Esportes

Equipes do Brasil disputam Mundial de Ginástica com vagas olímpicas na mira

O Brasil chega confiante para a disputa do Mundial de Ginástica Artística, que começa sexta-feira no Hanns Martin Schleyer Halle, em Stuttgart, na Alemanha. As equipes masculina e feminina vão em busca da vaga olímpica para os Jogos de Tóquio, em 2020. É a única chance de a seleção garantir sua presença na Olimpíada do Japão e por isso precisa ficar entre as 12 mais bem colocadas.

“É o Mundial mais importante que a gente tem, pois está em jogo a classificação olímpica. É a única chance para classificar a equipe completa. E temos totais condições. Se ver as nossas notas, o nosso desempenho mundialmente falando, a gente sabe que, se fizer nosso trabalho bem-feito, a vaga virá”, explicou o ginasta Arthur Nory.

Ele está no time masculino junto com o campeão olímpico Arthur Zanetti, Caio Souza, Francisco Barreto, Lucas Bittencourt, Leonardo Mateus de Souza e Tomás Rodrigues Florêncio, estes dois últimos reservas. “O Mundial a gente sabe o peso que tem, é mais pressão, vale classificação olímpica, tem de acertar. Me preparei da melhor forma possível para chegar bem e sair satisfeito com o desempenho”, acrescentou Nory.

Ele sofreu com lesões na temporada, mas se recuperou a tempo de fazer bonito nos Pan de Lima. Lá, Nory conquistou o ouro por equipes e as medalhas de prata no individual geral e na barra fixa. Conseguiu provar que estava recuperado e pronto para ajudar o Brasil. No Mundial, será muito importante porque consegue fazer todos os aparelhos em alto nível.

“O Pan foi muito bom, um começo para ver que estou bem e posso chegar e representar bem o Brasil, completando a equipe. Eu, que faço seis aparelhos, sou fundamental para a equipe, então toda minha preparação foi baseada nisso, para ajudar. E também estou me especializando em dois aparelhos que tenho chance de final. Isso só fortalece nossa equipe e quero melhorar cada vez mais. O Pan me deu confiança”, disse.

Chico Barretto, companheiro de Nory no Clube Pinheiros, lembra que o trabalho continuou após o Pan de Lima. “Treinamos com a equipe focada e o objetivo principal é garantir a vaga olímpica por equipes para Tóquio. O País precisa ficar entre os 12 mais bem colocados. Existem também vagas por aparelhos e o atleta que for medalhista neles terá a vaga nominal garantida”, comentou.

Para ele, o grupo nacional colocou os objetivos individuais em segundo plano para poder garantir a presença máxima em Tóquio. “A gente sempre tem em mente fazer nosso melhor trabalho e quero ajudar a equipe. Os resultados individuais, se Deus quiser, vão vir como consequência. Mas a gente precisa mesmo ajudar a equipe.”

A atuação da equipe masculina no Pan de Lima – foi ouro – mostrou que os atletas têm condições de brigar pela vaga olímpica com as grandes potências. “O Brasil tem condições, tem equipe para ficar entre as nove, mas tem de competir bem, não dá para aprontar. No Pan, conversamos e fizemos os 250 pontos que buscávamos e estamos querendo repetir no Mundial”, disse o técnico Marcos Goto.

Ele também é técnico de Zanetti, candidato ao pódio nas argolas – aos 29 anos, já é um veterano no evento, vai disputar seu sétimo Mundial. E já obteve três medalhas de prata e uma de ouro. Se estiver em forma, tem tudo para conseguir outra medalha para sua coleção.

“O meu primeiro Mundial foi em 2007, aqui nesse mesmo ginásio, e posso dizer que está igual, lindo, perfeito, limpo, bem conservado, com estrutura fantástica. Estou me sentindo bem e com a cabeça boa, a seleção também está bem, todo mundo unido com o mesmo foco, o mesmo objetivo, todo mundo trabalhando bem duro e se dedicando o máximo em cada treino”, comentou Zanetti.

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