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Especialistas preveem temporada de furacões mais ativa que o normal no Atlântico

Especialistas preveem temporada de furacões mais ativa que o normal no Atlântico

(Arquivo) Eta e Iota tocaram solo com menos de duas semanas de intervalo em novembro de 2020 no mesmo trecho da costa da Nicarágua - AFP/Arquivos

A temporada de furacões no Atlântico, que se estenderá de 1º de junho a 30 de novembro, será mais ativa do que o normal, segundo as previsões do Escritório Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), anunciadas nesta terça-feira (24) em coletiva de imprensa.

Os meteorologistas dessa agência estimam entre 14 e 21 tempestades tropicais (com ventos de 63 km/h ou mais), das quais entre seis e dez se transformarão em furacões (ventos de 119 km/h ou mais), explicou o administrador da NOAA, Rick Spinrad.


As estimativas apontam que entre três e seis dos furacões serão de categoria 3, 4 ou 5, com ventos de 178 km/h ou mais.

Se as previsões se cumprirem, será a sétima temporada consecutiva com mais atividade que o normal, segundo os registros da NOAA dos últimos 30 anos.

Spinrad incentivou a população a se preparar para enfrentar essas tempestades tropicais. “É crucial lembrar que basta uma tempestade para danificar sua casa, seu bairro e sua comunidade. A preparação é a chave para a resistência que precisamos”, disse ele.

A NOAA atribui o alto número de tempestades tropicais desta temporada a fatores climáticos como o fenômeno La Niña; temperaturas mais altas do que o normal na superfície do oceano Atlântico e o Mar do Caribe; ventos alísios tropicais mais fracos no Atlântico e chuvas de monção acima da média na África Ocidental.

Este último fator favorece o fortalecimento das ondas tropicais africanas, que são a semente de muitos dos furacões mais fortes e de mais longa duração na maioria das temporadas.

A temporada de furacões de 2021 foi a terceira mais ativa em termos de tempestades tropicais, de acordo com os serviços meteorológicos dos EUA.