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Erdogan se dispõe a discutir com Grécia sobre Mediterrâneo

ISTAMBUL, 22 SET (ANSA) – O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, informou nesta terça-feira (22) que está aberto para “diálogos exploratórios” com a Grécia por conta da crise entre as duas nações pela extração de combustíveis fósseis na parte oriental do Mar Mediterrâneo.   

A afirmação foi dada durante uma videoconferência entre o mandatário turco, a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel. Desde julho, a chefe do governo de Berlim tenta atenuar a crise, que chegou a ganhar contornos bélicos com o envio de navios militares gregos para uma área do Mediterrâneo.   

“O impulso para fazer diminuir as tensões e para utilizar os canais de diálogo deve ser apoiado com medidas recíprocas. As iniciativas tomadas pela Grécia serão determinantes para o avanço na retomada dos canais de diálogo”, disse Erdogan durante o encontro com os líderes europeus.   

As últimas negociações do tipo ocorridas entre Atenas e Ancara haviam sido realizadas em 2016, quando o principal problema na briga pelas fronteiras marítimas atingia mais o Chipre. Além das conversas com Merkel e com Michel, Erdogan informou que terá uma conversa por telefone com o presidente da França, Emmanuel Macron, que vem fazendo ataques à postura do governo turco, especialmente, após uma reunião com os líderes dos demais países que fazem parte do Mediterrâneo, em que o grupo ameaçou impor sanções contra Ancara.   

– A crise: As disputas marítimas ficaram mais intensas novamente desde o fim de julho deste ano, quando Ancara enviou um navio de estudo para tentar identificar possíveis locais de exploração de petróleo e gás natural.   

A ação gerou uma queixa formal de Atenas e, no dia 22 daquele mês, a Marinha grega foi para a região próxima à ilha de Kastelorizo para “defender” o território marítimo. À época, Merkel conseguiu atenuar a crise, fazendo com que Erdogan ordenasse a retirada de seu navio da área contestada.   

No entanto, em 6 de agosto, a Grécia anunciou um acordo para definir fronteiras marítimas e criar uma zona exclusiva de exploração de combustíveis fósseis com o Egito, fato que irritou os turcos. Novamente, Erdogan mandou navios para a região.   

Para a Turquia, esse acordo Atenas-Cairo é ilegal porque invade áreas que pertenceriam à Líbia, com a qual Erdogan fechou um acordo exploratório no fim de 2019. O problema é que nenhum país ou entidade reconheceu a legalidade desse pacto Ancara-Trípoli por considerar que ele invade águas territoriais de outras nações da região. (ANSA).   

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