A Estônia acusa a Rússia de ser responsável por um incêndio doloso ocorrido em agosto nas instalações da Milrem Robotics, em Tallinn. A declaração foi feita nesta terça-feira (29) pelo ministro das Relações Exteriores estoniano, Margus Tsahkna.
O que aconteceu
- A Estônia atribui à Rússia o incêndio na Milrem Robotics, fabricante de veículos de defesa, classificando-o como sabotagem.
- O ministro das Relações Exteriores, Margus Tsahkna, afirma que o ato integra uma campanha russa para intimidar o apoio europeu à Ucrânia.
- Moscou, por meio do porta-voz Dmitry Peskov, desmente veementemente as acusações, chamando-as de infundadas.
Com base em informações coletadas pelo Serviço de Segurança Interna da Estônia, o ministro Margus Tsahkna assegurou que o ataque incendiário foi um ato de sabotagem ordenado pelos serviços especiais da Federação Russa. O incidente atingiu a empresa do setor de defesa do país na noite de 14 para 15 de agosto.
Como resposta imediata, o Ministério das Relações Exteriores da Estônia convocou o encarregado de negócios da Rússia nesta terça-feira (29) para prestar esclarecimentos.
Os responsáveis pelo ataque já foram presos e não representam mais uma ameaça à segurança nacional da Estônia, acrescentou Tsahkna. Ele ressaltou que “esse ato de sabotagem faz parte de uma campanha russa mais ampla em toda a Europa, destinada a nos intimidar e a enfraquecer nosso apoio à Ucrânia”.
Por que a Rússia agiria assim?
O chanceler estoniano garantiu que a resposta do país será o oposto da intimidação russa. “Intensificaremos tanto o nosso apoio a Kiev quanto a pressão sobre Moscou para que cesse sua agressão”, afirmou, reforçando a necessidade de manter o foco e o rumo, pois as ações da Rússia “são um sinal claro de que nossa pressão coletiva está funcionando”.
Após o anúncio de Tallinn, a Comissão Europeia emitiu um comunicado declarando “plena solidariedade” à Estônia diante “deste ataque imprudente”. O bloco europeu reconheceu a “clara atribuição deste ataque à Rússia”.
Um porta-voz da União Europeia destacou que a Rússia tem intensificado ataques perto das fronteiras do continente, tornando as ameaças em território europeu “cada vez mais frequentes”.
Já o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, desmentiu categoricamente as acusações feitas pela Estônia. “Trata-se de afirmações infundadas e irresponsáveis, completamente desconectadas da realidade e sem qualquer embasamento”, rebateu Peskov. Ele concluiu que “não podemos levar, e não levaremos, tais declarações a sério”.
Da IstoÉ com ANSA. Leia também
Avaliação: Porsche Panamera Turbo S talvez seja o melhor carro do planeta, mas custa R$ 2 milhões