Economia

Ernesto Araújo anuncia criação no Itamaraty de um Departamento do Agronegócio

O futuro chanceler, embaixador Ernesto Araújo, usou mais cedo sua conta no Twitter para anunciar que criará um Departamento do Agronegócio na estrutura do Ministério das Relações Exteriores (MRE). Segundo explicou, ele atuará em sintonia com o Ministério da Agricultura na conquista de novos mercados. “Daremos ao agro a atenção que no MRE ele nunca teve”, escreveu.

Araújo relatou que “algumas negociações comerciais em curso são ruins para a agricultura”, sem especificar quais nem por quê. “Vamos reorientá-las em benefício dos produtores brasileiros.”

Afirmou também que a diplomacia brasileira defenderá o produtor brasileiro da pecha de ser agressor do meio ambiente. “O produtor agrícola brasileiro contribui para a preservação ambiental como em nenhum outro lugar do mundo.”

Além disso, as embaixadas e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) serão direcionadas para promover os produtos agrícolas brasileiros “ativa e sistematicamente.”

Casa do MST

Sem deixar de lado os comentários de cunho ideológico, Araújo afirmou que, nos governos do PT, o Itamaraty foi “a casa do MST”. Agora, disse ele, “estará à disposição do produtor”.

Em sua política externa, explicou ele, o Brasil não deixará de exportar soja, frango, carne e açúcar. “Mas passará a exportar também esperança e liberdade”, escreveu. “O fato de ser uma potência agrícola não nos proíbe de ter ideais e de lutar por eles.”

O embaixador ressaltou que “nenhum acordo comercial relevante” foi fechado nos últimos anos em que a política externa operou “sem ideais e sem identidade”. Isso demonstra, no seu entendimento, que “não é pela autonegação ou pela adesão automática aos cânones do globalismo que o Brasil conquistará mercados, mas pela autoconfiança e pelo trabalho”.

Enquanto o setor produtivo agrícola apoiou “maciçamente” a candidatura de Jair Bolsonaro à presidência, avaliou Araújo, “o establishment da velha política e da velha mídia quer usar o agro como pretexto para reduzir o Brasil a um país insignificante.”

Na sua visão, um país “sem opinião própria” não será próspero. “Não adianta ganhar o prêmio de redação da ONU, não é isso que abre mercados nem cria empregos”, disse. Ele comentou ser impressionante o “pavor do establishment” diante de um ideal. “Querem jogar a agricultura contra os ideais do povo brasileiro? Não conseguirão. O trabalho incansável, a fé, a inventividade, o patriotismo dos agricultores são a própria essência da brasilidade.”

Ele concluiu dizendo que a pujança agrícola será “parte do projeto de engrandecimento do Brasil” e que a projeção de um País confiante, grande e forte servirá aos interesses da agricultura.

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