A semana

Estão no ar os abusos sexuais atribuídos a Woody Allen

Crédito: ALBERTO PIZZOLI/Divulgação

O EX-CASAL Woody Allen e Mia Farrow: na vida real a história de ambos foi menos bonita do que nas telas (Crédito: ALBERTO PIZZOLI/Divulgação)


Foi ao ar o primeiro episódio do documentário “Allen contra Farrow”, exibido na HBO (são quatro partes ao todo, passadas nos próximos domingos, sempre as onze horas da noite). Woody Allen é um dos principais nomes do cinema em todo o mundo e isso torna ainda mais chocante o relato de sua ex-namorada Mia Farrow, cujo excelente trabalho como atriz dispensa apresentações. Ela, amigos do então casal e a filha Dylan trazem um relato que nos deixa indignados e enojados em relação a Allen. Tal relato da conta de que ele, somente de cueca, deitava no colo de Dylan, quando ela tinha sete anos de idade e colocava o polegar de uma de suas mãos na boca da menina. Dá náusea. Embora não tenha nenhuma condenação na Justiça, ele segue sendo acusado por Mia de ter abusado de suas filhas — teve relação sexual com Soon-Yi, hoje sua esposa. A defesa do cineasta afirma que Dylan foi convencida por Mia a endossar a tese de abuso, e que a atriz o fez por vingança da separação. Nos EUA a editora Hachette cancelou a publicação de sua autobiografia e a Amazon rompeu contrato para a produção de filme.

“Cancelado”

“Woody Allen tem 85 anos e conseguiu uma carreira. Não sabemos o que a história vai dizer daqui a três décadas. Quem sofre mais com o cancelamento são os jovens, que não tiveram tempo de construir um legado” Simone Pereira de Sá, professora de Estudos de Mídia da UFF, especializada em “cultura do cancelamento”

RÚSSIA
Após trinta anos, estátua do criador do terror pode voltar ao pedestal

Igor Gielow

A estátua do homem que inaugurou o terror, as prisões indiscriminadas e a tortura na polícia política da Rússia pode voltar ao seu lugar original, em Moscou, diante da sede da antiga KGB (serviço secreto da ex-URSS). Trata-se do monumento (altura de seis metros e peso de quatorze toneladas em bronze) de Felix Dzerjinski (1877-1926). A estátua foi removida por guindastes em 1991, ano que marcou o fim da obscurantista e comunista União Soviética — desde então ela está numa área às margens do rio Moscou. Dzerjinski foi o criador da famigerada Tcheka, logo após a revolução de 1917. Quem decidirá se fica onde está ou retorna ao centro de Moscoué a população que votará em uma enquete online.

EUA
Virgínia é o vigésimo terceiro estado a abolir a pena de morte

VIRGÍNIA Injeção letal: 113 execuções desde que a Suprema Corte restabeleceu a pena capital, em 1976 (Crédito:Virginia Department of Corrections via AP)

A Virgínia é o estado americano que mais executou condenados à morte em toda a história do país: aproximadamente mil e quatrocentos réus desde a independência em, 1776. E a contar de 1976, quando a Suprema Corte restabeleceu a pena de morte, a Virgínia promoveu cento e treze execuções (perde apenas para o Texas). Na semana passada, porém, parlamentares estaduais da Virgínia, em uma jornada civilizatória, derrubaram esse tipo de condenação e agora a extinção definitiva só depende da aprovação do governador democrata Ralph Northam — o que ocorrerá com absoluta certeza. Os EUA têm cinquenta estados. Com isso, a Virgínia passa a ser o vigésimo terceiro a abolir as execuções.

Triste recorde A Virgínia é o estado que mais executou condenados na história americana desde 1776


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Tendência
Galinha de estimação

Divulgação

Não é de hoje que aumenta o número de franceses que adotam, mesmo morando em apartamento, galinhas como animais de estimação (vale lembrar que o galo é um dos símbolos nacionais). Na semana passada, ambientalistas do país manifestaram-se publicamente a favor desse novo hábito: em média as galinhas rendem três ovos por dia; e o desperdício de comida jogada fora, antigo hábito francês, deixou de existir. As sobras lhes são dadas e estima-se que cada galinha coma por ano quinze quilos de restos de alimentos que iriam para o lixo.

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