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Equador enfrenta onda de rebeliões sangrentas em prisões que deixam 50 mortos

Equador enfrenta onda de rebeliões sangrentas em prisões que deixam 50 mortos

Membros da Força Marinha do Equador protegem o Centro de Privação de Liberdade da Zona 8 em Guayaquil, Equador, em 23 de fevereiro de 2021. Pelo menos 50 presos morreram em distúrbios em três prisões no Equador na terça-feira, disse a polícia. - AFP


Pelo menos 50 pessoas morreram nesta terça-feira (23) após motins de presos em três presídios no Equador, que segundo as autoridades, respondem respondem a confrontos entre gangues de criminosos financiadas pelo narcotráfico.

“No momento, a Criminalística relata mais de 50 PPL (pessoas privadas de liberdade) falecidos”, informou a instituição por meio do Twitter.

A violência atingiu as prisões do porto de Guayaquil (sudoeste) e as cidades andinas de Cuenca e Latacunga (ambas no sul). A polícia não especificou se já restaurou a ordem nos estabelecimentos.

O Ministério Público informou que 38 detentos foram mortos no pavilhão de segurança máxima do Centro de Reabilitação Social de Cuenca.

Por seu lado, o presidente equatoriano Lenín Moreno atribuiu os motins a “organizações criminosas” que atacam simultaneamente.

As autoridades “estão agindo para retomar o controle das prisões”, disse o presidente na mesma rede social.

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O comandante da polícia, Patricio Carrillo, afirmou inicialmente que se tratava de “rebeliões generalizadas” e que “a situação é crítica” na prisão de Latacunga. As autoridades ativaram um posto de comando unificado para restaurar a ordem.

“Dada a ação orquestrada por organizações criminosas para gerar violência nas prisões do país, conseguimos, a partir das ação do Posto de Comando Unificado e do comando da polícia, retomar o controle”, disse o Ministro de Governo (Interior), Patricio Pazmiño no Twitter.

Em dezembro, vários distúrbios nas prisões equatorianas atribuídos a disputas de poder entre organizações criminosas e do narcotráfico deixaram onze presos mortos e sete feridos.

O sistema prisional abriga cerca de 38.000 pessoas e 1.500 guardas sob sua custódia.

O governo decretou um estado de exceção penitenciária que terminou em dezembro, e que basicamente buscava retomar o controle das prisões.

Somente em 2020 as brigas na prisão deixaram 51 mortos. De janeiro a terça-feira, a Polícia registrou três mortes em confrontos entre presidiários.

O órgão governamental responsável pelas prisões, SNAI, reconheceu a falta de pessoal de segurança, o que “dificulta as ações de resposta imediata” diante das revoltas de prisioneiros.

Na segunda-feira foi realizada uma busca na cadeia de Guayaquil, para a qual o SNAI “presume que esses eventos [os distúrbios] são um sinal de resistência e rejeição dos internos, diante dessas ações de controle”.

Em meio à pandemia de covid-19 e para reduzir a superlotação das prisões, o Equador aplicou no ano passado medidas alternativas para aqueles que cumpriam penas por crimes menores, o que reduziu a superlotação de 42% para 30%.

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