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Esquerda reconquista prefeitura de Roma, diz boca de urna


ROMA, 18 OUT (ANSA) – O candidato de centro-esquerda Roberto Gualtieri, do Partido Democrático (PD), será o próximo prefeito de Roma, de acordo com pesquisas de boca de urna divulgadas nesta segunda-feira (18), logo após o encerramento das eleições municipais.   

Sondagem feita pelo instituto Opinio Italia para a emissora pública Rai mostra o ex-ministro da Economia com 59% a 63% dos votos, conta 37% a 41% do radialista e advogado Enrico Michetti, apoiado pela direita e extrema direita.   

Já a pesquisa do Instant Quorum para a Sky mostra Gualtieri com 58% a 62% e Michetti com 38% a 42%. O candidato conservador havia terminado o primeiro turno na liderança, com três pontos de vantagem sobre Gualtieri, mas todas as sondagens já apontavam que o ex-ministro teria mais penetração nos eleitorados do centrista Carlo Calenda e da prefeita antissistema Virginia Raggi, que ficaram em terceiro e quarto lugares, respectivamente.   

Com 55 anos de idade, Gualtieri foi deputado do Parlamento Europeu durante uma década, período em que se notabilizou por suas posições contrárias às políticas de austeridade da União Europeia. No entanto, passou a se concentrar mais no debate interno em setembro de 2019, quando foi nomeado ministro da Economia no segundo governo de Giuseppe Conte (Movimento 5 Estrelas).   

Ele ocuparia o cargo até fevereiro de 2021 e foi um dos artífices do fundo de recuperação de 750 bilhões de euros criado pela UE para favorecer a retomada econômica no pós-pandemia – a Itália é a maior beneficiará desse programa em termos absolutos, com direito a quase 200 bilhões de euros.   

Atualmente, Gualtieri ocupa um assento na Câmara dos Deputados.   

Ele também fala português, é apaixonado por música e bossa nova – é famosa na esquerda italiana uma versão sua de “Bella Ciao” no violão – e admirador do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.   

“A música é minha grande paixão. Comecei a estudar bateria, depois violão. Eram os anos de Falcão na Roma, dos grandes festivais de música brasileira na capital, dos shows de Caetano Veloso”, contou Gualtieri em entrevista recente ao Corriere della Sera.   

O provável futuro prefeito de Roma chegou inclusive a visitar Lula na cadeia em julho de 2018, quando também discursou para apoiadores do petista reunidos em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba.   

Outras cidades – Além de Roma, a esquerda se encaminha para reconquistar Turim e aparece empatada com a direita em Trieste, onde o candidato conservador aparecia como franco favorito.   

Na capital do Piemonte, o Opinio Italia coloca Stefano Lo Russo, apoiado pelos partidos de centro-esquerda, com 56% a 60% dos votos, contra 40% a 44% de Paolo Damilano, da coalizão de direita.   

Já em Trieste, Francesco Russo, de centro-esquerda, e Roberto Dipiazza, de direita, aparecem empatados com 48% a 52%. Essas três cidades foram as únicas capitais regionais que tiveram segundo turno.   

Das outras três que já tiveram resultados definitivos em 3 e 4 de outubro, a centro-esquerda venceu em todas (Milão, Bolonha e Nápoles).   

Parte desse resultado pode ser explicado pelas crescentes divergências na coalizão chamada pelos jornais italianos de “centro-direita”. Essa aliança é formada pelos partidos ultranacionalistas Liga, de Matteo Salvini, e Irmãos da Itália, de Giorgia Meloni, e pelo moderado Força Itália, de Silvio Berlusconi.   

No entanto, a disputa por poder dentro da coalizão, especialmente entre Meloni e Salvini, que hoje dividem a liderança das pesquisas em âmbito nacional, atrasou o processo de escolha dos candidatos, que nunca foram unânimes entre os três partidos.   

Michetti, por exemplo, era bancado por Meloni, mas sofreu críticas públicas de expoentes da Liga em plena reta final de campanha. Essa coalizão conservadora, no entanto, ainda é majoritária na Itália e governa a maioria das 20 regiões do país.   

As pesquisas nacionais mostram que, juntos, os três partidos da aliança conquistariam cerca de 50% dos votos em eventuais eleições legislativas antecipadas, o que lhe daria maioria para governar sem necessidade do apoio de outras forças políticas.   

(ANSA).   


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