O Equador imporá novas tarifas sobre o petróleo transportado da Colômbia por um de seus oleodutos, em meio a uma guerra comercial entre os dois países, anunciou nesta quinta-feira (22) a ministra do Meio Ambiente e Energia, Inés Manzano.
Quito anunciou na quarta-feira uma tarifa de 30% sobre as importações da Colômbia, argumentando que o país não faz o suficiente para combater o narcotráfico ao longo da fronteira comum.
Bogotá respondeu nesta quinta-feira com a mesma tarifa sobre cerca de 20 produtos equatorianos e a suspensão do fornecimento de energia elétrica.
“A tarifa para o transporte de petróleo colombiano pelo OCP (Oleoduto de Petróleo Pesado) terá reciprocidade recebida no caso da energia elétrica”, disse Manzano em sua conta nas redes sociais.
Ela acrescentou que “o Equador prioriza a segurança de suas fronteiras, sua balança comercial e sua segurança energética”.
O governo equatoriano indicou que a tarifa de 30% para a Colômbia entrará em vigor em 1º de fevereiro, excluindo a energia elétrica, da qual o Equador apresenta déficit, e os serviços de logística de hidrocarbonetos.
O OCP, do qual o Estado equatoriano é o acionista majoritário, tem capacidade para transportar 450.000 barris por dia (bpd).
Para transportar o petróleo extraído na floresta da Amazônia até o Pacífico, o Equador também possui outro oleoduto com capacidade para 360.000 bpd.
A produção de petróleo do Equador atingiu 469.000 bpd em novembro passado, dos quais 39% foram transportados pelo OCP, segundo os dados mais recentes do Banco Central.
O Equador exporta petróleo e importa combustíveis.
sp/nn/aa/yr