Comportamento

Estudantes pedem que mundo siga exemplo da Escócia na distribuição gratuita de absorventes

Estudantes pedem que mundo siga exemplo da Escócia na distribuição gratuita de absorventes

Absorventes à venda em loja de Glasgow, Escócia - AFP

O acesso gratuito a absorventes é uma “necessidade” – afirma um grupo de adolescentes que militou contra a pobreza menstrual em sua escola e chegou ao Parlamento escocês. Agora que a Escócia legislou a respeito, elas esperam que outros países sigam o exemplo.

O Parlamento autônomo escocês aprovou por unanimidade, na terça-feira (26), uma lei chamada de “revolucionária” pela primeira-ministra Nicola Sturgeon para que os absorventes sejam disponibilizados gratuitamente em todas as instituições públicas.

“Estamos felizes por termos contribuído para uma mudança tão significativa para o mundo”, diz à AFP Elle-Rose Fotheringham, de 17 anos, da escola Larbert, na cidade escocesa de Stenhousemuir.

“Espero que outros países sigam. Em todo mundo, há mulheres que precisam de acesso livre aos produtos de higiene feminina. É realmente uma necessidade”, insiste.

Essa adolescente formou o grupo “Lady Business” com suas colegas de turma Meredith Rae, Tilly O’Donnell e Abby Reid, após escrever um artigo sobre a pobreza menstrual para o jornal da escola.


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As quatro adolescentes lançaram uma campanha de conscientização, deram palestras nas escolas e inclusive organizaram uma manifestação em frente ao Parlamento escocês.

Nos banheiros de sua escola, encheram os dispensadores com absorventes internos e externos e conseguiram evitar que fossem roubados, propagando sua mensagem.

Segundo uma pesquisa realizada em maio de 2019 com mil adolescentes no Reino Unido, mais da metade delas (52%) já faltou aula, devido à falta de absorventes.

Uma em cada 14 afirmou ter ficado em casa, porque não podia pagar, ou acessar os produtos, de acordo com essa pesquisa realizada pela empresa de serviços de higiene PHS Group.

A pobreza menstrual tem um impacto direto na educação das jovens e agrava as desigualdades, apontam as ativistas.

As fundadoras do “Lady Business” precisaram lutar para superar o tabu que existe em torno da menstruação.

“Foi frustrante (…), porque claramente não é algo que deveria ser tão tabu”, explica Meredith.

“Desde que começamos, estamos trabalhando, interrompendo as aulas e realmente vimos uma mudança de atitude, especialmente entre os meninos jovens e talvez até entre os professores mais velhos”, acrescenta.

A lei aprovada na Escócia vai mais além das iniciativas anteriores nas escolas da Inglaterra e Gales, ou da redução do IVA sobre esses produtos em países como os Estados Unidos.

Na Escócia, escolas, institutos e universidades agora deverão proporcionar gratuitamente nos banheiros uma porção de itens para a menstruação. O governo escocês também poderá exigir dos órgãos públicos que proporcionem esses produtos de forma gratuita.

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