Eu poderia estar trabalhando, mas estou roubando

Crédito: Pixabay

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Uma de nossas maiores tragédias, senão a maior, é a corrupção. Entra ano, sai ano; entram governos, saem governos, só mudam os nomes. O modus operandi é sempre o mesmo.

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Em plena pandemia de coronavírus, e após a Lava Jato, seria impensável assistir a tantos e tamanhos escândalos de roubalheira de dinheiro público.

A política do Rio de Janeiro, para não variar, está sendo varrida pela Justiça, outra vez. E, com ela, a confirmação do que sempre se suspeitou: parte do judiciário brasileiro é sócia e cúmplice do crime organizado.

Nossa pobreza, em grande medida, é resultado também da corrupção. Nos acostumamos, nos sinais (semáforos, faróis, sinaleiras…), a ouvir dos meninos de rua: “eu poderia estar roubando, mas estou trabalhando”. Na cabeça desses pobres guris, é um favor não roubar. É uma espécie de concessão.

Mas eis que nossos governantes subverteram a tese. Para eles, a frase é assim: eu poderia estar trabalhando (para a população, como prometi), mas estou roubando. Os caras disputam, com unhas e dentes, um cargo nas altas esferas da administração pública. Muitos investem grandes somas de dinheiro em suas próprias campanhas. Por amor ao povo e à pátria? Claro que não.

Roubar se tornou quase obrigatório nos municípios, estados e União. Seja no Executivo, Legislativo ou Judiciário. Seja nas estatais ou autarquias. Seja nas ONGS e fornecedores do Estado. Se tem dinheiro do povo no negócio, uma parte deverá ser desviada. Para enriquecimento pessoal ou campanha política, pouco importa.

A corrupção no Brasil data do Império. Com a ascensão do PT ao poder, atingiu o “estado da arte”. Lula e seu bando chafurdaram na lama das propinas e realizaram o maior assalto a cofres públicos que se tem notícia na história mundial.

Nos estados, notórios, digamos suspeitos, há décadas habitam as investigações e processos penais: família Sarney, Collor de Mello, família Barbalho, Renan Calheiros, família Lobão, Paulo Maluf, Newton Cardoso. A praga é tão contagiosa, que nomes insuspeitos, como José Serra e Geraldo Alckmin, também passaram a ser ouvidos nas delegacias de polícia.

No lado privado, cooptado pelo público, potentos como Odebrecht e JBS caíram em desgraça. Mesmo multinacionais europeias, como Siemens e Alstom, não foram capazes de se manter distante da corrupção pública. Sim, é o setor público que draga o privado para sua sujeira. Nenhum empresário sai de casa oferecendo dinheiro a político ou governante por vontade própria.

A cada enxadada, uma minhoca. A cada licitação, um roubo. A cada cargo ou verba, uma contrapartida. A cada funcionário fantasma, uma rachadinha. E a cada voto, infelizmente, a renovação da nossa miséria política. Da nossa miséria como nação. Uma triste nação.

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