Esta missão ‘não deveria existir’, afirma Greta Thunberg antes de zarpar com ajuda para Gaza

A ativista sueca Greta Thunberg, que partirá no domingo em uma flotilha para tentar levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza, afirmou que missões como essa não deveriam existir, mas que são necessárias devido à inércia dos países em “prevenir o genocídio”.

“Não deveria depender de nós. Uma missão como esta não deveria existir”, afirmou a sueca de 22 anos à AFPTV em Barcelona, de onde partirá no domingo a frota humanitária com ativistas.

Deve ser “responsabilidade (…) dos nossos governos e dos funcionários eleitos agir e tentar defender o direito internacional, prevenir crimes de guerra, prevenir o genocídio”, mas “eles estão falhando em fazê-lo e, com isso, estão traindo os palestinos, e também toda a humanidade”, disse Thunberg.

“Portanto, infelizmente, cabe a nós, cidadãos comuns, organizar estes barcos” com ajuda, enfatizou.

A iniciativa, chamada ‘Global Sumud Flotilla’ (sumud significa perseverança em árabe), busca “chegar a Gaza, entregar ajuda humanitária, anunciar a abertura de um corredor humanitário e, em seguida, trazer mais ajuda, para assim acabar com o bloqueio ilegal e desumano de Israel sobre Gaza”, disse Thunberg.

Os organizadores não revelaram a hora exata da partida nem o número de barcos que partirão do porto espanhol.

“Não importa o que arriscamos no mar, não é nada comparado com o que os palestinos arriscam todos os dias ao tentar transmitir sua vontade de viver”, destacou Thunberg, que disse não temer ser detida pelas autoridades israelenses.

Esta nova iniciativa surge após uma recente tentativa frustrada de levar ajuda a Gaza, na qual Thunberg participou.

O veleiro ‘Madleen’, com 12 ativistas de diversas nacionalidades, foi interceptado em 9 de junho pelas forças israelenses a cerca de 185 quilômetros a oeste da costa de Gaza. Posteriormente, eles foram expulsos.

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