Os Estados Unidos condenaram nesta segunda-feira (12), no Conselho de Segurança da ONU, o uso pela Rússia de um míssil balístico Oreshnik com capacidade nuclear na Ucrânia, classificando-o de “escalada perigosa e inexplicável”.
O míssil de alcance intermediário, que não portava uma ogiva nuclear, impactou uma área da Ucrânia próxima da fronteira com a Polônia na madrugada de sexta-feira (9).
Isso “constitui outra escalada perigosa e inexplicável dessa guerra, inclusive enquanto os Estados Unidos trabalham com Kiev, outros parceiros e Moscou para pôr fim ao conflito mediante uma solução negociada”, declarou a embaixadora adjunta dos Estados Unidos na ONU, Tammy Bruce, no Conselho de Segurança.
“Condenamos os contínuos e cada vez mais intensos ataques da Rússia contra as instalações energéticas da Ucrânia e outras infraestruturas civis”, acrescentou Tammy.
A Rússia afirmou hoje que o míssil atingiu uma usina de manutenção de aviões na região de Lviv, no oeste da Ucrânia, e que foi disparado em resposta à tentativa da Ucrânia de atacar uma das residências do presidente russo, Vladimir Putin, o que Kiev nega.
A Ucrânia confirmou o ataque na região, mas não disse se a usina foi atingida.
James Kariuki, embaixador interino do Reino Unido nas Nações Unidas, qualificou os ataques como “imprudentes”. “Isso ameaça a segurança regional e internacional e resulta em um risco significativo de escalada e de erros de cálculo”, disse.
Além de lançar o míssil Oreshnik, a Rússia bombardeou Kiev na madrugada de sexta-feira, o que deixou pelo menos quatro mortos e metade dos prédios residenciais da cidade sem calefação, em meio a temperaturas entre -7ºC e -15°C.
O embaixador russo na ONU, Vasili Nebenzia, rechaçou categoricamente todas as críticas e afirmou que o exército russo não tinha a população civil como alvo.
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