Espanha e Alemanha recusam ‘Conselho de Paz’ de Trump; veja países que participarão

Noruega e Suécia também recusaram publicamente o convite do presidente norte-americano

AFP
Presidente dos EUA, Donald Trump, discursa para a imprensa após as ações militares americanas na Venezuela Foto: AFP

Espanha e Alemanha não aceitaram o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrarem o chamado Conselho de Paz para o pós-guerra na Faixa de Gaza.Em um dos comunicados, feito pelo primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, ele afirmou que o país se soma à lista das nações que já rejeitaram integrar o conselho. “Essa decisão é coerente com o compromisso de Madri com o direito internacional, a ONU e o multilateralismo”, declarou o premiê.

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O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse estar disposto a aderir à iniciativa em nome do bem-estar de Gaza, mas ressaltou que não pode aceitar o plano nos moldes em que foi apresentado atualmente.

Noruega e Suécia também anunciaram que não participarão, citando preocupações com o formato da iniciativa e tensões recentes nas relações entre Estados Unidos e Europa — incluindo questões relacionadas à Groenlândia. Assim como a França, Eslovênia faz parte dos países contrários ao conselho.

Os países que aceitaram o convite, até o momento, são: Armênia, Arábia Saudita, Argentina, Azerbaijão, Bahrein, Belarus, Bulgária, Catar, Cazaquistão, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Kosovo, Marrocos, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Turquia, Uzbequistão e Vietnã. 

Quem integra o conselho

Divulgado na última sexta-feira, 16, pela White House (Casa Branca), Trump parabenizou a formação do chamado “Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG)”, plano que, segundo ele, prevê acabar com o “conflito” em Gaza.

Liderado pelo presidente norte-americano, o grupo que compõe o comitê conta com os nomes de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos; Steve Witkoff, enviado especial de Trump; Jared Kushner, genro de Trump; Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido; Marc Rowan, magnata financista americano; Ajay Banga, presidente do Banco Mundial e Robert Gabriel, fiel colaborador de Trump no Conselho de Segurança Nacional.

O Brasil neste cenário

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou na terça-feira, 20, que convidou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para integrar o Conselho de Paz para Gaza. A proposta ocorre em meio a renovadas tensões diplomáticas entre os Estados Unidos e governos europeus, após a tentativa americana de anexar a Groenlândia — mesma motivação citada pela Suécia e Noruega para recusar o convite. Lula fez críticas a Trump.

No mesmo dia, durante evento de entrega de unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, em Rio Grande (RS), Lula afirmou que Trump tenta “governar o mundo” a partir das redes sociais. “Vocês já perceberam que o presidente Trump quer governar o mundo pelo Twitter?”, declarou. “É fantástico. Todo dia ele fala uma coisa e todo dia o mundo fala ainda o que ele falou”, completou. O presidente brasileiro também disse que não autoriza a entrada de celulares em seu gabinete.