Economia

Espanha cria fundo de 10 bilhões de euros para resgatar empresas estratégicas em dificuldade

Espanha cria fundo de 10 bilhões de euros para resgatar empresas estratégicas em dificuldade

O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez (E) e seu homólogo de Portugal, Antonio Costa, em cerimônia para a reabertura da fronteira entre Espanha e Portugal em Elvas, em 1o de julho de 2020 - AFP

O governo da Espanha anunciou nesta sexta-feira (3) um fundo público de 10 bilhões de euros (US$ 11,23 bilhões) para resgatar empresas estratégicas em dificuldade devido à pandemia de coronavírus, o que poderia implicar a entrada do Estado em seu capital.

O objetivo do fundo é “fornecer apoio público temporário para fortalecer a solvência de empresas não financeiras afetadas pela pandemia de COVID-19”, explica um comunicado do governo de coalizão de esquerda.

As empresas que poderão se beneficiar terão que ser consideradas estratégicas, por exemplo aquelas em áreas de segurança, saúde, infraestrutura, comunicação, ou por “sua contribuição para o bom funcionamento dos mercados”, afirma o texto.

O governo ainda não mencionou nenhum possível beneficiário.

O dinheiro será entregue mediante a concessão de empréstimos participativos ou a aquisição de ações ou obrigações da empresa pelo Estado, através da Sociedade Estatal de Participações Industriais (SEPI).

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“O montante dos dividendos, juros e mais-valias resultantes dos investimentos realizados entrarão no Tesouro Público”, afirma o comunicado.

O governo do socialista Pedro Sánchez também anunciou uma nova linha de créditos garantidos pelo Estado, num valor de 40 bilhões de euros (cerca de US$ 45 bilhões), para apoiar o investimento das empresas em sustentabilidade ambiental e digitalização.

Em março, o governo já forneceu garantias de crédito de cerca de 100 bilhões de euros (US$ 112,32 bilhões) para empresas em dificuldades.

A Espanha, um dos países mais afetados do mundo pela pandemia com mais de 28.300 mortes, é também aquele cuja economia deve sofrer particularmente com a crise, pois é altamente dependente do turismo e da exportação de automóveis, além de ter um mercado de trabalho bastante precário.

Desde meados de março, o governo adotou uma série de medidas para tentar atenuar o impacto econômico, facilitando o acesso a planos de desemprego parcial financiados pelo Estado, recentemente prolongados até o final de setembro. As empresas beneficiárias não podem demitir nenhum funcionário até seis meses após o término do plano.

Além disso, houve atrasos nos pagamentos de impostos de pequenas e médias empresas e trabalhadores autônomos, bem como o adiamento de contribuições para a previdência social. O governo também forneceu auxílios financeiros para as pessoas que perderam o emprego, mas sem acesso aos benefícios de desemprego, assim como para os autônomos.

Para financiar essas medidas, Sánchez reconheceu na quinta-feira que uma reforma fiscal é “inevitável”, prevendo um aumento de impostos, especialmente para as grandes empresas.

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