Epstein: e-mails revelam possível uso de planta ‘zumbi’ que afeta o livre-arbítrio

Em casos de intoxicação, a substância escopolamina pode provocar confusão mental, delírios, paralisia e até morte.

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Jeffrey Epstein Foto: Divulgação

Uma espécie de planta altamente venenosa, conhecida principalmente por produzir uma substância capaz de afetar o sistema nervoso central, foi citada em recentes divulgações de mensagens dos arquivos do financista Jeffrey Epstein. Em um e-mail, Jeffrey Epstein menciona as “plantas de trombeta no viveiro”, em referência à trombeta-de-anjo, nome popular da Brugmansia.

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Em casos de intoxicação, a substância escopolamina pode provocar confusão mental, delírios, paralisia e até morte. O nome “planta zumbi” está diretamente associado aos efeitos causados pela substância. Quem a consome pode agir de forma semelhante ao que se entende como um “morto-vivo”, afetando, assim, a livre autonomia e a vontade do provável usuário.

Além disso, a escopolamina geralmente não é detectada em laudos toxicológicos rotineiros. É bem provável que Epstein tivesse conhecimento desse detalhe, já que, em outro e-mail, ele recebeu um artigo científico sobre os efeitos da substância extraída da planta.

O caso Epstein

Jeffrey Epstein passou a ser investigado em 2005, após a polícia de Palm Beach, na Flórida, apurar a denúncia da família de uma adolescente de 14 anos. O FBI reuniu relatos de outras jovens, que disseram ter sido contratadas para realizar “massagens sexuais” para o bilionário.

Mesmo com as acusações, Epstein firmou um acordo que evitou um processo federal, declarou-se culpado por crimes estaduais ligados à prostituição de menores e cumpriu 13 meses de prisão. Em 2019, um juiz considerou o acordo ilegal e ele foi preso em julho daquele ano.

Em 10 de agosto de 2019, Epstein foi encontrado morto em uma cela de uma prisão federal em Nova York; a autópsia apontou suicídio. Desde então, milhões de páginas de e-mails relacionados ao caso vieram a público, revelando relações e negócios com figuras conhecidas, como Donald Trump, Elon Musk e o ex-príncipe britânico Prince Andrew, irmão do rei Charles III.