Escolha do novo relator de dissídio da Eletrobras frustra expectativa de diretores

Coluna: Coluna do Mazzini

Leandro Mazzini é jornalista graduado na FACHA, no Rio, e pós-graduado em Ciências Políticas pela UnB. Iniciou carreira em 1996 em MG. Foi colunista do Informe JB, da Gazeta Mercantil, dos portais iG e UOL. Apresentou programas na REDEVIDA de Televisão e foi comentarista da Rede Mais/Record Minas. De Brasília, assina a Coluna Esplanada em jornais de capitais e é colunista do portal da Isto É.

Escolha do novo relator de dissídio da Eletrobras frustra expectativa de diretores

Escolha do novo relator de dissídio da Eletrobras frustra expectativa de diretores

A recente troca de relator do dissídio coletivo dos servidores da Eletrobras no Tribunal Superior do Trabalho pode complicar ainda mais o plano do comando privado da empresa de, eventualmente, promover demissão em larga escala no futuro.

O novo relator, Lélio Bentes, é considerado tão ou até mais afinado com direitos trabalhistas que seu antecessor, ministro Maurício Godinho, que deixou o caso depois de assumir a vice-presidência do TST.

Em manifestações ao longo de sua carreira, Bentes tem defendido a tese de que o “direito do trabalho” é um instrumento importante para a promoção da liberdade e da dignidade.

Segundo fontes internas da empresa, o comando privado torcia para que, com a saída de Godinho, o caso foi redistribuído para um ministro conservador, o que não aconteceu. O processo está em fase final e deve ser julgado em novembro.