O skateboarding brasileiro encerrou a corrida olímpica para Olimpíadas de Paris, neste domingo (23), em Budapeste (HUN). Rayssa Leal é o maior destaque dos 12 classificados – número máximo por país – e repete o feito de Tóquio. Ao lado do Brasil, apenas os Estados Unidos também alcançaram o total de 12 classificados.

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Na modalidade Park, Augusto Akio, Luigi Cini, Pedro Barros, Dora Varella, Isadora Pacheco e Raicca Ventura garantiram vaga nos Jogos Olímpicos. Augusto, Luigi e Raicca farão suas estreias em Olimpíadas, enquanto Pedro (medalha de prata no Japão), Dora e Isadora partem para sua segunda participação nos Jogos.

– Disputar uma Olimpíada, eu até brinco, é o sonho que eu nunca sonhei viver, mas que eu estou vivendo agora. Na verdade, estar na corrida olímpica me proporcionou o lifestyle dos sonhos. Que é poder estar viajando, conhecendo o mundo. E o melhor de tudo, podendo conhecer pessoas, lugares, culturas e no final acreditar que a cultura do skate é uma linguagem universal – afirmou Augusto Akio.

No Street, Gabriela Mazetto, Pâmela Rosa, Rayssa Leal (prata em Tóquio), Felipe Gustavo, Giovanni Vianna e Kelvin Hoefler (prata nas Olimpíadas) estão confirmados. A única estreante do grupo será Gabi Mazetto.

– Acredito que esse ciclo olímpico de 2024 foi bem difícil por conta de muitas lesões, muita gente já com outro nível. Foi bem diferente do que o das Olimpíadas passadas, em Tóquio. Até o último momento a gente não sabia quem ia se classificar. Eu acredito que chego mais tranquilo para essas Olimpíadas porque acho que eu já fiz o meu trabalho. Não chego com aquele peso nas costas. Acredito que vai ser um pouco mais tranquilo psicologicamente ali na hora. Eu acredito que vou me divertir um pouco mais dessa vez – destacou Kelvin Hoefler.

Na edição passada, Kelvin foi o primeiro brasileiro a conquistar uma medalha no skate – modalidade estreante na última ediçãos dos Jogos. Além dele, Rayssa Leal e Pedro Barros foram os outros brasileiros medalhistas no skate.

– Para mim é muito gratificante. Fruto de muito trabalho. Três anos, tirando a pandemia. Terminei a corrida de Tóquio já me preparando bastante para Paris. Com certeza é mais um sonho realizado. Sonho de estar representando o meu país, minha cidade, em mais uma Olimpíada. Poder estar escrevendo a história do skate feminino, mostrando o skate feminino para o mundo todo. Estou muito feliz. Feliz de poder estar manobrando e me divertindo em cima do skate – completou Pâmela Rosa.

O Brasil é o país com o maior número de representantes no skate nos Jogos Olímpicos, com 12 atletas, ao lado dos Estados Unidos. O skate brasileiro se tornou grande potência no mundo, principalmente após as Olimpíadas de Tóquio.