EUA aplicam novas sanções contra Irã na véspera de negociações

WASHINGTON, 25 FEV (ANSA) – Os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra o Irã nesta quarta-feira (25), véspera de mais uma rodada de negociações entre os dois países sobre o programa nuclear do país persa, que tem sido alvo de pressões do presidente Donald Trump para assinar um acordo o quanto antes.   

Segundo o Departamento do Tesouro, a medida mira 30 indivíduos, entidades e embarcações acusadas de facilitar “vendas ilícitas de petróleo iraniano” e a produção de mísseis balísticos e “armas avançadas convencionais”.   

Em comunicado, a pasta diz que as sanções integram a “campanha de máxima pressão contra o Irã, incluindo navios da “frota sombra” do país, que transporta “petróleo e derivados para mercados estrangeiros e servem como fonte primária de receitas para o regime financiar a repressão doméstica e terroristas por procuração”.   

“O Irã explora os sistemas financeiros para comercializar petróleo ilícito, lavar o dinheiro obtido com a venda, adquirir componentes para seus programas de armas nucleares e convencionais e apoiar grupos terroristas”, disse o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.   

“Sob a forte liderança do presidente Trump, o Tesouro continuará a exercer a máxima pressão sobre o Irã para atingir as capacidades bélicas do regime e seu apoio ao terrorismo”, acrescentou.   

As sanções bloqueiam todos os bens e ativos financeiros de seus alvos sob jurisdição americana e proíbem transações envolvendo cidadãos dos EUA.   

A iniciativa chega em meio à pressão do governo Trump para enfraquecer o regime dos aiatolás, que controla o Irã desde a Revolução Islâmica de 1979, na tentativa de forçar o país a assinar um acordo sobre seu programa nuclear.   

A próxima rodada de negociações está marcada para esta quinta (26), em Genebra, na Suíça, e o presidente americano chegou a insinuar que Teerã teria apenas até o início de março para aceitar um pacto. “Enxergamos boas perspectivas para as conversas”, disse o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, nesta quarta, durante encontro com investidores e funcionários do setor econômico.   

“Tentamos gerir esse processo de modo a sair de uma situação que não é de guerra nem de paz”, salientou. Os EUA já deslocaram diversos navios militares, incluindo dois porta-aviões, para o Oriente Médio, e Trump disse em seu discurso sobre o Estado da União que “não permitirá” que o Irã desenvolva armas nucleares, embora o país garanta que seu programa de energia atômica tem fins pacíficos. (ANSA).