Os Estados Unidos anunciaram, nesta terça-feira (5), a imposição de sanções restritivas de visto a colonos judeus acusados de ataques contra palestinos, em uma tentativa de frear a violência nos territórios ocupados por Israel na Cisjordânia.

“Hoje, o Departamento de Estado está implementando uma nova política de restrição de vistos contra pessoas suspeitas de ajudar a minar a paz, a segurança e a estabilidade na Cisjordânia, cometendo inclusive atos de violência” contra os palestinos, anunciou o secretário de Estado, Antony Blinken, em um comunicado.

O Departamento indicou na nota que também visam aqueles que tomem ações que possam “restringir indevidamente o acesso dos civis a serviços essenciais e necessidades básicas”.

As restrições de entrada nos Estados Unidos não serão aplicadas aos colonos extremistas que sejam cidadãos americanos.

“Temos enfatizado ao governo israelense a necessidade de fazer mais para responsabilizar os colonos extremistas que cometeram ataques violentos contra palestinos na Cisjordânia”, afirmou Blinken. “Como o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem repetido, esses ataques são inaceitáveis”.

“A instabilidade na Cisjordânia prejudica os povos israelense e palestino e ameaça os interesses de segurança nacional de Israel. Aqueles responsáveis por isso devem prestar contas”, justificou o secretário.

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Mais de 250 palestinos foram mortos por soldados e colonos israelenses na Cisjordânia, de acordo com um levantamento do governo palestino, desde que o ataque do grupo islamista Hamas em 7 de outubro desencadeou um novo conflito com Israel.

O Hamas controla a Faixa de Gaza, mas não a Cisjordânia, e os palestinos têm reclamado da impunidade pelos ataques e assédio perpetrados pelos colonos contra os habitantes locais.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, formou uma coalizão com partidos de extrema direita que apoiam firmemente e incentivam os assentamentos judaicos em terras ocupadas em 1967, cuja construção é considerada ilegal de acordo com resoluções das Nações Unidas e o direito internacional.

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