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EUA celebra Ação de Graças com sombra da pandemia que parece mais controlada na Europa

EUA celebra Ação de Graças com sombra da pandemia que parece mais controlada na Europa

Passageiros aguardam no aeroporto de Los Angeles, en 25 de novembro de 2020, véspera do Dia de Ação de Graças - AFP

Os Estados Unidos celebram, nesta quinta-feira (26), um Dia de Ação de Graças marcado pela pandemia, que provocou mais de 2.400 mortes em 24 horas no país, enquanto na Europa os números melhoram, e os cidadãos acompanham com esperança uma flexibilização das restrições antes do Natal.

Mais importante que o Natal para muitos, esta grande celebração familiar nos Estados Unidos acontece no momento em que o país registra o maior número diário de mortes em seis meses.

As autoridades de saúde recomendaram que a população não viaje, e o aeroporto de Los Angeles tinha poucos passageiros na quarta-feira (25).

“O avião estava praticamente vazio”, disse Nathan Peterson, um estudante procedente de Utah.

O presidente eleito Joe Biden celebrará o Dia de Ação de Graças em Delaware, com a família mais próxima, sua mulher, a filha e o genro.


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“Há uma esperança real, uma esperança tangível”, afirmou o democrata em um discurso na televisão.

“A vida voltará à normalidade (…) Isto não vai durar eternamente”, completou, em referência às futuras vacinas contra a covid-19, que podem começar a ser administradas em dezembro.

Em todo planeta, o vírus provocou mais de 1,4 milhão de mortes e mais de 60,4 milhões de contágios, segundo o balanço da AFP baseado nos números oficiais dos países.

– Natal não será ‘normal’ –

Na Europa, que registra mais de 390.000 mortes e 17,1 milhões de casos, as medidas de confinamento impostas nas últimas semanas começam a apresentar resultados, e vários países começam a flexibilizar as restrições para as festas natalinas.

Na França, os estabelecimentos comerciais não essenciais reabrirão as portas a partir de sábado. Caso a situação continue melhorando, o governo cogita suspender em 15 de dezembro o confinamento, imposto há quase um mês, e substituí-lo por um toque de recolher noturno.

O Reino Unido, outro país muito afetado pela pandemia, prevê reabrir no início de dezembro todo comércio e iniciar um programa de testes em larga escala. O primeiro-ministro Boris Johnson já advertiu, no entanto, que o Natal não será “normal”.

A Alemanha, que durante a primeira onda se viu relativamente pouco impactada pela pandemia, mas que atualmente registra números recordes de mortes e contágios, decidiu manter as restrições.

“O número de infecções ainda está em um nível muito elevado”, declarou a chanceler Angela Merkel na quarta-feira.

O país está próximo de superar a marca de um milhão de contágios e já contabiliza 14.771 mortes, mais de 400 delas nas últimas 24 horas, segundo o Instituto de vigilância sanitária Robert Koch.

Por este motivo, as restrições impostas em novembro seguirão em vigor até o início de janeiro. Bares, restaurantes, centros culturais e estabelecimentos esportivos ainda permanecerão fechados por mais de um mês.

– Um processo “desafiador e caro” –

América Latina e Caribe registram mais de 440.200 vítimas fatais e 12,6 milhões casos de contágios.

Nas últimas 24 horas, o México registrou 858 mortes, o segundo maior número no planeta em apenas um dia, atrás apenas dos Estados Unidos (2.439). O país supera 103.500 óbitos e mais de um milhão de infecções.

Em termos gerais, o Brasil continua sendo o país mais afetado da região, com mais de 170.700 mortes e 6,1 milhões de casos.

Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), todo continente americano reportou mais de 1,5 milhão de contágios por covid-19 na última semana, um recorde desde a declaração da pandemia em março.

Na América Central, a OPAS acompanha com preocupação o potencial surgimento de focos em abrigos lotados após a passagem dos furacões Eta e Iota.

As esperanças do planeta estão nas futuras vacinas, com as candidatas da Moderna, AstraZeneca/Oxford e Pfizer-BioNTech à frente da corrida.

Na América Latina, com suas regiões remotas, suas megalópoles e favelas em serviços básicos, distribuir e administrar as vacinas não serão uma missão fácil.

Imunizar a maioria dos habitantes será um processo “desafiador e caro”, afirmou o subdiretor da OPAS, Jarbas Barbosa.

A OPAS espera distribuir vacinas na região entre março e maio de 2021, por meio do Covax, mecanismo implementado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir um acesso equitativo.

burx-es/mb/fp/tt

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