Trump declara “novo território dos EUA” o Estreito de Ormuz

Presidente republicano reposta montagem em rede social, intensificando crise com Irã e ignorando direito internacional

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Foto: Imagem ilustrativa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (18) em suas redes sociais uma imagem que designa o Estreito de Ormuz, via marítima crucial para o transporte global de petróleo e gás natural, como “território americano”. A montagem de mapa, que mostra o Estreito de Ormuz como “Novo território dos EUA”, foi divulgada em meio a crescentes tensões com o Irã, reavivando um impasse diplomático e contrariando o direito internacional.

  • O Estreito de Ormuz foi declarado “novo território dos EUA” em uma postagem de Donald Trump na Truth Social.
  • A imagem manipulada intensifica o impasse nas negociações entre EUA e Irã sobre a navegação na rota marítima.
  • A reivindicação de Trump, que já havia ameaçado tal medida, viola claramente o direito internacional.

A publicação do ex-presidente, na plataforma Truth Social, ocorre enquanto perduram as complexas negociações com o Irã, visando o fim definitivo da guerra entre os dois países e a plena reabertura do estreito para a navegação comercial. Na última sexta-feira (14), Donald Trump já havia ameaçado declarar a passagem marítima como posse americana, uma medida sem precedentes e que não encontra respaldo na legislação internacional.

Tensões em Ormuz: o que está em jogo?

O Estreito de Ormuz, por onde passava aproximadamente 20% do comércio global de petróleo antes do conflito, é uma artéria vital que banha as costas do Irã e de Omã. Ambos os países estão na reta final de negociações para facilitar a navegação segura na via, embora Teerã afirme que essas tratativas não contam com a participação dos Estados Unidos.

Antes do conflito, deflagrado por Estados Unidos e Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, o Estreito de Ormuz permanecia completamente aberto para navios mercantes. Contudo, em represália pelos ataques, a República Islâmica estabeleceu um bloqueio na rota que perdura até hoje, com a instalação de minas aquáticas e o lançamento de mísseis contra embarcações que ousam desafiar a proibição.

Bloqueios e negociações na rota petrolífera

Paralelamente, as forças americanas impuseram um bloqueio naval aos portos iranianos, acentuando a crise na região. Apesar disso, o secretário de Estado Marco Rubio garantiu recentemente que o estreito está “aberto”, uma declaração veementemente desmentida por Teerã, que reitera a manutenção do bloqueio.

Da IstoÉ com ANSA.