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Eslováquia lança dúvidas sobre Sputnik V; Rússia reage


BRATISLAVA, 8 ABR (ANSA) – A agência sanitária da Eslováquia afirmou nesta quinta-feira (8) que o lote da vacina russa Sputnik V entregue ao país não tem as mesmas propriedades da fórmula usada nos testes clínicos.   

A notícia chega menos de 10 dias depois da renúncia do premiê eslovaco, Igor Matovic, por comprar o imunizante sem o aval de sua coalizão de governo.   

Após a análise de amostras do lote de 200 mil doses enviado ao país em março, cientistas do Instituto Nacional para Controle de Medicamentos (SUKL) concluíram que suas propriedades são diferentes daquelas declaradas em um estudo publicado na revista científica The Lancet.   

O governo eslovaco, agora chefiado pelo ex-ministro das Finanças Eduard Heger, ainda não decidiu se vai utilizar a Sputnik V, que até o momento não recebeu autorização para uso emergencial na União Europeia.   

“Lotes da vacina usada em estudos clínicos e pré-clínicos não têm as mesmas características e propriedades que o lote importado pela Eslováquia”, diz um comunicado do SUKL. Segundo a agência, é “somente o nome” que liga o imunizante analisado com as doses da Sputnik V usadas ao redor do mundo.   


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“Com base em testes de laboratório, não foi possível chegar a conclusões sobre sua eficácia e segurança em humanos”, acrescenta o comunicado. De acordo com um estudo publicado no início de fevereiro pela Lancet, a Sputnik V tem eficácia de 91,6% na prevenção da Covid-19.   

A Eslováquia tem a 11ª maior taxa de mortalidade pelo novo coronavírus no mundo, com 188 óbitos para cada 100 mil habitantes, segundo a Universidade Johns Hopkins. O país do leste europeu soma quase 370 mil casos e 10,3 mil vítimas na pandemia.   

Em reação ao comunicado do SUKL, a conta da Sputnik V no Twitter acusou a agência eslovaca de tentar “sabotar” a vacina. “O Instituto Nacional para Controle de Medicamentos fez com que a Sputnik V fosse testada em um laboratório que não faz parte da rede oficial da União Europeia”, diz a mensagem.   

O perfil ainda acusa o SUKL de lançar uma campanha de “desinformação” contra o imunizante e de planejar “novas provocações”. (ANSA).   

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