirmou nesta quinta-feira a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

Em Teerã, a entidade constatou danos ao Palácio Golestan; em Isfahan, ao Palácio Chehel Sotoun e à mesquita milenar Masjed-e Jame. Também foram identificados danos a edifícios próximos do Vale Khorramabad, que inclui cinco cavernas pré-históricas e um abrigo de pedra com evidências de ocupação humana datada do milênio 63.000 a.C.

Um vídeo da agência de notícias Associated Press (AP) gravado em 3 de março mostra danos ao Palácio Golestan, com estilhaços de vidro dos tetos espelhados sobre o chão, arcadas e ornamentos quebrados, além de janelas estouradas.

O edifício serviu como residência da família real persa e foi sede da Dinastia Cajar. O último xá do Irã, Mohammad Reza Pahlavi, foi coroado ali em 1969.

Os locais afetados estão entre os quase 30 sítios iranianos designados como sob proteção especial na lista de Patrimônio Mundial da Unesco – que inclui monumentos icônicos como a Grande Muralha da China, as pirâmides do Egito e o Taj Mahal.

Danos também ao patrimônio cultural no Líbano e em Israel

A Unesco também listou danos a sítios culturais no Oriente Médio, entre eles a Cidade Branca em Israel e Tiro, no sul do Líbano, região alvo de uma ofensiva israelense contra a milícia Hezbollah.

A Unesco afirma que forneceu antecipadamente a todas as partes envolvidas no conflito as coordenadas geográficas dos sítios históricos, "para que fossem tomadas todas as precauções possíveis para evitar danos".

A entidade monitora outros locais "sob risco" em decorrência da guerra, especialmente na Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Chipre, Iraque, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Iêmen e Territórios Palestinos.

"O que está acontecendo é claro para todos: nesses conflitos cada vez mais modernos, são os civis que pagam o preço, é a infraestrutura civil que paga o preço, e todos vimos a destruição de um patrimônio histórico inestimável", disse nesta semana o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric.

O Comitê do Patrimônio Mundial da agência designa anualmente locais considerados "de valor excepcional para a humanidade" e intervém quando esses locais correm risco de destruição ou danos. O programa oferece aos países assistência técnica e treinamento profissional para preservar esses sítios.

ra/md (AP, Reuters, EFE)

Israel anuncia nova "onda de ataques" em Beirute
O Exército de Israel anunciou nesta quinta-feira uma nova "onda de ataques" contra Beirute, capital do Líbano, após lançar uma advertência a uma zona específica do centro da cidade.

"As Forças de Defesa de Israel (FDI) iniciaram uma onda de ataques contra a infraestrutura terrorista do Hezbollah em Beirute", afirmou o Exército em um breve comunicado.

Estes novos ataques ocorrem depois que, nesta madrugada, pelo menos 12 pessoas foram mortas e outras 28 ficaram feridas em um bombardeio israelense contra uma zona de praia na cidade com alta presença de deslocados, no pior ataque na capital libanesa desde o início da ofensiva aérea de Israel, há mais de dez dias.

Cerca de uma hora antes de anunciar a nova onda de ataques, o Exército israelense ordenou a evacuação de uma área no centro de Beirute, a primeira advertência lançada sobre o coração da capital libanesa desde o começo de suas investidas contra a milícia xiita Hezbollah, aliada do Irã.

Em mensagem, o porta-voz em árabe do Exército israelense, Avichay Adraee, apontava como alvo do ataque um edifício próximo à Universidade Saint Joseph, localizada no bairro de Bashoura, e advertia seus habitantes para que se afastassem em um raio de 300 metros.

O bombardeio ocorrido nesta madrugada na zona de praia de Beirute foi o terceiro dentro dos limites administrativos da capital desde que, em 2 de março, Israel lançou uma intensa campanha aérea contra o Líbano.

O anterior ocorreu na quarta-feira contra um edifício no bairro central de Aisha Bakkar, onde foram registrados consideráveis danos materiais em vários apartamentos e quatro pessoas ficaram feridas, segundo o último balanço oficial.

Três dias antes, outro ataque atingiu um quarto do Hotel Ramada, na zona da orla da cidade, matando quatro pessoas que Israel identificou como comandantes encarregados do Líbano nas chamadas Forças Quds, parte da Guarda Revolucionária Iraniana.

A ação desta noite coincidiu com intensos bombardeios também no subúrbio de Dahye, uma das áreas mais castigadas por uma ofensiva aérea que no Líbano já deixou pelo menos 634 mortos, 1.586 feridos e mais de 800.000 deslocados.

jps/md (EFE)

Governo Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira (12/03) zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.

"[As medidas são] para que a gente garanta que essa guerra não chegue ao bolso do motorista, ao bolso do caminhoneiro e, sobretudo, não chegando ao bolso do caminhoneiro não vai chegar ao prato de feijão, à salada do alface, da cebola e a comida que o povo mais come", afirmou Lula em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília.

As medidas foram anunciadas em caráter temporário e justificadas por causa da alta do petróleo causada pela guerra no Irã, que vem obrigando países a liberarem estoques de emergência.

O corte dos impostos deve reduzir o valor do litro em R$ 0,32 na refinaria. Já a subvenção aos produtores e importadores deve ter impacto de R$ 0,32 por litro, chegando a R$ 0,64 de redução por litro do diesel, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

A subvenção aos produtores e importadores será condicionada a uma comprovação de que o valor foi transferido para os consumidores finais. O presidente Lula acrescentou que um imposto deve ser cobrado sobre a exportação de petróleo para financiar a subvenção ao diesel.

O governo ainda desenhou medidas de fiscalização e transparência para combater o aumento abusivo dos preços dos combustíveis, por ações especuladoras. Segundo explicou o ministro da Fazenda Fernando Haddad, a definição da abusividade deve ser definida por critérios objetivos da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

jps (Agência Brasil)

Itália evacua base no Iraque
O governo da Itália anunciou que está retirando temporariamente todo o seu pessoal de uma base militar no Curdistão iraquiano que foi alvo de um ataque com drones, concluindo uma retirada que já estava em andamento, afirmaram autoridades italianas nesta quinta-feira.

"A retirada já estava planejada" antes do ataque de quarta-feira, que não causou feridos, disse o ministro italiano da Defesa, Guido Crosetto, ao programa de notícias italiano TG1.

Ele enfatizou que se trata de "apenas uma retirada temporária".

A retirada foi confirmada pelo ministro italiano das Relações Exteriores, Antonio Tajani, no parlamento, depois de ter expressado anteriormente na rede X a "mais veemente condenação do ataque com drones à base italiana em Erbil".

A Itália tem soldados em Erbil treinando as forças de segurança do Curdistão como parte de uma força internacional.

Crosetto disse que 102 militares haviam retornado recentemente à Itália da base, enquanto 141 estavam presentes na base no momento do ataque com drones.

jps/md (AFP)

Lufthansa cancela voos para Dubai até 28 de março
As companhias aéreas do grupo Lufthansa prolongaram a interrupção dos seus voos para Dubai até 28 de março, 13 dias a mais do que o previsto até agora, porque os dois aeroportos da cidade emiradense não têm capacidade suficiente e devem reduzir o número de decolagens e aterrissagens.

Lufthansa, Swiss, ITA Airways, Austrian Airlines e Eurowings tiveram que cancelar todos os voos por indicação dos aeroportos, mas vão estudar se podem realizar algum voo específico e solicitarão permissão às autoridades dos Emirados Árabes, que analisam cada solicitação, embora não haja garantias de que um voo seja aprovado, informou a empresa alemã nesta quinta-feira.

A Lufthansa cancelou muitos voos para o Oriente Médio devido à guerra no Irã e à escalada da violência em outros países da região, que fecharam seu espaço aéreo.

Paralelamente, o sindicato Vereinigung Cockpit (VC) convocou uma greve para esta quinta e sexta-feira para mais de 5.000 pilotos das companhias aéreas Lufthansa, Lufthansa Cargo e Lufthansa Cityline e afirmou que a participação foi muito elevada.

Mais de 75% dos voos de curta distância e mais de 70% dos voos de longa distância estavam cancelados, informou o sindicato na tarde desta quinta-feira.

jps (EFE, ots)

Novo líder do Irã divulga 1º mensagem e diz que estreito de Ormuz permanecerá fechado
Em seu primeiro pronunciamento, o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, afirmou nesta quinta-feira que "o estreito de Ormuz deve permanecer fechado" e ameaçou as bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.

"O estreito de Ormuz deve permanecer fechado", disse a nova autoridade máxima política e religiosa do Irã em um comunicado lido por uma apresentadora na televisão estatal.

O tráfego no estratégico estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, está praticamente paralisado devido aos ataques iranianos contra navios na zona desde o início da guerra lançada por Estados Unidos e Israel contra o regime islâmico em 28 de fevereiro.

Mojtaba Khamenei é filho do antigo líder supremo, Ali Khamenei, que foi morto no primeiro dia dos ataques de EUA e de Israel. O novo líder não foi visto em público desde a sua eleição no domingo passado e surgiram relatos que ele foi ferido no ataque que matou seu pai.

Na mensagem dessa quinta, ele também ameaçou as bases militares dos Estados Unidos na região, afirmando que serão "inevitavelmente" atacadas.

Por isso, advertiu os países vizinhos que abrigam essas instalações militares que devem tomar uma decisão a respeito: "Recomendo que fechem essas bases o mais rápido possível".

O novo líder iraniano também disse que a afirmação de que os Estados Unidos querem garantir a segurança e a paz no Oriente Médio "não passa de uma mentira".

Mojtaba Khamenei afirmou ainda que busca relações cordiais e construtivas com seus 15 países vizinhos e argumentou que os ataques sofridos por vários deles na guerra foram dirigidos às bases dos Estados Unidos e não contra seus territórios.

"Acreditamos na amizade com nossos vizinhos e estamos apenas atacando bases e inevitavelmente continuaremos a fazê-lo", afirmou.

Além disso, afirmou que soube pela televisão estatal da sua eleição como novo líder supremo pela Assembleia de Especialistas, tornando-se o terceiro líder nos 47 anos de existência da república islâmica, depois de Ali Khamenei e Ruhollah Khomeini.

"Para mim, ocupar o lugar de dois grandes líderes, o grande Khomeini e o mártir Khamenei, é uma tarefa difícil", disse.

Mojtaba Khamenei foi eleito líder supremo no domingo, após a morte de seu pai, Ali Khamenei, que governou o Irã com brutalidade por 36 anos.

Os ataques que assassinaram Ali Khamenei também mataram a mãe, a esposa e um filho de Mojtaba. O novo líder ficou ferido nas pernas, informou na quarta-feira o jornal The New York Times, citando fontes oficiais iranianas e israelenses, uma informação que foi negada por Teerã.

O novo líder também disse que o país "não desistirá de vingar o sangue dos mártires”, incluindo as meninas mortas em um ataque a uma escola no sul do Irã. "A vingança que temos em mente não se limita apenas ao martírio do grande líder da Revolução", declarou o líder supremo em referência ao pai.

jps (EFE, ots)

EUA já gastaram US$ 11 bilhões na guerra contra o Irã
Os primeiros seis dias da guerra em curso contra o Irã custaram cerca de 11,3 bilhões de dólares (R$ 59 bilhões) aos Estados Unidos, segundo números citados pelo jornal The New York Times.

A estimativa, revelada pelo Pentágono em reunião a portas fechadas no Congresso dos EUA, aborda apenas os gastos registrados entre 28 de fevereiro, data inicial da ofensiva, e 5 de março.

Mas mesmo esse valor ainda está incompleto e promete ser ainda maior, uma vez que não foram levados em conta os custos operacionais do início da guerra, como o aumento de pessoal, munições e recursos necessários para realizar os primeiros ataques em conjunto com Israel.

Só em munições, as forças armadas dos EUA teriam gasto 5,6 bilhões de dólares nos dois primeiros dias do conflito, de acordo com o jornal The Washington Post.

Na primeira rodada de bombardeios, foram utilizadas armas como a bomba de precisão AGM-154, que pode custar mais de 836 mil dólares cada, segundo o NYT, e desde então, o Pentágono tem afirmado que agora planeja usar munições mais baratas.

Os Estados Unidos estão consumindo rapidamente seu estoque de interceptadores aéreos e armas de precisão, a ponto de terem que começar a selecionar seus alvos com mais cuidado, informou na semana passada o diário The Washington Post, citando três fontes familiarizadas com o assunto.

Jps/md (DW, ots)

Ataques a navios e temor de guerra prolongada pressionam preço do petróleo
O preço do petróleo bruto Brent, principal referência do setor, voltou a cruzar momentaneamente nesta quinta-feira (12/03) a marca de 100 dólares após os ataques iranianos que atingiram navios mercantes nas águas do Golfo Pérsico, em meio a preocupações sobre interrupções no mercado global de energia.

Pela manhã, o preço cruzou a marca nos mercados asiáticos, mas teve um recuo. Horas depois, o preço havia recuado, mas ainda estava sendo negociado a cerca de 97 dólares. Os preços têm sofrido oscilações desde o início do conflito, que nesta quinta-feira entrou no 13° dia.

Na quarta-feira, numa tentativa de acalmar as preocupações com o abastecimento de petróleo, a Agência Internacional de Energia (AIE), composta por 32 países, anunciou a maior liberação de reservas estratégicas da sua história. Mas o anúncio acabou sendo ofuscado pelos ataques generalizados do Irã a navios e instalações energéticas no Oriente Médio, além de crescentes temores no mercado de que o conflito se prolongue.

Nos últimos dias, vários navios mercantes foram atingidos na região do estreito de Ormuz, uma rota crucial para o mercado de energia global e por onde passa cerca de 20% do petróleo do mundo.

O Iraque suspendeu todas as operações nos seus portos petrolíferos após um ataque a dois petroleiros nas proximidades. Já o Bahrein pediu aos seus habitantes que ficassem em casa após um ataque iraniano a tanques de combustível na província de Muharraq.

Analistas alertam que os países árabes do Golfo enfrentam pressão crescente devido ao fechamento do estreito

Pankaj Srivastava, da Rystad Energy, aponta que os suprimentos de petróleo bruto estão na prática ficando retidos na região, dado que o estreito está efetivamente fechado devido aos ataques. O Bahrein e o Kuwait enfrentam o maior risco de interrupções.

"Com o fluxo de petróleo cada vez mais prejudicado no Golfo, as refinarias podem em breve ser forçadas a ajustar suas operações, reduzindo a produção à medida que as exportações estagnam e direcionando a produção exclusivamente para os mercados domésticos", disse Srivastava.

"Três fatores principais determinarão a resiliência dos sistemas de refino em todo o Golfo: contornar o estreito por meio de rotas alternativas de exportação, o equilíbrio entre a demanda doméstica por produtos e a capacidade de refino e as exportações de produtos como uma proporção da produção atual das refinarias", disse Srivastava.

jps/md (AP, ots)

Conselho de Segurança da ONU exige que o Irã interrompa ataques a vizinhos

O Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução exigindo o fim do "ataque flagrante" do Irã contra seus vizinhos no Golfo.

"O consenso internacional é firme ao rejeitar esses ataques iranianos contra países soberanos, que ameaçam a estabilidade dos povos – especialmente em uma região de importância estratégica para a economia global, a energia, a segurança e o comércio internacional", disse o embaixador do Bahrein na ONU, Jamal Alrowaiei.

A resolução também "condena quaisquer ações ou ameaças da República Islâmica do Irã destinadas a fechar, obstruir ou interferir de qualquer forma na navegação internacional pelo Estreito de Ormuz".

A resolução foi aprovada com 13 votos a favor e nenhum contra. Rússia e China se abstiveram.

O embaixador iraniano na ONU classificou a resolução como "politicamente motivada".

"A ação de hoje representa um uso indevido e flagrante do mandato do Conselho de Segurança, em prol das agendas políticas de certos membros – os mesmos Estados responsáveis pela guerra brutal de agressão contra meu país", disse Amir Saeid Iravani ao Conselho.

gq (DW)

Dezenas de navios alemães presos no Estreito de Ormuz
Cerca de 30 navios alemães, representando mais de dez companhias marítimas, estão presos no meio da zona de guerra no Golfo Pérsico, informou a Associação Alemã de Armadores (VDR) à revista econômica Wirtschaftswoche.

"Os navios mercantes são embarcações civis com tripulações desarmadas e dificilmente podem se proteger contra ataques militares", disse Carsten Duif, da VDR.

Novos ataques iranianos atingiram três navios mercantes no Golfo Pérsico nesta quarta-feira (11/03), enquanto o Irã segue o bloqueio do estratégico estreito de Ormuz.

Outra preocupação são as possíveis minas marítimas iranianas na região. A VDR pediu que a Alemanha se junte a outros países na coordenação de medidas defensivas para proteger os navios.

A Wirtschaftswoche informou que, embora a marinha alemã tenha navios para uso contra minas, atualmente não há planos para enviá-los à zona de conflito.

"No final das contas, vejo apenas uma solução diplomática para essa questão da passagem segura pelo Estreito de Ormuz, não uma solução militar", afirmou o ministro das Relações Exteriores alemão, Johann Wadephul, segundo a revista.

gq (DW)

Irã exige reparações para encerrar a guerra
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, apresentou as condições do lado iraniano para pôr fim à guerra com EUA e Israel, incluindo pagamento de reparações e garantias contra futuros ataques.

No X, ele escreveu que conversou com os líderes da Rússia e do Paquistão e "reafirmou o compromisso do Irã com a paz na região". "A única maneira de acabar com esta guerra – iniciada pelo regime sionista e pelos EUA – é reconhecer os direitos legítimos do Irã, pagar reparações e oferecer garantias firmes [internacionais] contra futuras agressões", afirmou.

gq (DW)