EUA atacaram mais de 9.000 alvos no Irã desde o início da guerra

EUA atacaram mais de 9.000 alvos no Irã desde o início da guerra

"EUAForças americanas afirmam que já afundaram ou danificaram mais de 100 embarcações iranianas. Trump anuncia negociações, mas Irã nega conversas. Acompanhe os desdobramentos do conflito.
Trump anuncia pausa em ataques a centrais de energia do Irã e anuncia negociações, mas regime nega conversas
EUA afirmam que já atacaram mais de 9 mil alvos no Irã desde o início da guerra
Israel afirma ter iniciado amplos ataques no oeste do Irã, e suas forças armadas se planejam para mais seis semanas de guerra.
Irã lança ataques contra cidades israelenses perto de complexo nuclear e contra base americana no Oceano Indico.
ONG americana diz que mais de 3 mil pessoas morreram em ataques no Irã desde 28 de fevereiro, incluindo ao menos 1,3 mil civis.
No Líbano, ataques de Israel mataram mais de mil pessoas em três semanas, diz governo. Mais de 1 milhão foram deslocadas.
Em Israel, ao menos 15 pessoas foram mortas por mísseis iranianos, e outras quatro morreram na Cisjordânia. Pelo menos 13 militares americanos foram mortos

Acompanhe abaixo os desdobramentos dos ataques dos EUA e de Israel ao Irã, em 28 de fevereiro, que mataram o líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei, e vários chefes militares e deram início ao atual conflito no Oriente Médio:

EUA afirmam ter atacado mais de 9.000 alvos no Irã desde início da guerra
O Comando Central dos EUA (CENTCOM) afirma que forças militares americanas já atacaram mais de 9.000 alvos no Irã e danificado e destruído 140 embarcações iranianas desde o início da ofensiva conjunta lançada pelo país e Israel, em 28 de fevereiro.

Apesar dos comentários do presidente Trump de que negociações com o Irã estariam em andamento cessar as hostilidades, o CENTCOM afirmou nesta segunda-feira que os ataques continuam.

"As forças americanas continuam a atacar agressivamente alvos militares iranianos com munições de precisão", afirmou o comando em uma publicação na rede X.

jps (ots)

Israel afirma ter atacado fábricas de armas e quartéis da Guarda Revolucionária do Irã
Israel anunciou nesta segunda-feira ter atacado o quartel-general de segurança da Guarda Revolucionária do Irã, assim como outras instalações do órgão, fábricas de armas e mísseis na capital do país islâmico na noite passada, segundo dois comunicados das Forças de Defesa de Israel (FDI).

De acordo com um dos comunicados, o ataque teve como alvo um quartel-general da Guarda Revolucionária, de onde Israel alega que o órgão coordenava as atividades de suas unidades e realizava "avaliações da situação".

O quartel-general também era responsável por dirigir os batalhões do grupo paramilitar Basij, afirmou o comunicado.

"O ataque ao quartel-general faz parte da atual fase operacional, cujo objetivo é enfraquecer ainda mais os sistemas centrais do regime terrorista iraniano e suas capacidades de segurança", acrescenta o texto.

Em outro comunicado, as FDI informaram que caças atacaram "diversos quartéis-generais e bases de organizações de segurança do regime iraniano, assim como importantes instalações de fabricação de armas".

Entre os alvos listados pelas FDI estavam uma sede da defesa aérea da Guarda Revolucionária, um grande complexo militar no centro da capital, um quartel de inteligência e o posto de comando da Força Quds, usado para coordenar e supervisionar a inteligência dessa força militar.

Além disso, segundo o comunicado, as IDF atacaram uma fábrica de mísseis de cruzeiro navais e outras fábricas e instalações de pesquisa relacionadas a eletrônica, mísseis balísticos e ogivas.

jps (EFE)

Irã nega negociações com EUA e diz apenas ter recebido apelos de outros países
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negou nesta segunda-feira "qualquer negociação" com os Estados Unidos, bem como a existência das conversações mencionadas pelo chefe de Estado americano, Donald Trump, com um dirigente iraniano não identificado.

"Não houve qualquer negociação com os Estados Unidos. Estão utilizadando informações falsas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos e para sair do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel se encontram", declarou Ghalibaf numa mensagem publicada na rede X.

Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores iraniano reconheceu ter recebido "mensagens", através de "países amigos", em que é solicitada a realização de conversações formuladas pelos Estados Unidos, mas insistiu que nenhuma negociação tinha sido iniciada desde o início da guerra.

"Nos últimos dias, recebemos, por intermédio de alguns países amigos, mensagens transmitindo um pedido americano de negociações com o objetivo de pôr fim à guerra", declarou o porta-voz do ministério, Esmaïl Baghaï, citado pela agência de notícias estatal iraniana Irna.

Baghai, segundo a Irna, também "negou qualquer negociação ou discussão com os Estados Unidos nos últimos 24 dias desta guerra imposta”.

A confusão de versões ocorre após Trump anunciar pela manhã que havia decidido prolongar o prazo para Teerã reabrir o Estreito de Ormuz, afirmando que Washington vai suspender ataques a centrais elétricas iranianas durante cinco dias.

Numa mensagem publicada em maiúsculas na rede social Truth Social, Trump disse que os Estados Unidos e o Irã tiveram "conversas muito boas e produtivas", que podem levar a "uma resolução completa e total" da guerra, adiantando que as negociações vão continuar "ao longo da semana".

Trump acrescentou que a suspensão da ameaça de atacar centrais elétricas iranianas está "sujeita ao sucesso das reuniões e discussões em curso".

No entanto, o Irã negou quaisquer negociações entre Washington e Teerã, com agências de notícias próximas do regime apontando que "não há diálogo entre Teerã e Washington".

Trump insistiu, afirmando que os iranianos "estão muito interessados em chegar a um acordo" e admitiu que os EUA também gostariam de obter um consenso.

jps (Lusa, ots)

Trump cita líder interina da Venezuela como modelo para futuro governo do Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, citou nesta segunda-feira a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, como um modelo para a futura liderança do Irã, após afirmar que estaria negociando com o regime islâmico para pôr fim à guerra.

"Vejam a Venezuela: como tudo está funcionando bem lá. Estamos indo muito bem na Venezuela com o petróleo e com o relacionamento entre a presidente eleita (sic) e nós; e talvez encontremos alguém assim no Irã", disse o presidente a jornalistas.

Delcy sucedeu a Nicolás Maduro interinamente após a captura do ditador venezuelano em 3 de janeiro pelas forças americanas e, desde então, tem forjado uma relação próxima com Washington.

Trump opinou que já houve "uma mudança de regime muito séria" na república islâmica porque todos os seus líderes "foram eliminados" nos ataques realizados por EUA e Israel em 28 de fevereiro.

"No entanto, estamos lidando com pessoas que me parecem muito razoáveis ​​e muito sólidas. Quem está dentro do país sabe quem são. São muito respeitados, e talvez um deles se revele exatamente o que procuramos", acrescentou.

Trump anunciou nesta segunda-feira na plataforma Truth Social que seu país teria iniciado negociações com o Irã para pôr fim à guerra e que ordenou às Forças Armadas que suspendam os ataques à infraestrutura energética iraniana por cinco dias.

O presidente americano disse posteriormente a jornalistas no Aeroporto de Palm Beach, na Flórida, onde passou o fim de semana, que as negociações são com um político iraniano "respeitado", que não é o líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá Ali Khamenei, morto no primeiro dia da guerra.

Já o Ministério das Relações Exteriores do Irã nega qualquer conversa ou negociação com Trump.

jps (EFE)

Irã nega conversas com EUA
Após o presidente Donald Trump declarar publicamente que conversas "muito boas e produtivas" com o Irã haviam levado a Casa Branca a adiar um ataque contra infraestruturas de energia, o regime de Teerã rejeitou a afirmação.

A agência de notícias iraniana Mehr, citando o Ministério das Relações Exteriores do país, afirmou que "Não há negociações entre Teerã e Washington".

"A República Islâmica do Irã mantém sua posição de rejeitar qualquer tipo de negociação antes de alcançar os objetivos do Irã nesta guerra", acrescentou o ministério.

jps (DW)

China alerta para "situação incontrolável" no Oriente Médio
O governo da China alertou nesta segunda-feira que a situação no Oriente Médio corre o risco de sair do controle, após a troca de ameaças entre os EUA e Irã, com a sinalização que os dois países estão dispostos a ampliar ataques contra infraestruturas energéticas.

"Se a guerra se expandir ainda mais e a situação se deteriorar novamente, toda a região poderá mergulhar em uma situação incontrolável", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, a repórteres em Pequim.

"O uso da força só levará a um ciclo vicioso", acrescentou ele.

A China depende do petróleo iraniano e é parceira de Teerã. No entanto, os chineses deixaram claro que "não concorda" com a estratégia do regime iraniano de atacar países vizinhos do Golfo em resposta à ofensiva dos EUA e de Israel.

No início deste mês, o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, disse que a guerra "nunca deveria ter acontecido" e pediu o fim das hostilidades. Pequim tem repetido os apelos por um cessar-fogo ao longo de todo o conflito, já que a guerra vem ameaçando o abastecimento global de petróleo, inclusive para a China.

Nesta segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os EUA tiveram conversas boas e produtivas com o Irã e que ele ordenará que os militares adiem por cinco dias qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana.

A decisão de Trump veio após uma ameaça do Irã de atacar usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem bases dos EUA em toda a região do Golfo, caso os EUA mirassem na rede de energia iraniana. As conversas com o Irã continuarão ao longo da semana, disse Trump em uma postagem nas redes sociais.

jps (DW, ots)

Cisjordânia tem fim de semana marcado por ataques de colonos israelenses
Mais de uma dezena de palestinos ficaram feridos no fim de semana em ataques de colonos israelenses a várias localidades palestinas da Cisjordânia ocupada, onde foram incendiados casas e carros.

Os ataques foram registrados em localidades como Fandaquimiya, a sudoeste de Jenim, e Jalud, onde também houve o registo de mesquitas vandalizadas.

A organização humanitária Crescente Vermelho também relatou pelo menos, três pessoas ficaram feridas e vários veículos foram destruídos durante ataques noturnos em Jalud e Qaryout, na região de Nablus.

A organização afirmou que mais tarde atendeu outras dez pessoas agredidas por colonos em Deir al-Hatab.

Por sua vez, o exército de Israelconfirmou os incidentes e afirmou que "as forças de segurança condenam qualquer forma de violência e continuarão a atuar para manter a segurança dos residentes e a ordem pública na região".

As autoridades de Israel acrescentaram que forças militares e da polícia de fronteira foram mobilizadas para várias localidades após relatos de incêndios e distúrbios provocados por civis israelenses.

A violência eclodiu após um incidente no sábado, quando um veículo palestino colidiu com um carro conduzido por um colono israelense, provocando a morte deste último. Ainda não está claro se o episódio foi um acidente ou ataque, segundo a polícia israelense.

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram dezenas de colonos tomando as ruas de aldeias palestinas durante a noite, gritando e incendiando propriedade de palestinos, num contexto de aumento de ataques na Cisjordânia ocupada.

De acordo com autoridades palestinas, seis pessoas foram mortas por colonos desde 2 de março.

Apenas nos primeiros quatro dias de guerra, foram documentados pelo menos 50 casos de violência por parte de colonos em 37 comunidades palestinas diferentes, segundo a ONG israelense Yesh Din.

Além disso, há apenas uma semana, a Polícia de Israel reconheceu que seus agentes mataram quatro membros de uma família palestina, dois deles crianças, ao abrir fogo contra o carro da família.

Mais de 500.000 colonos israelenses vivem na Cisjordânia, entre cerca de três milhões de palestinos, em territórios ocupados desde 1967.

Jps (Lusa, EFE)

Israel anuncia nova onda de bombardeios no "coração de Teerã"
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram nesta segunda-feira uma nova onda de bombardeios contra "o coração de Teerã", a capital iraniana.

"As FDI estão realizando ataques contra alvos do regime terrorista iraniano no centro de Teerã", afirma um comunicado militar, sem fornecer mais detalhes.

O anúncio foi publicado apenas uma hora depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito que havia ordenado ao seu Departamento de Guerra que adiasse por cinco dias os ataques militares contra usinas elétricas e infraestrutura energética iranianas.

O líder americano assinalou na plataforma Truth Social que essa medida se deve ao fato de os dois países terem realizado, nos últimos dois dias, "conversas muito boas e produtivas a respeito de uma resolução completa e total" de suas hostilidades no Oriente Médio.

O Irã ainda não se pronunciou sobre essas alegações de Trump, assim como o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.

No domingo passado, Netanyahu afirmou durante uma visita à cidade de Arad, no sul do país, após o impacto de um míssil iraniano, que Israel está "esmagando o inimigo" e "vencendo a batalha" contra o Irã. Ao mesmo tempo, convocou outros países a se unirem a essa ofensiva que, segundo estimativas das FDI, durará ainda várias semanas.

Em Israel, 15 pessoas morreram por causa de mísseis iranianos e mais quatro mulheres na Cisjordânia ocupada, enquanto no Irã, somente na primeira semana da ofensiva, mais de 1.200 perderam a vida, segundo o último número oficial divulgado pelas autoridades.

jps (EFE)

EUA irão pausar ataques contra usinas de energia no Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (23/03) que os EUA tiveram conversas boas e produtivas com o Irã e que ele ordenará que os militares adiem por cinco dias qualquer ataque contra a infraestrutura energética iraniana.

A decisão de Trump veio após uma ameaça do Irã de atacar usinas de energia de Israel e aquelas que abastecem bases dos EUA em toda a região do Golfo, caso os EUA mirassem na rede de energia iraniana. As conversas com o Irã continuarão ao longo da semana, disse Trump em uma postagem nas redes sociais.

Ataque a fábrica de drones

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) afirmou nesta segunda-feira que atacou uma fábrica iraniana de produção de motores utilizados em drones de ataque e aeronaves da Guarda Revolucionária do Irã.

A fábrica, situada na província de Qom, "produzia motores de turbina a gás para drones de ataque e componentes de aeronaves utilizados pela Guarda Revolucionária", disse o Centcom.

O comando americano compartilhou imagens da fábrica antes e depois do ataque, especificamente uma fotografia datada de 6 de março de 2026 que mostra as instalações aparentemente intactas, e outra tirada "três dias depois, após um ataque devastador".

cn (Reuters, EFE, AP)

Após ultimato de Trump, Irã ameaça fechar totalmente Ormuz e atacar usinas em toda a região
As Forças Armadas iranianas ameaçaram neste domingo fechar “completamente” o Estreito de Ormuz e destruir os interesses econômicos dos EUA na região caso Washington ataque as usinas de energia do país.

“O Estreito de Ormuz será completamente fechado e não será reaberto até que nossas usinas de energia destruídas sejam reconstruídas", declarou Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya, que coordena as Forças Armadas iranianas.

O oficial militar afirmou que, caso Washington cumpra sua ameaça, Teerã adotará uma série de "medidas punitivas" imediatas, incluindo o fechamento total dessa via navegável estratégica, assim como ataques à infraestrutura de energia e tecnologia da informação em Israel, a empresas na região com participação dos EUA e a usinas de energia em países que abrigam bases militares americanas.

"Tudo está preparado para uma grande jihad com o objetivo de destruir completamente todos os interesses econômicos dos EUA na região", assegurou.

Esta foi a resposta de Zolfagari ao ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, que na noite anterior deu ao Irã 48 horas para abrir "totalmente" o Estreito de Ormuz; caso contrário, advertiu que atacaria as usinas de energia do país.

O porta-voz insistiu que o Irã não iniciou o conflito e não lançaria ataques contra a infraestrutura energética, mas ressaltou que responderia "sem limites" se suas instalações fossem atacadas.

Horas antes, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, também havia alertado que o Irã atacaria e destruiria infraestrutura vital de energia e petróleo em toda a região se as ameaças dos EUA se concretizassem.

Por sua vez, o representante do Irã na Organização Marítima Internacional afirmou que o estreito permanece aberto à navegação internacional, "exceto para inimigos", sob as condições de segurança estabelecidas por Teerã.

O Estreito de Ormuz tornou-se o epicentro do caos após a escalada das hostilidades, interrompendo uma das principais rotas energéticas do mundo e elevando os preços do petróleo.

O petróleo Brent para entrega em maio atingiu 112,91 dólares por barril, seu nível mais alto desde julho de 2022.

OMS: Ataques contra instalações nucleares são risco para saúde e meio ambiente
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou neste domingo (22/03) que a guerra no Oriente Médio alcançou uma "fase crítica" com os ataques mirando áreas que abrigam instalações nucleares em Irã e Israel.

"Os ataques contra instalações nucleares representam uma ameaça crescente à saúde pública e à segurança ambiental", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X. "Apelo urgentemente a todas as partes para que exerçam a máxima contenção militar e evitem quaisquer ações que possam desencadear incidentes nucleares."

Por ora, não há notícia de vazamento de radiação em razão dos ataques que, neste fim de semana, atingiram a instalação nuclear de Natanz, no Irã, e duas localidades próximas ao principal centro de pesquisa nuclear de Israel, Dimona e Arad.

ht (AFP)

Mais de cem feridos e um morto em onda de ataques contra Israel
Israel elevou a mais de cem o número de feridos no ataque iraniano de sábado (21/03) contra duas cidades no sul do país, próximas a um complexo nuclear, depois que os sistemas de defesa aérea falharam em interceptar projéteis.

Em Dimona e Arad, ao sul, foram registrados 33 e 84 feridos, respectivamente, totalizando 117 pessoas. Pelo menos dez estavam em estado grave.

O exército israelense disse que investigaria a falha na interceptação em Dimona e Arad. "Os sistemas de defesa aérea operaram, mas não interceptaram o míssil", escreveu no X o porta-voz militar, brigadeiro‑general Effie Defrin.

Segundo as forças militares, Israel interceptou 92% de 400 mísseis balísticos lançados pelo Irã desde o começo da guerra.

Em resposta, o país lançou uma nova onda de ataques contra Teerã neste domingo.

Já ao norte, perto da fronteira com o Líbano, uma pessoa morreu nesta manhã por disparos de foguetes vindos do país vizinho. Os bombeiros locais disseram que as chamas engoliram dois veículos após um "acerto direto".

A morte é a primeira do lado israelense causada por um ataque vindo do território libanês desde o início dos confrontos com a milícia Hezbollah, em 2 de março, em meio à guerra no Oriente Médio.

O Hezbollah afirmou ainda ter alvejado soldados israelenses na região.

Também nesta manhã, explosões foram ouvidas e sirenes de ataque aéreo soaram em Jerusalém. O exército emitiu vários alertas afirmando ter identificado que "mísseis foram lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel".

O serviço de emergência informou, após o primeiro alerta, que não havia relatos imediatos de vítimas. Equipes do exército foram enviadas a locais mirados no centro de Israel, e a mídia local mostrou imagens de danos leves próximos a uma estrada na cidade de Holon, perto de Tel Aviv.

ht (AFP, Reuters)

Trump lança ultimato e diz que Irã tem 48 horas para abrir o Estreito de Ormuz
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na noite de sábado (22/03) que os EUA "destruiriam" as usinas de energia do Irã se o país não abrisse o Estreito de Ormuz dentro de 48 horas.

O ultimato foi feito por Trump em uma publicação na rede própria do republicano.

"Se o Irã não ABRIR TOTALMENTE, SEM AMEAÇAS, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 HORAS a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas USINAS DE ENERGIA, COMEÇANDO PELA MAIOR DELAS!", escreveu Trump.

Em resposta, o representante iraniano na agência marítima da Organização das Nações Unidas (ONU), Ali Mousavi, disse que o Estreito de Ormuz permanece aberto a toda a navegação, exceto para navios ligados aos "inimigos do Irã".

Segundo ele, a República Islâmica está disposta a cooperar com a Organização Marítima Internacional para melhorar a segurança marítima e proteger os trabalhadores do mar no Golfo.

"A diplomacia continua sendo a prioridade do Irã. No entanto, a cessação completa da agressão, bem como a confiança e segurança mútuas, são mais importantes", disse Mousavi, acrescentando que os ataques israelenses e americanos contra o Irã são "a raiz da situação atual no Estreito de Ormuz".

A rota marítima é estratégica, uma vez que por ela passa cerca de um quinto do suprimento global de petróleo e gás natural liquefeito. O seu bloqueio aumenta o risco de um choque energético mundial.

jps (ots)

Irã ataca cidades perto de complexo nuclear de Israel
O Irã atacou neste sábado (21/03) duas localidades próximas ao principal centro de pesquisa nuclear de Israel, deixando edifícios destruídos e dezenas de feridos. O ataque ocorreu poucas horas depois de a principal instalação de enriquecimento nuclear do Irã ter sido atingida.

Foi a primeira vez que o centro de pesquisa nuclear de Israel entrou na mira do Irã. As forças armadas de Israel afirmaram não ter conseguido interceptar os mísseis que atingiram as cidades de Dimona e Arad, no sul do país, as maiores próximas ao centro, localizado no deserto do Negev, uma região pouco povoada de Israel.

"Esta é uma noite muito difícil", disse o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, acrescentando que equipes de emergência adicionais estavam sendo enviadas ao local.

Imagens mostraram uma grande cratera ao lado do que pareciam ser prédios de apartamentos com as paredes externas arrancadas. O míssil parece ter atingido uma área aberta. Equipes de resgate afirmaram que o impacto direto em Arad causou danos generalizados em pelo menos 10 prédios de apartamentos, três dos quais ficaram gravemente danificados e com risco de desabamento. Pelo menos 64 pessoas foram levadas a hospitais. Em Dimona, 30 pessoas ficaram feridas.

Dimona fica a cerca de 20 quilômetros a oeste do centro de pesquisa nuclear e Arad a cerca de 35 quilômetros (21 milhas) ao norte.

Oficialmente, a usina de Dimona é um centro de pesquisa nuclear e de fornecimento de energia. Mas especialistas apontam que o local foi usado na fabricação de armas atômicas nas últimas décadas.

Israel é a única nação do Oriente Médio com armas nucleares, embora seus líderes se recusem a confirmar ou negar sua existência. A agência nuclear da ONU informou ma rede X que não havia recebido relatos de danos ao centro israelense ou de níveis anormais de radiação.

O Irã reivindicou o lançamento dos mísseis e disse que foi em "resposta" ao ataque "inimigo" contra seu complexo de Natanz.

"Se o regime israelense é incapaz de interceptar mísseis na área fortemente protegida de Dimona, isso é, operacionalmente, um sinal de que estamos entrando em uma nova fase da batalha", disse o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, antes que a notícia do ataque a Arad se espalhasse.

Israel negou, no início do sábado, qualquer responsabilidade pelo ataque à instalação nuclear iraniana de Natanz, a cerca de 220 quilômetros a sudeste de Teerã. Os iranianos afirmam que não houve vazamento.

A Agência Internacional de Energia Atômica informou que a maior parte dos cerca de 440 kg de urânio enriquecido do Irã está em outro local, sob os escombros de sua instalação em Isfahan.

jps (AP, AFP)

Países do G7 se dizem prontos a ajudar na segurança de Ormuz
Os ministros das Relações Exteriores do G7, grupo formado pelas economias mais ricas do mundo, disseram neste sábado (21/03) que estão prontos para tomar as medidas necessárias para restabelecer o fornecimento global de energia e reafirmaram a importância de salvaguardar as rotas marítimas, incluindo no Estreito de Ormuz.

"Expressamos apoio aos nossos parceiros na região diante dos ataques injustificáveis ​​da República Islâmica do Irã e seus aliados", disseram os ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos, assim como o chefe da diplomacia da UE, em um comunicado.

"Condenamos nos termos mais fortes os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo a infraestrutura energética", afirmaram.

O Irã tem bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde flui um quinto do petróleo mundial, em retaliação à guerra travada contra o país por Estados Unidos e Israel. O fechamento da via marítima tem causado um aumento global do preço do petróleo.

md (Reuters, ots)