A epidemia de Ebola na República Democrática do Congo (RDC) atinge um marco sombrio, tornando-se a mais letal da história do país. Dados divulgados nesta segunda-feira (17) revelam que a doença registrou mais de 2,3 mil mortes em apenas três meses. As Nações Unidas classificam o surto atual como o “mais rápido já registrado”, com uma morte a cada 30 minutos na RDC.
- A epidemia de Ebola na RDC é agora a mais letal da história do país, com mais de 2,3 mil mortes em três meses.
- O surto atual, com 2.325 óbitos em 4.945 casos confirmados, supera a crise de 2018-2020.
- A cepa Bundibugyo, sem vacina ou tratamento específico, aflige regiões vulneráveis do norte e leste do país.
O surto atual causou 2.325 mortes em um total de 4.945 casos confirmados. Essa nova onda superou a epidemia da doença que atingiu o leste do país entre 2018 e 2020, a qual resultou em 2.299 mortes em 3.381 casos confirmados. A progressão acelerada da doença é um desafio enorme para as autoridades de saúde e organizações humanitárias.
Desafios no combate à doença
Não existe vacina ou tratamento específico para a cepa Bundibugyo, que é a responsável pela atual onda de Ebola. A enfermidade é transmitida pelo contato com fluidos corporais e provoca febre hemorrágica, dificultando o controle em áreas com infraestrutura sanitária precária. A ausência de ferramentas farmacológicas direcionadas agrava a situação e exige métodos de contenção mais rigorosos e eficazes.
Qual o impacto nas regiões afetadas?
Embora declarado em 15 de maio de 2026, o 17º surto de Ebola na RDC já estava em curso há várias semanas antes da oficialização. Ele atinge principalmente regiões do norte e do leste do país. Nestas áreas, a presença do Estado é fraca, a infraestrutura de saúde é amplamente deficitária e inúmeros grupos armados circulam há décadas, complicando os esforços de erradicação da doença.
Da IstoÉ com ANSA.