Estreito de Ormuz não é responsabilidade da Otan, diz Alemanha

BRUXELAS, 16 MAR (ANSA) – O governo da Alemanha reagiu às cobranças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e afirmou que a aliança não é responsável pelo Estreito de Ormuz.   

Essa rota marítima é crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico e foi bloqueada pelo Irã em represália à guerra lançada por EUA e Israel em 28 de fevereiro.   

“Não me parece que a Otan tenha tomado uma decisão nem que possa assumir a responsabilidade pelo Estreito de Ormuz. Se fosse assim, os órgãos da Otan se ocupariam”, declarou nesta segunda-feira (16) o ministro alemão das Relações Exteriores, Johann Wadephul, à margem de uma reunião ministerial da União Europeia em Bruxelas.   

Já o porta-voz do chanceler Friedrich Merz, Stefan Kornelius, disse que a guerra no Irã “não é da Otan” e “não tem nada a ver” com a aliança militar ocidental.   

Na noite de domingo (15), Trump alertou que a organização teria um “futuro muito negativo” se não ajudasse a garantir a abertura do Estreito de Ormuz, alegando que os outros países da aliança dependem mais do petróleo do Golfo Pérsico do que os EUA.   

“Se não houver alguma resposta, ou se a resposta for negativa, acredito que será muito prejudicial para o futuro da Otan”, salientou. Antes disso, ele já havia feito apelo semelhante para China, Coreia do Sul, França, Japão e Reino Unido.   

“Esperamos que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros países afetados por essa restrição artificial enviem navios para a região, para que o Estreito de Ormuz deixe de ser uma ameaça por parte de uma nação completamente decapitada. Enquanto isso, os Estados Unidos continuarão bombardeando impiedosamente a costa e afundando barcos e navios iranianos. De um jeito ou de outro, em breve teremos o Estreito de Ormuz aberto, seguro e livre”, prometeu Trump em publicação na plataforma Truth Social. (ANSA).