EUA buscam mudança de regime em Cuba até o fim do ano, diz jornal

NOVA YORK, 22 JAN (ANSA) – O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deseja promover uma mudança de regime em Cuba até o fim do ano, após a bem-sucedida operação de captura de Nicolás Maduro na Venezuela.   

A informação é do diário americano The Wall Street Journal, que diz que a Casa Branca está buscando “pessoas dentro do governo cubano que possam contribuir” para um acordo que coloque fim à era comunista no país caribenho ainda em 2026.   

Segundo o jornal, a gestão Trump acredita que a economia de Cuba está “à beira do colapso” e que o governo do presidente Miguel Díaz-Canel, herdeiro político dos irmãos Fidel e Raúl Castro, está fragilizado pela perda do apoio de Maduro.   

A Casa Branca não teria um plano concreto para derrubar o governo cubano, mas avalia que a operação militar na Venezuela e as concessões obtidas por lideranças chavistas, como a presidente interina Delcy Rodríguez, sejam um “aviso” para Havana.   

Após a captura de Maduro, Trump chegou a publicar na rede social Truth que o regime de Cuba deveria “fazer um acordo” antes que fosse “tarde demais”, acrescentando que a ilha caribenha “viveu por muito tempo de grandes quantidades de dinheiro e petróleo da Venezuela”.   

O magnata também insinuou que seu secretário de Estado, Marco Rubio, que tem origem cubana, seria um bom presidente para o país caribenho, alvo de um embargo econômico dos EUA há mais de 60 anos.   

Cuba é governada por um regime socialista desde a revolução de 1959, que depôs o ditador Fulgencio Batista, apoiado pelos EUA. Desde então, teve apenas três líderes: Fidel Castro (1959-2008), Raúl Castro (2008-2018) e Miguel Díaz-Canel (desde 2018). (ANSA).