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Erdogan anuncia cúpula sobre a Síria com líderes da Rússia, França e Alemanha no início de março

Erdogan anuncia cúpula sobre a Síria com líderes da Rússia, França e Alemanha no início de março

(E-D) O presidente turco Recep Tayyip Erdogan, o presidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel e o secretário-geral das Nações Unidas (ONU) Antonio Guterres esperam antes de uma foto de família durante uma cúpula de paz em Berlim - AFP

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan declarou neste sábado (22) que realizará uma cúpula na Síria com líderes da Rússia, França e Alemanha, marcada para o próximo 5 de março, cujo foco é discutir a atual situação no enclave de Idlib.

“Nos reuniremos no dia 5 de março para conversarmos sobre esses assuntos”, disse Erdogan em discurso televisionado, depois de ter uma conversa telefônica na última sexta-feira com o presidente russo, Vladimir Putin, e de participar de uma teleconferência com o presidente francês, Emmanuel Macron, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

A ofensiva levada adiante pelo regime do presidente Bashar Al Asad com o apoio da Rússia para recuperar Idlib, a última fortaleza rebelde, situada no noroeste do país, comprometeu seriamente o a relação entre Erdogan e Putin. Os dois cooperavam mutuamente para acabar com o conflito na Síria, embora apoiem lados opostos.

Neste sábado, um soldado turco foi morto na região por um disparo de um tanque do regime sírio.

Macron e Merkel também conversaram com Putin por telefone, e solicitaram a cúpula conjunta no prazo mais rápido possível, que foi agendada para o dia 5 de março.

Erdogan não especificou o local da reunião, mas já havia informado aos jornalistas na última sexta-feira que os líderes europeus tinham sugerido que a cúpula ocorresse em Istambul. Putin teria que aprovar a sugestão.

A ofensiva do governo Bashar al-Assad, apoiada por Moscou, causou em um mês a saída de cerca de um milhão de civis de suas casas. A ONU alerta que a situação humanitária nos campos de refugiados é catastrófica.

Ancara tem doze postos de observação em Idlib, como parte de um acordo assinado com a Rússia em 2018. Diante da escalada militar da última semana, eles reforçaram essas posições com tanques e soldados.

A morte de três militares turcos nesta semana (dois na quinta-feira e um no sábado) aumentou para 17 o número de vítimas na região.

Após a morte de seu soldado neste sábado, o Ministério da Defesa turco disse que realizou outras ações de represália. Erdogan expressou sua raiva pelo apoio de Moscou ao regime.

O presidente turco disse ao seu colega russo na sexta-feira que “o regime deve ser interrompido em Idlib e que a crise humanitária deve terminar”.

Em resposta, Putin garantiu que “está seriamente preocupado” com as “ações agressivas” dos extremistas naquela região fronteiriça, a última que restou ao governo sírio para que possa anunciar a reconquista de seu território.

A Turquia teme que a situação nessa região se transforme em uma nova onda de refugiados, pois no momento já abriga mais de 3,6 milhões de sírios.

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