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Estamos morrendo

Nestes dias, o Brasil atingirá a aterrorizante marca de 3 milhões de infectados e 100 mil óbitos. São 100 mil vidas ceifadas de forma súbita pela Covid-19. E não se trata apenas de um número gigantesco. São trajetórias pessoais, sonhos e projetos interrompidos por um vírus com enorme velocidade de contágio que poderia ter sido enfrentado antes e com a devida seriedade pelo governo e por muitas autoridades

Crédito: IstoÉ
DESOLAÇÃO Francisco Padilha e o pai, Solon Gonçalves Padilha, morreram com três dias de diferença: drama familiar na Serra Gaúcha (Crédito:Divulgação)

A morte está à espreita e o brasileiro, cada vez mais acuado e impotente. Vê a pandemia se alastrar, chegando mais perto, atingindo seus parentes, amigos, vizinhos e, inclusive, ele próprio. As pessoas estão, simplesmente, adoecendo e morrendo diante de nossos olhos, numa escala e numa velocidade nunca vista no planeta desde a Segunda Guerra. Há reais motivos para apreensão e desespero e, embora alguns lidem de maneira irresponsável com a doença, ela está transformando a sociedade e a mudança é irreversível. Nestes dias, o Brasil atingirá a aterrorizante marca de 3 milhões de infectados e 100 mil óbitos — só na cidade de São Paulo foram mais de 10 mil. São 100 mil vidas destruídas de forma súbita pela Covid-19. E não se trata apenas de um número gigantesco. São trajetórias pessoais, sonhos, projetos interrompidos por um vírus que poderia ter sido enfrentado com uso da ciência e a devida seriedade por parte do governo. Trataram-no como uma “gripezinha” e menosprezaram sua letalidade, demonstra da pela morte de 3 em cada 100 infectados. Descobriu-se, da pior forma, que se trata de um micróbio destrutivo, que dissemina insegurança e pode matar de um dia para o outro. Entramos numa roleta russa e não se pode dizer quem se tornará um paciente grave e quem passará ileso pela doença.

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“Essas 100 mil mortes poderiam ter sido muito menos se tivéssemos implantado as medidas de quarentena com eficiência desde o início” Natália Pasternak, microbiologista da USP (Crédito:Paulo Vitale)

Não se tem notícia na história do País de um episódio catastrófico de tais proporções, que tenha matado tanta gente, de forma tão rápida. Embora o índice de letalidade seja mais alto para os homens do que para as mulheres (eles são 57% dos mortos e elas, 43%) e os efeitos mortíferos do coronavírus sejam sentidos com mais intensidade por indivíduos com mais de 55 anos, ninguém está protegido. Pessoas saudáveis, jovens e sem problemas de saúde pré-existentes sucumbiram à Covid-19. Mulheres grávidas e até crianças são afetadas. Apesar disso, muita gente ainda duvida das medidas protetivas, não as segue e age como se estivesse tudo bem, pondo em risco a si mesmo e aos outros. Se existem os puramente irresponsáveis, que fazem isso porque são negacionistas e veem conspiração em ideias científicas, há também uma arrogância da idade que leva alguns jovens a pensar que estão imunes aos sintomas graves da doença, o que é uma ilusão. E há uma arrogância religiosa, de gente que acha que dentro da igreja e com fé em Deus estará protegida, mesmo sem máscara. Enquanto isso, famílias cristãs e de outros credos são destroçadas, crianças e adultos de todas as classes sociais ficam órfãos e a vida é interrompida antes do tempo. Para completar, por questões sanitárias, as famílias das vítimas estão impedidas de viver seus lutos. As mortes não param e os enterros são feitos, em todo o Brasil, em caixões lacrados e sem velório, tornando o momento fúnebre impessoal e ainda mais triste. Mesmo assim, um número alto de brasileiros, tendo à frente o presidente Jair Bolsonaro, ainda despreza o problema. Vivemos um lapso tenebroso e já não sabemos onde iremos chegar.

TRAUMA Maria Carolina, moradora da Praia Grande (SP) perdeu o pai, a mãe e o irmão em um período de três meses: pesadelos e síndrome do pânico (Crédito: GABRIEL REIS)

Oficialmente, a primeira vítima fatal da Covid-19 no Brasil foi um homem de 62 anos, que sofria de diabetes, hipertensão e hiperplasia prostática. Ele morreu no dia 16 de março, às 16h03, dois dias depois de ser internado e seis dias após manifestar os primeiros sintomas. Faleceu no Hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, onde morava. Desde então, a doença só tem trazido más notícias e a curva de óbitos cresceu exponencialmente e não diminui.

“Não nos preparamos para a chegada do vírus e houve contradição nas orientações dadas pelos governos estaduais e pelo governo federal” Dráuzio Varella, médico oncologista (Crédito:Divulgação)

Mantem-se estável com mais de mil vítimas por dia. Se desce em alguns Estados, em outros cresce, mantendo a média nacional. “Creio que poderíamos ter feito melhor. Essas 100 mil mortes poderiam ter sido menores se tivéssemos implantado as medidas de quarentena com eficiência desde o inicio”, diz a microbiologista da Universidade de São Paulo, Natália Pasternak. “As previsões do Imperial College estimavam 44 mil mortos com boas medidas de contenção, o que quer dizer que destas 100 mil, pelo menos 60 mil poderiam ter sido evitadas”. Segundo a cientista, por causa de nossa resposta à doença, sem diretrizes e coordenação nacional, e sem um esforço organizado para implementar essas medidas, a tragédia era anunciada. Para ela, é difícil falar que a pandemia de coronavírus é a maior tragédia da história brasileira, mas, certamente, está entre as maiores. “Creio que temos tragédias sociais muito marcantes, afinal somos um pais com histórico de escravidão”, explica. “Mas se pensarmos em quantas pessoas morreram de uma única causa, em um espaço de tempo tão curto, a pandemia se torna um marco na nossa história”.

E é um marco terrível, que está mudando a vida de muita gente da noite para o dia. Famílias que começaram o ano com planos, e cheias de esperança, sofreram um golpe da realidade e viram sua história familiar ficar de ponta cabeça. Foi o caso da técnica em enfermagem Maria Carolina da Silva Novaes, 39 anos, moradora da Praia Grande, no litoral paulista. Ela está vivendo um luto triplicado. Perdeu o irmão, a mãe e o pai nos últimos três meses por causa da Covid. O pai, o ex-bombeiro e despachante Silvio Dias Novaes, faleceu no dia 24 de julho, depois de vários meses enfrentando problemas graves. Em meados de março, quando a doença começava a se espalhar pelo País, ele foi contaminado pelo coronavírus e teve um AVC. Uma encefalite causou uma compressão da medula e tirou os movimentos de seus braços e pernas. Nos dias seguintes, a própria Maria Carolina, por conta das idas ao Hospital de Cubatão para acompanhar o pai, começou a apresentar sintomas, assim como sua mãe, Alzira da Silva Novaes, 59 anos, e seu irmão, o vigilante Luiz Fagner Dias Novaes, 31 anos. Luiz Fagner, que ingressou no hospital com febre alta e insuficiência respiratória, foi o primeiro a morrer, no dia 12 de abril, depois de dez dias internado. No dia 27, Alzira veio a óbito. “Meu pai era bombeiro e era muito forte”, diz Maria Carolina, que ainda enfrenta sequelas da doença – não consegue subir uma escada sem se cansar e tem dificuldade para andar. Além disso, ela sofre de síndrome do pânico, acentuada pela perda de seus entes queridos. “Não dava para imaginar que essa doença poderia levar minha família toda, inclusive meu irmão caçula, que casou há dois anos e tinha acabado de comprar sua casa própria”, lamenta. “Não consigo dormir, fecho os olhos e vejo o meu pai morrendo na minha frente”. Maria Carolina diz que tenta não se vitimizar, mas fica revoltada com o fato das pessoas não estarem se cuidando e favorecendo a proliferação da doença.

MULTIDÃO Em meio à tragédia, muitos desrespeitam normas de segurança

Dramas pessoais

ANIVERSÁRIO Os irmãos Orioswaldo Fernandes e Luiz Eduardo Fernandes faleceram no interior de São Paulo: último encontro (Crédito:Divulgação)

Elis Jade do Nascimento tinha 28 anos e estava grávida, com 27 semanas, quando foi internada, devido à Covid-19, no Hospital e Maternidade Dona Evangelina Rosa, da Universidade Federal do Piauí, em Teresina. Ela apresentava cansaço e dificuldade de respirar. Nesse dia, 19 de junho, Jade sentiu necessidade de ir ao hospital e ligou para seu marido às 17h20, o jovem Geovane da Silva, 20, técnico de refrigeração, que se preparava para sair do trabalho. Ao chegarem ao hospital, ela foi submetida ao exame de detecção do coronavírus, já que sua mãe, Maria Perpetuo do Socorro, 55, estava hospitalizada, em estado grave, no Hospital São Marcos. O exame deu positivo. Por causa da gravidez e da falta de ar que sentia, e que só aumentava, Jade foi encaminhada para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Foram 42 dias de internação. “Ela estava razoavelmente bem, conseguia conversar com a gente”, conta Geovane. Um dia após a internação, sua mãe morreu. Jade ficou sabendo, mas apesar da imensa dor, seus parentes e a equipe médica conseguiram mantê-la calma e o quadro não se agravou de imediato. Depois disso, porém, seu quadro só piorou. O vírus atingiu um grau extremo e a paciente teve que ser intubada e submetida a um parto de emergência, que constatou que o bebê já estava morto. Ela teve uma parada cardíaca e o coronavírus também contaminou seus rins. Jadinha, como era apelidada, faleceu no domingo 2. “Mesmo a gente se protegendo, não teve jeito. Foi devastador, muito ruim. Tive que enterrar minha sogra, meu filho e minha esposa”, disse Geovane. Segundo Arimatéa Santos Junior, médico obstetra e professor da Universidade Federal do Piauí, tudo que era possível foi feito para salvar a vida de Jade. “Ela morreu na minha mão, às 14h21, depois da parada cardíaca”, conta.

JUVENTUDE Elis Jade do Nascimento, 28 anos, estava grávida e ela e o filho morreram por causa do coronavírus: 42 dias na UTI (Crédito:Divulgação)

No outro extremo do País, na Serra Gaúcha, a família Padilha também vive uma tragédia particular por causa da Covid-19. Doze de seus membros foram infectados e cinco morreram. No dia 29 de julho, veio a óbito o empresário Francisco Padilha, 59 anos, que estava internado há 14 dias na UTI de um hospital em Gramado devido a complicações pelo coronavírus. Francisco, dono do restaurante Picollo Paradiso e ex-presidente do Sindicato do Setor de Hotéis e Empreendimentos Gastronômicos da região, era conhecido e querido por todos. Além de Francisco, morreram, em julho, em decorrência da doença, seus pais, Solon Gonçalves Padilha, 88 anos, e Leonor Alano Padilha, 84 anos, e os irmãos Odilon Padilha, 58 anos, e Eteval Padilha, 64 anos. Membros da família não conseguem descrever a tristeza de enfrentar tantas perdas.

A Covid-19 impôs à medicina e à ciência, de forma geral, uma situação inédita e incomparável com qualquer outra crise de saúde. O Brasil está em segundo lugar no mundo em mortes pelo vírus e o que se percebe é que o réquiem não tem hora para acabar. Para o professor titular do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas, Roberto Romano, não dá para compreender tal fenômeno sem destrinchar a sociedade brasileira em setores e considerar os diversos matizes que demonstram nível de preocupação distinto perante a pandemia. “Os setores médicos e científicos demonstram preocupação e pesar com essa situação. Os liberais também, mas há setores como o dos comerciários, por exemplo, que não se preocupam com as pessoas, com seus funcionários”, diz. Ainda, segundo ele, revela-se um grupo crescente na sociedade brasileira que se apresenta como fascista e que perdeu qualquer sentimento humano. “O Olavo de Carvalho e os apoiadores do governo Bolsonaro não têm limites, são irresponsáveis e impiedosos que cultuam a morte”, afirma. Para o médico Dráuzio Varella, a crise sanitária atingiu proporções catastróficas porque houve “um acúmulo de erros”. “Nós não nos preparamos adequadamente para a chegada do vírus e houve contradição nas orientações dadas à população pelos governos estaduais e o federal”, conclui.

Entre as milhares de famílias dizimadas pelo novo coronavírus, está a de Rose Castro, 58, jornalista e professora universitária. Filha única, ela perdeu pai e tio com uma diferença de três dias. “Meu pai estava bem, mas a Covid-19 comprometeu 75% de seus pulmões”, diz. Em 21 de julho foi à última vez que ela viu o pai vivo. Orioswaldo Fernandes, 81, natural de Marília, no interior de São Paulo, era ativo e durante a pandemia teve comportamento rígido. “As poucas vezes que meu pai saia de casa era bem cedo e com máscara”, diz Rose. Ela conta que segue rigorosamente os protocolos de proteção contra a Covid-19. “Aqui em casa é tudo certinho, caprichado, temos paninho fora, desinfetante, álcool 70%”, conta. No dia 13 de julho, data de aniversário de Orioswaldo, seu irmão, Luiz Eduardo Fernandes, 74, que morava em Americana, foi visitá-lo. Os dois passaram o fim de semana juntos. “Fiquei um pouco receosa”, conta Rose. “Meu tio não sabia que estava com coronavírus”. Depois da visita, ela percebeu o pai diferente. “Ele estava molinho e sua temperatura era de 37,5°”, conta. Acabou tendo que encaminhá-lo a uma clínica local. Orioswaldo chegou a brincar: “Eu não! Estou ótimo! Sinto o cheiro de tudo”, disse. Orioswaldo morreu na quinta-feira 30, e seu enterro foi rápido e sem velório. O tio de Rose faleceu na segunda 3. Rose acabou se contaminando, teve sintomas brandos e está em isolamento em casa.

País desgovernado

O técnico em enfermagem Klediston Kelps, 22 anos, morador de Cuiabá, é outra vítima fatal do coronavírus. Jovem e prestes a se formar enfermeiro, ele provavelmente foi infectado durante os plantões no trabalho e morreu no dia 25 de julho. Antes de ser contaminado pela Covid-19, Kelps, cuja família tem histórico de cardiopatia, havia pegado dengue e estava com a saúde debilitada. Nos últimos dias de vida, quando dizia se sentir cansado e sem forças, mandou uma mensagem à mãe, Elisângela Faria, 40 anos, e pediu que seu caixão fosse coberto com rosas brancas e apenas uma vermelha. Falou, também, que não resistiria à intubação indicada pelos médicos. E mandou uma mensagem de adeus no grupo de Whatsapp da família. Kelps passou uma semana internado até o dia de sua morte.

“Na hora em que ele morreu, antes mesmo de saber, eu senti meu filho indo embora”, disse Elisângela. Neste momento, a morte nos ronda de uma maneira cruel e implacável e a pandemia modifica profundamente a relação entre as pessoas e, inclusive, o ritual do luto. As cerimônias funerais foram radicalmente alteradas, com caixões lacrados, exigência do distanciamento entre os presentes e o sepultamento acontecendo, muitas vezes, em covas coletivas. Nunca vivemos no Brasil uma situação tão triste e deprimente. A incerteza perturba todas as pessoas e nos torna mais ansiosos e inseguros. Ao mesmo tempo, as mortes se acumulam, superam barreiras inimagináveis e intensificam o medo na população. Os números do coronavírus não são apenas dados estatísticos. São o retrato de uma tragédia em um país desgovernado.

Meninos, eu vi
Antonio Carlos Prado

Vi na televisão. Não guardei o nome da jovem, mas o que importa o nome nas tantas gavetas de nossa memória em meio a mais de um trilhão de neurônios? O que importa o nome em meio a um oceano de emoções? Há gavetas que com o passar do tempo emperram, há gavetas que com o passar do tempo seguem abrindo e fechando como se fossem eternamente lubrificadas para cumprirem exemplarmente essa função. E são nessas que repousam aquilo que não esquecemos, quase sempre as lembranças que exasperam.

Vi na televisão, não guardei o nome, mas guardei nessa gaveta o rosto da jovem — maquiado com a perplexidade, porque medo e alegria são maquiagens bem definidas e bem delineadas, mas perplexidade é maquiagem que borra: a moça devia ter chorado porque a sua maquiagem estava borrada, eu vi que estava assim na televisão. Pelo celular, ela gravava um áudio para a mãe, dizendo que talvez poderia ser a sua derradeira mensagem: ela, desculpem, não guardei o nome, falava à sua mãe e a todos que a viram na televisão porque, naquele momento, os médicos teriam de induzi-la à inconsciência porque se fazia urgente a intubação.

Vi na televisão, o rosto borrado está comigo. Ela era paciente de Covid-19. Clarice Lispector certa vez escreveu que dada a falta de sentido da morte diante da vida (ou vice-versa?) “não sabemos nem onde nem quando o morrer chegará”. Pois bem, a moça da televisão e da maquiagem borrada, que eu não guardei o nome, se morresse, pressentia saber onde: no hospital. Quando? Pressentia, também, ser durante o estado de inconsciência da intubação. Naquele instante, a vida, para mim, que não guardei o seu nome, deu uma despencada de sentido.

Vi na televisão: por mais bem tratado que eu esteja sendo pelo médico ou enfermeira, qual o sentido de aqueles rostos, que estou vendo pela primeira vez na vida, serem também os últimos rostos que verei? Os primeiros e últimos rostos, antes de a medicação avançar no corpo para o ingresso no coma, antes de o coma avançar no corpo para o ingresso da antiestética intubação. Todas as gavetas, as que abrem e fecham e as que emperram rodam em ventania e se embaralham na minha cabeça. Voam e se espatifam contra móveis, paredes, janelas, vidraças. “No chão me deito à maneira dos desesperados”, como o fez em uma tristeza Carlos Drummond de Andrade. Ela foi uma das primeiras dos cem mil. Um dia depois a moça morreu. Vi na televisão.

A morte das grávidas

Mais de 200 grávidas e puérperas (mulheres que acabaram de dar à luz) morreram no Brasil em decorrência do novo coronavírus. Os dados do Ministério da Saúde comprovam que elas sofrem, sim, muito mais risco de vida no País do que em qualquer outro lugar do mundo em meio à pandemia. Quando ainda registrávamos 124 óbitos nesse grupo em todo território nacional, a revista científica International Journal of Gynecology and Obstetrics publicou um estudo mostrando que o Brasil é responsável por 77% das mortes de grávidas no planeta. Uma das principais hipóteses para tristemente liderarmos esse ranking é a dificuldade no acesso à saúde — uma clara consequência da desigualdade social que assola o País e foi intensificada ao longo da pandemia. É assustador que 27,7% das mulheres infectadas que morreram após dar à luz não conseguiram ter acesso à UTI. Mesmo assim, não há, ainda, um estudo em que se possa afirmar exatamente o motivo para a alta mortalidade entre as brasileiras.

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