Espanha fecha espaço aéreo a voos envolvidos na guerra no Irã

MADRID, 30 MAR (ANSA) – A Espanha fechou seu espaço aéreo para aeronaves envolvidas na operação militar contra o Irã, sinalizando seu claro distanciamento da intervenção iniciada pelos Estados Unidos e Israel no Oriente Médio.   

A proibição se aplica não apenas a veículos diretamente envolvidos em bombardeios, mas também a aviões de apoio, como aeronaves-tanque de reabastecimento, incluindo as posicionadas em países terceiros, segundo fontes militares e governamentais citadas nesta segunda-feira (30) pelo El País.   

“Negamos aos EUA o uso das bases de Rota e Moron para esta guerra ilegal. Todos os planos de voo envolvendo ações relacionadas à operação no Irã foram rejeitados. Todos eles, inclusive os dos aviões de reabastecimento”, declarou o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, ao Congresso Nacional.   

A única exceção da medida é para casos de emergência, quando ficam autorizados o trânsito pelo espaço aéreo do país europeu, bem como a aterrissagem.   

Também permanecem ativas as missões americanas relativas a acordos bilaterais e o apoio logístico às tropas de Washington na Europa.   

A assistência técnica à navegação aérea, prestada pelo centro de controle em Sevilha, também continua para voos que não entram no espaço aéreo espanhol, mas que atravessam o Estreito de Gibraltar, no extremo sul da Península Ibérica. Isto inclui as aeronaves militares B-2 Spirit, que partem da base aérea americana de Whiteman, atacam o Irã e regressam em um voo sem escalas com duração superior a 30 horas, segundo o jornal.   

“A decisão reforça o posicionamento do governo de Madri de não participar e não contribuir com uma guerra iniciada de modo unilateral e contra o direito internacional”, frisou o vice-premiê e ministro da Economia Carlos Cuerpo à rádio Cadena Ser. (ANSA).