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Equador proíbe exportação de oxigênio medicinal

Equador proíbe exportação de oxigênio medicinal

(Arquivo) Homem aguarda para substituir cilindro de oxigênio de um paciente com covid-19 - AFP


O Equador proibiu nesta segunda-feira (3) a exportação de oxigênio medicinal, usado para tratar pacientes com covid-19, e fixou um teto para os preços deste item por causa do aumento da demanda no país, disse Juan Zapata, presidente do Comitê de Operações de Emergência (COE).

“Como existe uma demanda e um crescimento da demanda de até 100% no consumo nacional, é lógico que o COE nacional tenha que privilegiar a necessidade dos cidadãos equatorianos porque este é um elemento fundamental para salvar vidas”, afirmou Zapata em uma coletiva de imprensa.

O presidente do COE especificou que a medida não afetará os acordos humanitários que o Equador tem para fornecer oxigênio medicinal. A decisão do comitê também exclui acordos de vendas que foram assinados antes do anúncio.

“Pode ser que para algumas empresas exportar seja mais produtivo, mas temos que estar atentos e solidários com o país, portanto a produção tem que ficar no Equador”, acrescentou Zapata.

Ele acrescentou que para combater a especulação sobre o preço do oxigênio, o COE decidiu colocar um limite em seu preço.


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“A decisão é tomada a partir de um pedido operacional dos governantes e autarquias a nível nacional que constatou que havia um déficit (de oxigênio medicinal) e sobretudo especulação, por isso foram fixados esses tetos máximos”, afirmou Zapata em uma coletiva de imprensa.

O comitê decidiu que o preço de seis metros cúbicos de oxigênio medicinal não pode ultrapassar US$ 36,20, o de oito metros cúbicos, US$ 48, e o de 10 metros cúbicos, US$ 60.

Em abril, o Equador também estabeleceu um teto de US$ 45,08 para o custo dos testes de PCR para detectar a covid-19. Antes da decisão, o exame custava entre US$ 80 e US$ 120.

A nação sul-americana fechou abril com um recorde mensal de 53.107 casos da covid-19, ultrapassando a marca de 42.600 em março deste ano.

Diante do aumento dos casos, o presidente Lenín Moreno, que deixará o poder no dia 24 de maio, declarou um estado de exceção que inclui um toque de recolher noturno de nove horas entre segunda e quinta-feira e outro de sexta a segunda-feira.

O país, com 17,5 milhões de habitantes, acumula 388.046 casos e 18.765 óbitos entre os confirmados e prováveis desde o início da pandemia.

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