Estátua satírica de trump é exposta no parlamento europeu

Escultura "a praga laranja" tem 2,5 metros e foi criada pelo artista dinamarquês jens galschiot

Estátua satírica de trump é exposta no parlamento europeu

ESTRASBURGO — O prédio do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, recebeu uma obra de arte que não tem passado despercebida por diplomatas e visitantes. Trata-se de uma estátua satírica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pintada em tom dourado e retratada de forma provocativa, sentada sobre os ombros de um homem de menor estatura.

Batizada de “A Praga Laranja” (ou também conhecida como “Rei da Injustiça”), a escultura de 2,5 metros de altura é assinada pelo artista dinamarquês Jens Galschiot. A obra mostra o político republicano nu, segurando um longo bastão enquanto se apoia e exerce peso direto sobre o corpo de um homem visivelmente menor.

A mensagem por trás da instalação é reforçada por uma placa que acompanha a peça, trazendo a seguinte inscrição: “Estou sentado nas costas de um homem. Ele está afundando com o meu peso. Farei de tudo para ajudá-lo, exceto descer de suas costas”. Além da instalação principal, o artista montou uma mesa com diversas reproduções em miniatura da obra para exibição.

O contexto político da intervenção artística

De acordo com Lasse Galschiot, coautor do projeto ao lado de seu irmão Jens, a escolha de expor a peça na Europa faz parte de uma estratégia de forte conscientização social. Ele lembrou que o coletivo já levou esculturas de protesto semelhantes para o Brasil no ano passado, durante a COP30 da ONU sobre Mudanças Climáticas.

Naquela ocasião, segundo os criadores, a atuação de Trump pressionou diversos Estados a adotarem posições contrárias aos seus próprios interesses, utilizando ameaças de tarifas alfandegárias e guerras comerciais.

“Ao entregar as estátuas aos representantes da ONU, tínhamos a intenção de transmitir a mensagem de que a postura de Trump deveria figurar de forma central entre os tópicos da agenda internacional e dos debates globais”, destacou Lasse Galschiot à agência ANSA.

A intervenção soma-se a um histórico de manifestações artísticas que utilizam a ironia e a provocação visual para pautar discussões espinhosas sobre geopolítica, comércio internacional e o impacto das grandes potências no cenário multilateral.