Estudo prevê R$ 6 tri a mais no PIB com 5G; empresário Rodrigo Brito explica

Estudo prevê R$ 6 tri a mais no PIB com 5G; empresário Rodrigo Brito explica

A ideia de um mundo mais conectado e inteligente ganhou fôlego com o conceito de indústria 4.0. Segundo especialistas, a tecnologia 5G tem o potencial de provocar essa nova revolução como parte de um processo de transformação digital da sociedade.

Mas, na prática, o conceito ainda está longe do entendimento da maioria da população.

Consultado pela IstoÉ, Rodrigo Brito, CEO Macrotec, explica que a tecnologia 5G trará grande impacto, principalmente, em suas aplicações profissionais, interconectando fábricas que trabalham em rede e permitindo também o desenvolvimento de fazendas, trens e portos inteligentes pelo país.

“A interconexão será possível por conta da conectividade entre dispositivos inteligentes movidos por inteligência artificial. As fábricas que trabalham em redes poderão, por exemplo, operar juntas até mesmo estando em diferentes continentes. É como ter milhares de dispositivos conectados, que compartilham entre si, praticamente, em tempo real, informações, documentos e arquivos. Essa alta quantidade de máquinas conectadas pode mudar a maneira como a linha de produção interage e produz. A instalação de sensores capazes de monitorar o desperdício de matéria-prima em tempo real, por exemplo, poderá impedir o desperdício de recursos instantaneamente”, conta Rodrigo.

Um estudo elaborado, em conjunto, pela Nokia e pela Omdia aponta que a implantaçaão da tecnologia 5G impulsionará a produtividade no Brasil com ganhos significativos para a economia.

“O impacto econômico estimado com a introdução do 5G é a adição de até um ponto percentual ao Produto Interno Bruto brasileiro, ou seja, US$1,2 trilhão (R$ 6,2 trilhões aproximadamente), no período de 2021 até 2035, tornando-se um dos motores da recuperação econômica do país no pós-pandemia”, opina.

“O benefício de conectar maquinários agrícolas e medidores de energia são os mesmos que para toda a indústria. Assim, possibilitando correção de erros, identificação desses erros previamente à falha, reduzindo custo de mão de obra”, emenda.

“Apenas cinco milhões dos mais de 90 milhões de medidores de energia no Brasil estão conectados, e pouco mais de 23% do ambiente agro possui conectividade. Ou seja, ainda há muito espaço para tecnologias, como a internet das coisas e a inteligência artificial, evoluírem por aqui”, finaliza.