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EUA apresentará projeto de resolução na ONU sobre embargo de armas ao Irã

EUA apresentará projeto de resolução na ONU sobre embargo de armas ao Irã

O secretário de Estado, Mike Pompeo, durante coletiva de imprensa - POOL/AFP

Os Estados Unidos apresentarão na semana que vem um projeto de resolução no Conselho de Segurança das Nações Unidas para prorrogar o embargo de armas ao Irã, apesar da oposição de Rússia e China, informou nesta quarta-feira (5) o secretário de Estado americano, Mike Pompeo.

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A proibição da venda de armas convencionais ao Irã acaba em 18 de outubro e os Estados Unidos ameaçam forçar a manutenção das sanções da ONU se a medida não for estendida.

Pompeo afirmou que os Estados Unidos apresentarão o esperado projeto na semana que vem e mostrou preocupação com os indícios de que a China já se preparava para vender armas ao Irã.

“Há países fazendo fila para vender armas que desestabilizam o Oriente Médio, que colocarão Israel em risco, a Europa em risco, e também ameaçarão vidas americanas”, disse Pompeo aos jornalistas.

“Não vamos deixar que isso aconteça. E, por isso, estamos usando todas as ferramentas diplomáticas que temos”, concluiu.

Rússia e China têm pode de veto no Conselho de Segurança da ONU e querem que o embargo acabe, em respeito ao que foi estabelecido na resolução de 2015.

A resolução se baseava em um acordo de desnuclearização do Irã, negociado pelo ex-presidente americano Barrack Obama. Após vencer as eleições presidenciais, Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo.

Pompeo, porém, argumenta que os Estados Unidos continuam sendo um “participante” do acordo, como figurava na resolução de 2015, e poderiam forçar uma reimplementação das sanções se considerarem que o Irã violou os termos.

Pompeu deu como exemplo de violação o apoio iraniano aos rebeldes huthis do Iêmen, que estão sob ataque da Arábia Saudita, aliada dos Estados Unidos.

Os aliados europeus dos Estados Unidos mostraram-se céticos em relação à legalidade da imposições de novas sanções por Washington e alertam que a tentativa pode deslegitimar o Conselho de Segurança da ONU.

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