O Dia

Escolas viram ponto de coleta de óleo

Projeto de educação ambiental em Barra Mansa visa combater descarte irregular no meio ambiente


Rio – Educação ambiental e engajamento. São as principais características de um programa desenvolvido em Barra Mansa para combater o descarte incorreto de óleo vegetal usado. A cidade do Sul Fluminense passou utilizar as escolas municipais como pontos de coleta do resíduo. E para garantir a adesão de alunos e professores, as unidades que atingirem as maiores pontuações no recolhimento serão beneficiadas com recompensas — poderão ser desde materiais de escritório até eletrônicos. No total, cinco colégios já participam do projeto, batizado de Bonificação e Prêmios.
Com o objetivo de garantir a conscientização dos estudantes da rede municipal, demonstrando que o óleo de cozinha, se descartado de forma incorreta, traz sérios prejuízos ao meio ambiente, o programa deverá ganhar novos pontos de coleta. É que dez escolas assinaram recentemente termo de parceria com a prefeitura. Atualmente, o projeto está nas escolas Eulália Gouveia (Vila Independência), Antônio Pereira Bruno (Goiabal), Prefeito Luiz Amaral (Santa Clara), Clécio Penedo (Nova Esperança) e Argemiro de Paula Coutinho (São Luiz).
Realizado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e pela Cooperativa de Catadores de Barra Mansa (Coopcat), o programa faz o recolhimento do óleo vegetal através de bombonas personalizadas nos colégios, que servem de postos de coleta para os moradores. As escolas serão pontuadas por litro arrecadado, podendo acumular e trocar por prêmios e materiais para serem usados na unidade de ensino. São materiais didáticos, escolares, de escritório, de limpeza, de cozinha, esportivos e eletroeletrônicos. O programa é realizado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) e pela Cooperativa de Catadores de Barra Mansa (Coopcat).
“Sempre frisamos que o nosso trabalho é focado na educação ambiental. O óleo faz mal para nós e para o meio ambiente, então a melhor coisa é descartar de forma consciente e a escola acaba se tornando um ponto onde as pessoas poderão deixar esse material”, destaca Sérgio Antonio da Silva, gerente do setor de Destinação Final de Resíduos, responsável pelo Programa de Coleta Seletiva.
De acordo com Silva, o óleo passará por uma triagem na Coopcat, onde será retirada todas as impurezas. Posteriormente, as sobras serão descartadas na Central de Tratamento de Resíduos (CTR) e o material limpo vai para uma empresa de reciclagem no Rio de Janeiro. “Além do programa, também contamos com as ações da coleta seletiva e com o caminhão que recolhe o óleo nos bairros. No final, todos ganham e o meio ambiente é o maior beneficiado”, argumenta.

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