Esplanada das Mesquitas de Jerusalém reabrirá após festas do fim do Ramadã

Esplanada das Mesquitas de Jerusalém reabrirá após festas do fim do Ramadã

A Esplanada das Mesquitas em Jerusalém reabrirá suas portas depois do Eid al-Fitr, as festividades que encerram o Ramadã – informou o Waqf, o corpo que administra este lugar sagrado.

A celebração será no próximo fim de semana.

“O conselho de Waqf decidiu suspender a proibição da entrada de fiéis na mesquita de Al-Aqsa, após a celebração de Eid al-Fitr”, disse um comunicado oficial.

O diretor da mesquita, xeque Omar Al-Kisswan, disse à AFP estar confiante em que não haverá restrições quanto ao número de fiéis que poderão acessar a Esplanada, o terceiro local sagrado do Islã.

Ficou fechada por dois meses, devido à nova pandemia de coronavírus. O Waqf disse que em breve divulgará informações sobre as condições de acesso.

Detalhes sobre como essa reabertura será organizada estão sendo finalizados “para evitar críticas à falta de precauções sanitárias”, disse Al-Kisswan.

Foi a primeira vez desde 1967 que a Esplanada fechou suas portas aos fiéis por decisão do Waqf, lembrou Omar Al-Kisswan.

As forças de segurança israelenses controlam todo o acesso à Esplanada e entram nela em caso de confrontos. Fecharam o local em várias ocasiões nos últimos anos, especialmente quando há incidentes.

As autoridades israelenses e palestinas verificaram um recuo no vírus e aliviaram o confinamento imposto à população.

Em Israel, houve 16.000 infecções e 277 mortes. Nos territórios palestinos, foram registrados cerca de 350 casos de contágio, com dois óbitos na Cisjordânia, de acordo com os números divulgados para a imprensa.

A Esplanada das Mesquitas abriga o Domo da Rocha e a mesquita de Al-Aqsa. Também é considerada um lugar sagrado para os judeus e têm o direito de entrar nela, com restrições – entre elas, a de não poderem rezar em seu interior.

O lugar é administrado pelo Waqf de Jerusalém, um órgão subordinado à Jordânia. A Esplanada fica na Cidade Velha de Jerusalém Oriental, parte ocupada por Israel em 1967.