EUA atingem navios militares do Irã; Teerã mira porta-aviões

EUA atingem navios militares do Irã; Teerã mira porta-aviões

"ExplosõesAtaques afundaram nove embarcações e danificaram quartel-general da Marinha iraniana, diz Trump. Irã disparou mísseis contra navio de guerra americano, mas não causou danos.- Os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, neste sábado (28/02), miraram lideranças iranianas e mataram o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad e vários chefes militares.

– O Irã prometeu vingar a morte de Khamenei e continuou, neste domingo, lançando mísseis contra Israel e bases militares americanas no Golfo Pérsico, atingindo países aliados dos EUA na região. Até o momento, 10 pessoas morreram em Israel, 3 nos Emirados Árabes Unidos e uma no Kuwait.

– As Forças de Defesa de Israel (IDF) também iniciaram uma nova onda de ataques contra o Irã neste domingo. Autoridades iranianas dizem que um dos bombardeiros atingiu uma escola de meninas e matou 165 pessoas.

– Um conselho interino foi formado para governar o Irã após a morte de Khamenei, incluindo o presidente Massoud Pezeshkian, o chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni Eje, e o aiatolá Alireza Arafi. O ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi, disse que um novo líder supremo será escolhido em "um ou dois dias".

– O presidente dos EUA, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deixaram claro que almejam a troca de regime no Irã. Segundo Trump, 48 líderes iranianos morreram nos ataques. O Pentágono confirma a morte de três oficiais americanos em combate.

– Reza Pahlavi, filho do último xá do Irã e uma das figuras de oposição mais proeminentes do país no exílio, voltou a se apresentar como potencial futuro líder.

– No Golfo Pérsico, empresas petrolíferas suspendem o transporte marítimo pelo Estreito de Ormuz. A expectativa é que o preço do petróleo dispare na segunda-feira, com a reabertura dos mercados. O grupo de países da Opep+ anunciou que aumentará sua produção para suprir a demanda.

EUA afundaram 9 navios militares iranianos, diz Trump
Os Estados Unidos afundaram nove navios militares iranianos durante a ofensiva contra a República Islâmica, escreveu o presidente americano Donald Trump nas redes sociais neste domingo (01/03). Em um ataque separado, os EUA "praticamente destruíram o quartel‑general naval" do Irã, afirmou.

Anteriormente, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) havia anunciado que atacara o porta‑aviões americano Abraham Lincoln com quatro mísseis balísticos. O Comando Central dos EUA (Centcom), responsável pela região do Oriente Médio, disse que a embacarção não sofreu danos.

"O Lincoln não foi atingido. Os mísseis lançados nem chegaram perto", escreveu o Centcom no X. O órgão ainda informou que bombardeiros B‑2 americanos atacaram instalações de mísseis fortificadas no Irã.

O Centcom ainda acusou a liderança em Teerã de atacar instalações civis em seus contra‑ataques. Além de vários aeroportos e hotéis, uma refinaria de petróleo e áreas residenciais em diversos países do Golfo também teriam sido alvo, afirmou. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse em entrevista ao canal Al‑Jazeera que apenas bases e instalações dos EUA foram atacadas.

gq (DPA, OTS)

Israel convoca quase 100 mil reservistas para ofensiva contra o Irã
O Exército israelense afirmou neste domingo (01/03) que está convocando quase 100 mil reservistas como parte de sua campanha contra o Irã.

"As Forças Armadas Israelenses estão se preparando para convocar cerca de 100 mil reservistas e estão elevando seu nível de prontidão em várias frentes", disse a corporação em um comunicado.

Mais cedo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometeu intensificar os ataques contra Teerã. Na noite deste domingo, novas explosões foram ouvidas na capital iraniana.

"Dei instruções para a continuidade da campanha. Nossas forças estão agora atingindo o coração de Teerã com poder intenso, e isso só vai escalar nos próximos dias", afirmou.

gq (AFP)

Irã atinge três navios petroleiros no Estreito de Ormuz
Três navios petroleiros foram atacados no Estreito de Ormuz neste domingo (01/03), segundo informaram agências de segurança marítima e a Guarda Revolucionária do Irã. A República Islâmica havia ameaçado interromper o tráfego marítimo pela região em resposta aos contínuos bombardeios aéreos dos Estados Unidos e de Israel.

Um dos navios, ao largo da costa de Omã, foi "atingido por um projétil desconhecido acima da linha d’água". A casa das máquinas da embarcação ficou em chamas, mas o incêndio foi posteriormente controlado, disse a agência britânica de segurança marítima UKMTO em comunicado.

Em um incidente separado, outra embarcação foi "atingida por um projétil desconhecido, causando um incêndio". O fogo foi extinto e a embarcação pretende continuar sua viagem, afirmou a UKMTO.

A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech indicou que este segundo navio, um petroleiro, estava localizado próximo aos Emirados Árabes Unidos.

Mais tarde, a UKMTO relatou que outro projétil "explodiu muito próximo de uma embarcação" a 35 milhas náuticas a oeste da cidade emiradense de Sharjah.

A agência afirmou que toda a tripulação estava "segura e bem".

No domingo, a televisão estatal iraniana afirmou que um petroleiro estava "afundando" após ser atingido enquanto transitava pelo Estreito de Hormuz.

"O destino do petroleiro infrator que foi atingido enquanto tentava passar ilegalmente pelo Estreito de Hormuz é que agora está afundando", informou a TV estatal, sem dar mais detalhes.

Imagens transmitidas pela emissora mostraram uma espessa fumaça negra saindo do petroleiro em chamas.

O estreito é um ponto crucial para o comércio global de petróleo, por onde passa um quarto do petróleo mundial e um quinto do gás natural liquefeito.

No sábado, a Guarda Revolucionária do Irã fechou a rota marítima, mas o tráfego não havia se encerrado completamente. Dezenas de embarcações permanecem paradas no Golfo Pérsico.

gq (AFP, DW, OTS)

Avião de Netanyahu pousa no aeroporto de Berlim
O governo de Israel enviou a aeronave usada pelo premiê Benjamin Netanyahu para a Alemanha, estacionando-a no aeroporto de Berlim por "razões de segurança" depois que ataques aéreos americanos e israelenses mataram o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, desencadeando um conflito na região.

A informação foi confirmada por fontes do governo alemão citadas pela agência de notícias Reuters, que disseram que o voo fora registrado com antecedência pelas autoridades israelenses.

O "Asas de Zion", um Boeing 767, havia decolado pouco depois das 13h no horário de Berlim (9h de Brasília), e circulou por horas no Mar Mediterrâneo antes de se dirigir ao aeroporto da capital alemã.

Não é a primeira vez que Israel envia seu avião oficial de governo para fora do país para protegê-lo de ataques com mísseis.

Embora na internet tenha se espalhado o boato de que Netanyahu estaria a bordo da aeronave, o Boeing transportava apenas tripulantes, segundo fontes do governo alemão.

ra (Reuters, ots)

Empresas suspendem cargas pelo Estreito de Ormuz; Opep+ amplia produção de petróleo
Proprietários de navios petroleiros e grandes empresas petrolíferas estão suspendendo o transporte de petróleo bruto, combustíveis e gás natural liquefeito pelo Estreito de Ormuz depois que Teerã declarou o fechamento da navegação pela região.

Três navios petroleiros foram atingidos na região pela Guarda Revolucionária até o momento, segundo agências marítimas. Para especialistas, barril de petróleo pode chegar a 100 dólares na segunda-feira, com a reabertura dos mercados.

A missão naval europeia Aspides afirmou que vários navios na região receberam transmissões da Guarda Revolucionária iraniana afirmando que "nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz".

O tráfego marítimo pelo estreito, porém, ainda não cessou completamente, afirmou a corretora marítima Poten & Partners em nota a clientes. A Marinha britânica declarou que as ordens iranianas não têm força legal e orientou embarcações a transitarem com cautela.

Contudo, empresas petrolíferas temem retaliações ou possíveis danos causados pelo conflito.

Segundo a agência britânica de segurança marítima, dois navios foram atacados no Estreito de Ormuz, um ao largo de Omã e outro ao largo dos Emirados Árabes Unidos. A televisão estatal iraniana informou que um terceiro petroleiro foi atingido e estava afundando após tentar passar "ilegalmente" pelo estreito. Segundo a agência de notícias Reuters, o Irã confirmou ter atingido ao menos três petroleiros no Golfo.

Imagens de satélite de rastreadores de navios analisadas pela agência de notícias Reuters mostram embarcações acumuladas próximas a grandes portos no Golfo Pérsico, como Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, sem atravessar Ormuz. Mais de 20% do petróleo mundial passa por esse corredor marítimo.

Segundo a Armateurs de France, uma organização que representa as empresas de transporte marítimo francesas, ao menos 60 navios comerciais de propriedade ou bandeira francesa estão atualmente bloqueados na região.

A associação de petroleiros Intertanko disse que a Marinha dos EUA alertou contra a navegação em toda a área do Golfo de Omã, Mar da Arábia Setentrional e o Estreito de Ormuz, afirmando que não pode garantir a segurança da navegação.

Opep+ aumentará produção

O grupo de oito países produtores de petróleo Opep+, indicou que aumentará a produção em 206 mil barris por dia em abril para tentar mitigar o impacto nos preços durante o novo conflito no Oriente Médio.

O coletivo, que inclui países árabes do Golfo e a Rússia, disse em comunicado que seus membros "monitorarão de perto as condições do mercado, em seus esforços contínuos para apoiar a estabilidade".

O petróleo Brent subiu 10% neste domingo, atingindo 80 dólares o barril neste domingo, negociado em operações diretas entre trades, fora das bolsas formais. Analistas preveem que os preços podem chegar a 100 dólares o barril quando o mercado for reaberto na segunda-feira.

O índice global já vinha em alta e atingiu 73 dólares na sexta-feira, o maior nível desde julho, impulsionado pelo temor dos ataques.

Outras cadeias de produção também devem ser afetadas. "A segurança das nossas tripulações, navios e cargas dos nossos clientes continua a ser a nossa principal prioridade. Estamos suspendendo todas as travessias de navios no Estreito de Ormuz até novo aviso", afirmou em seu site a Maersk, maior empresa de transporte marítimo de contêineres do mundo.

gq (Reuters, OTS)

Trump diz que nova liderança iraniana quer retomar negociações
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que está disposto a abrir negociações com a nova liderança do Irã após os ataques conjuntos dos EUA e Israel a Teerã, que começaram neste sábado (28/02).

Segundo ele, a nova liderança iraniana, formada por um conselho interino, procurou o governo americano com o objetivo de retomar o diálogo.

"Eles querem conversar, e eu concordei em conversar, então conversarei com eles", disse Trump à revista americana The Atlantic.

O líder americano não informou quando as negociações ocorrerão. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, porém, anunciou uma nova intensificação dos ataques militares contra Teerã.

Netanyahu apontou que a ofensiva militar "aumentará ainda mais nos próximos dias".

gq (DW/DPA)

Protesto contra a morte de Khamenei deixa 23 mortos no Paquistão
Manifestações violentas contra a campanha dos EUA e de Israel que matou o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, deixaram 23 mortos no Paquistão neste domingo (01/03).

Na cidade portuária paquistanesa de Karachi, centenas de manifestantes da comunidade xiita paquistanesa protestaram nas ruas e invadiram o consulado dos EUA aos gritos de "morte a Israel, morte aos EUA".

As forças de segurança do consulado usaram cassetetes e gás lacrimogêneo para dispersar a multidão que havia rompido o muro externo. Dez manifestantes foram mortos a tiros. Em Skardu, no norte do país, onde uma multidão incendiou um escritório da ONU, 11 pessoas morreram; outros dois foram mortos em Islamabad.

O governo do Paquistão, país onde os xiitas são cerca de 20% da população, vê com preocupação os ataques de Israel e EUA ao Irã e o impacto que eles podem ter internamente na estabilidade do país.

A embaixada dos EUA em Islamabad disse em uma publicação no X que estava monitorando relatos de manifestações e aconselhou cidadãos americanos a adotarem boas práticas de segurança pessoal.

gq/as (AP, Reuters, Lusa)

Trump diz que 48 líderes iranianos foram mortos até o momento
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou neste domingo que 48 líderes iranianos foram mortos nos bombardeios conduzidos pelos Estados Unidos e Israel contra o país, e classificou a ofensiva como "muito positiva".

"Ninguém consegue acreditar no sucesso que estamos tendo, 48 líderes desapareceram de uma só vez. E tudo está avançando rapidamente", disse Trump em entrevista à Fox News.

Emtre as lideranças mortas estão o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, o ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, e o ex-comandante da Guarda Revolucionária Mohammad Pakpur.

"Estamos fazendo nosso trabalho não apenas por nós, mas pelo mundo. E tudo está adiantado em relação ao cronograma", disse Trump em outra entrevista, desta vez à CNBC.

"As coisas estão evoluindo de uma forma muito positiva agora, de uma forma muito positiva", afirmou.

Em um dos bombardeios, autoridades iranianas culpam os Estados Unidos e Israel pela morte de dezenas de pessoas por um míssil que atingiu uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã.

As entrevistas foram realizadas antes de o Exército dos EUA anunciar suas primeiras baixas na guerra: três militares mortos, cinco gravemente feridos e vários outros com ferimentos leves.

gq (AFP, OTS)

Os próximos passos do regime do Irã, após morte de Khamenei
A TV estatal confirmou a morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, cerca de doze horas depois de dezenas de bombas caírem sobre o complexo onde ele vivia e trabalhava.

O aiatolá de 86 anos, que várias vezes expressou um desejo de martírio em discursos públicos, estava em seu complexo residencial e de trabalho com sua família mesmo diante da alta probabilidade de um ataque.

Reagindo ao ataque, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani, anunciou a criação de um conselho de liderança provisório, responsável por supervisionar a transição política e governar interinamente o país.

O colegiado já foi formado e é integrado pelo presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, o chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejei, e o aiatolá Alireza Arafi. Pezeshkian afirmou que a morte de Khamenei foi uma "declaração de guerra contra os muçulmanos" e prometeu vingança.

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EUA confirmam a morte de três oficiais americanos em combate
O Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (Centcom) afirmou neste domingo (01/03) que três oficiais americanos morreram e cinco ficaram feridos em meio aos combates contra o Irã.

"Às 9h30 da manhã do dia 1º de março, três militares americanos foram mortos em combate e cinco ficaram gravemente feridos durante a Operação Fúria Épica", disse o órgão.

"Vários outros sofreram ferimentos leves causados por estilhaços e concussões, e serão reintegrados ao serviço. As principais operações de combate continuam e os nossos esforços de resposta estão em andamento", completou.

As Forças Armadas dos EUA não deram mais detalhes sobre qual incidente causou a morte dos oficiais. Estes são os primeiros relatos de baixas americanas desde o início da operação.

Irã ataca porta-aviões dos EUA

Em um incidente separado, o Irã atacou o porta-aviões americano USS Abraham Lincoln com quatro mísseis balísticos, segundo noticiou a mídia estatal do país. O navio compõe o operacional americano deslocado à região nas últimas semanas.

No X, o Centcom confirmou que o porta-aviões não foi atingido e "continua a lançar aeronaves". "Os mísseis lançados nem sequer chegaram perto", afirmaram as Forças Armadas.

O Comando Central (CENTCOM) também informou que os Estados Unidos afundaram um navio de guerra iraniano atracado no Golfo de Omã.

gq (DW, Reuters)

Bombardeio a escola deixa dezenas de mortos, diz Irã
Autoridades iranianas culparam os Estados Unidos e Israel pela morte de ao menos 165 pessoas durante um bombardeio neste sábado (28/02) que atingiu uma escola de meninas em Minab, no sul do Irã.

Os números não puderam ser verificados de forma independente, mas vídeos e fotos do local – que, segundo o jornal britânico The Guardian são reais – mostram pessoas reunidas em torno do que restou da escola, cavando os escombros à procura de vítimas. Em algumas imagens, vê-se mochilas e livros escolares por debaixo do entulho.

Segundo a emissora britânica BBC, a escola ficava a cerca de 600 metros de um quartel da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que foi alvo de ataques.

O Comando Central americano declarou estar "ciente dos relatos" e afirma investigar a morte de civis. O exército israelense disse desconhecer os ataques.

No Irã, a semana útil começa no sábado e vai até a quinta-feira. A sexta-feira é o único dia de descanso oficial, o que significa que a escola provavelmente estava em funcionamento quando foi atingida.

"Eram meninas que iam à escola para aprender, com esperanças e sonhos em seu futuro. Hoje, suas vidas foram brutalmente interrompidas", comentou a vencedora do prêmio Nobel e ativista em prol da educação de meninas, a paquistanesa Malala Yousafzai. "É preciso que haja justiça e responsabilização. Todos os Estados e partes precisam seguir suas obrigações sob a lei internacional para proteger civis e escolas."

ra (AP, AFP, ots)

Retaliação iraniana deixa quatro mortos e dezenas de feridos nos países do Golfo
A campanha de retaliação do Irã contra os ataques de EUA e Israel matou três pessoas e feriu 58 nos Emirados Árabes Unidos, informaram as autoridades emiradenses neste domingo (01/03). No Kuwait, uma pessoa morreu e 32 ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde do país.

Fortes explosões continuaram a ser ouvidas em Dubai, Doha e Manama, além de detonações em Riad no segundo dia de contra-ataques iranianos. A Guarda Revolucionária mira 27 bases militares dos EUA no Oriente Médio, muitas espalhadas na região do Golfo Pérsico.

Entre os mortos nos Emirados estão cidadãos do Paquistão, Nepal e Bangladesh, segundo o Ministério da Defesa de Abu Dhabi.

Desde sábado, o país detectou 165 mísseis balísticos iranianos, dos quais 152 foram interceptados. Também foram derrubados 506 drones.

Em Omã, que ajudou a mediar negociações e foi o único estado do Golfo poupado no primeiro dia da campanha iraniana, o porto de Duqm foi alvo de dois drones, informou a Agência de Notícias de Omã em uma postagem nas redes sociais.

Um petroleiro também foi atacado na costa do país. A tripulação foi evacuada e quatro pessoas ficaram feridas, segundo a agência.

O Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) se reúne neste domingo para formular uma resposta unificada aos ataques iranianos.

Mortos e feridos em Dubai e Abu Dhabi

Os Emirados Árabes Unidos sofreram a maior parte dos ataques,

No aeroporto de Abu Dhabi, pelo menos uma pessoa morreu e sete ficaram feridas após pedaços de um drone interceptado caírem sobre passageiros. Outra pessoa também havia morrido mais cedo devido à queda de destroços.

Na cidade, uma mulher e uma criança ficaram feridas após destroços de um drone interceptado colidiram com a fachada de um prédio nas Etihad Towers, informou o Escritório de Mídia de Abu Dhabi.

No sábado, os ataques iranianos provocaram incêndios em pontos icônicos como o complexo The Palm e o hotel Burj Al Arab.

No aeroporto de Dubai, o mais movimentado do mundo, quatro funcionários ficaram feridos em no que as autoridades chamaram de "incidente", sem dar mais detalhes.

Na área residencial, duas pessoas ficaram feridas quando destroços de drones interceptados caíram sobre casas.

No Catar, que abriga a maior base militar dos EUA na região, autoridades disseram que o Irã lançou 65 mísseis e 12 drones contra o país, a maioria interceptada, mas oito pessoas ficaram feridas, uma delas em estado crítico.

Hotéis e portos se tornam alvos

Em todo o Golfo, infraestrutura civil foi atingida: de aeroportos e portos a edifícios residenciais e até hotéis.

O assessor presidencial dos Emirados, Anwar Gargash, criticou Teerã neste domingo, chamando os ataques de erro de cálculo. "Isso isolou o Irã em um momento crítico. Sua guerra não é com seus vizinhos", afirmou.

No início da manhã de domingo, drones atingiram o aeroporto da capital do Bahrein, Manama, causando danos leves.

A embaixada dos EUA em Manama pediu que cidadãos americanos evitassem hotéis na capital, alertando que poderiam se tornar alvos após um hotel de luxo da capital ter sido atingido.

No sábado, em Manama, drones e estilhaços também atingiram prédios residenciais. "Alertamos cidadãos dos EUA no Bahrein que hotéis podem ser alvo de futuros ataques e recomendamos evitar hotéis em Manama", disse a embaixada em uma postagem no X.

gq (AFP, OTS)

Ex-presidente iraniano Ahmadinejad é morto em ataques de EUA e Israel
O ex-presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad foi morto nos ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel ao Irã, neste sábado (28/02), noticiou a mídia iraniana.

Ahmadinejad era um linha-dura conhecido por liderar uma repressão sangrenta contra manifestantes após sua controversa reeleição, em 2009.

Críticos do regime contestaram a vitória e alegaram fraude eleitoral generalizada.

Milhões de iranianos foram às ruas em protesto. Mas o regime rejeitou a realização de novas eleições, intensificou a censura e reprimiu os manifestantes, o que resultou em dezenas de mortes e milhares de detenções.

as (DW)

Irã nomeia novo comandante da Guarda Revolucionária
O Irã nomeou o brigadeiro-general Ahmad Vahidi novo comandante da Guarda Revolucionária neste domingo, noticiou a agência de notícias iraniana Mehr.

Vahidi substitui o general Mohammad Pakpur, que foi morto em ataques aéreos dos EUA e de Israel contra o Irã.

as (Efe)

Ataques do Irã contra Israel deixam 10 mortos e dezenas de feridos
Ao menos dez pessoas foram mortas e mais de 120 ficaram feridas nos ataques do Irã a Israel, nestes sábado (28/02) e domingo, segundo as autoridades israelenses.

Nove delas foram mortas e 45 ficaram feridas num ataque na cidade de Beit Shemesh, no centro do país, neste domingo, de acordo com o serviço de resgate Magen David Adom.

O míssil atingiu atingiu uma sinagoga. Ao menos 11 pessoas seguem desaparecidas.

Já em Tel Aviv, uma cidadã das Filipinas de 32 anos morreu após o impacto de um míssil balistico.

as/gq (AP)