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Escola do litoral paulista recomenda que professores comam sobras da merenda

Crédito: Reprodução

Um professor que preferiu não se identificar alegou que ele e outros docentes estão proibidos de consumir a merenda escolar e foram orientados a comer os restos da refeição dos alunos. Os educadores da Escola Municipal Doutor Roberto Shoji, na Praia Grande, no litoral paulista, foram informados desta prática na última segunda-feira (10), conforme apurou o portal UOL.

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De acordo com a ata da reunião, a qual o portal teve acesso, o comunicado diz:”Alimentar-se da merenda após os alunos, não junto com eles, caso haja sobra”. Além disso, o professor denunciou que os docentes não recebem vale-alimentação e nem vale-refeição. Para piorar ainda mais, ele revela que há restrições quanto a comida levada de casa pelo professores.

“Trabalhamos 4 horas direto, às vezes oito, já que alguns professores dobram o período, sem parar para comer. Se for trazer de casa, ficamos restritos a alguns alimentos. Fica complicado um professor fazer essa gestão, em que momento ele vai preparar essa comida?”, questiona ao site.

Até o último ano, o educador relata que a prática era esperar os alunos se servirem para depois os professores se alimentar, mas que todos comiam juntos durante o recreio.

O que diz a escola e a secretaria?

Procurada pelo portal a direção na escola preferiu não se manifestar. A Secretaria Municipal de Educação negou que há alguma proibição dos professores de consumir a merende junto dos alunos. Entretanto, “a orientação, especialmente no segmento da Educação Infantil, é que os funcionários tenham cuidado para que a rotina de alimentação das crianças transcorra de forma prioritária e com normalidade”.

Em relação a restrição das marmitas aos professores, a secretaria disse que não impõe proibições, mas que a alimentação deve ser feita com bases no cardápio disponibilizado nas escolas, com orientações nutricionais.

O episódio não é o primeiro na região, em abril de 2019, outra unidade já não permitia que as refeições de professores e alunos fossem feitas no mesmo momento, conforme matéria do jornal A Tribuna.

 

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