Eu não desejo a morte de Bolsonaro, apenas uma longa e sofrida reinfecção

Crédito: Gabriela Bilo

(Crédito: Gabriela Bilo)


Dias atrás, um jornalista da Folha de S.Paulo desejou a morte do verdugo do Planalto. Eu compreendo bem o sentimento do meu colega, mas não compartilho do mesmo desejo.

Não que eu vibre com a existência cretina do devoto da cloroquina; muito pelo contrário. Mas acredito que a morte lhe seria benéfica, e a melhor saída para findar seu terrível sofrimento.

Sim. Eu acredito piamente – e aposto, até – que o amigão do Queiroz é um intenso sofredor. É um sujeito perturbado, envolto dia e noite em sentimentos e pensamentos psicóticos.

Ninguém neste mundo consegue ser Bolsonaro sem ser… o Bolsonaro! Sua incapacidade de empatia e a malignidade dos seus atos e de suas palavras resumem quem (e o que) ele é.

Há que ter o espírito severamente perturbado e a mente profundamente doente para sorrir diante do aumento de casos de suicídio. E sendo assim, acreditem, o sofrimento é cruel.


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Particularmente, prefiro o maníaco do tratamento precoce vivo. A ponto de provar do próprio veneno e se infectar com as novas e mais severas cepas do novo coronavírus.

Adoraria vê-lo passar pelo que passam milhões de brasileiros que lhe dão ouvidos. Sintomas, internação, UTI, intubação, extubação, recuperação, fraqueza e sequelas graves.

Vê-lo mendigar por um leito de hospital e por uma vaga numa UTI, sei que não verei. Muito menos sufocar, sem oxigênio, esperando o general lhe trazer cloroquina e ivermectina.

Mas me daria por satisfeito com uma reinfecção severa. Bem severa mesmo! Do tipo que faz o sujeito desejar a morte, de tão sofrida e dolorida. Afinal, ele faz por merecer; pede por isso.

Me parece que o tal jornalista foi indiciado, ou algo assim, por desejar a morte do presidente. Repito: não desejo sua morte, muito menos faço apologia a isso. Apenas desejo-lhe mal.

Como não sou Deus nem tenho capacidade de contaminar o bilontra, não posso ser acusado de nada. O coronavírus não me obedece. E ainda que assim não fosse, qual o problema, ué?

Afinal, é só uma gripezinha. Bolsonaro adoraria enfrentar a doença de peito aberto, pois não é um maricas. E, se morrer, morreu. E daí? Tem de parar com esse mimimi, talquei?

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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