EUA afirma que, embora as negociações com o Irã continuem, Trump ‘vai desencadear o inferno’ se elas fracassarem

As negociações com o Irã continuam, garantiu nesta quarta-feira (25) a Casa Branca, mas advertiu que o presidente Donald Trump “vai desencadear o inferno” se Teerã não aceitar um acordo.

“As conversas continuam. São produtivas”, disse a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, em coletiva.

Teerã tem afirmado desde segunda-feira que são falsos os relatos de negociação.

Trump anunciou nesse dia que havia decidido retirar sua ameaça de atacar a infraestrutura energética iraniana porque Teerã havia aceitado essas conversas por meio de intermediários.

“Se o Irã não aceitar a realidade do momento atual, se não entender que foi derrotado militarmente e que continuará sendo, o presidente Trump garantirá que receba golpes mais duros do que quaisquer que já tenha recebido antes”, declarou Leavitt.

“O presidente Trump não está blefando e está preparado para desencadear o inferno. O Irã não deve se enganar novamente”, acrescentou.

Questionada sobre os detalhes de um plano americano com 15 exigências para Teerã, Leavitt explicou que havia “elementos verdadeiros” nas informações a esse respeito.

Trump adiou, por causa da guerra, sua viagem à China para se reunir com o presidente Xi Jinping para os dias 14 e 15 de maio.

A Casa Branca evitou comentar se o reagendamento formal da visita significava que Trump esperava que a guerra com o Irã, um dos aliados geopolíticos mais próximos da China, terminasse até lá.

“Sempre calculamos aproximadamente de quatro a seis semanas (para a duração das operações militares contra o Irã), então podem fazer as contas”, acrescentou Leavitt.

A porta-voz se recusou a dizer com quem os Estados Unidos negociam, após o assassinato do líder supremo Ali Khamenei.

Seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, não foi visto em público.

Alguns relatos sugeriram que o interlocutor do governo Trump é Mohammad-Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e uma de suas figuras não clericais mais proeminentes.

A porta-voz também se recusou a confirmar as informações de que altos funcionários americanos, incluindo o vice-presidente JD Vance, pretendem manter conversas com os iranianos no Paquistão, que se tornou um mediador-chave.

dk/jz/lb/am