O envio da polícia queniana como parte de uma missão apoiada pela ONU no Haiti, assolado pela violência de gangues, “provavelmente” ocorrerá “na próxima semana ou na semana seguinte”, disse neste domingo (9) o presidente do país africano, William Ruto.

O Quênia concordou em liderar esta missão multinacional requisitada pelas autoridades haitianas, pela ONU e pela comunidade internacional, e disse estar disposto a enviar cerca de 1.000 agentes policiais. Países como Benin, Bahamas, Bangladesh e Chade, entre outros, também participarão.

“Provavelmente na próxima semana ou na semana seguinte enviaremos policiais para restaurar a paz” na ilha caribenha, declarou o presidente queniano durante uma viagem a Nakuru, no centro do país.

A missão, aprovada em outubro pelo Conselho de Segurança da ONU e da qual os Estados Unidos são o principal apoio financeiro, foi adiada devido à instabilidade que prevalece no Haiti e também por vários recursos interpostos perante a Justiça queniana. Seus críticos a consideram perigosa e inconstitucional.

O Haiti sofreu uma explosão de violência desde o final de fevereiro, quando poderosas gangues uniram forças para atacar delegacias de polícia, prisões, repartições públicas e o aeroporto de Porto Príncipe, em uma revolta contra o então primeiro-ministro, Ariel Henry.

Na capital Porto Príncipe, 80% de seus territórios estão nas mãos de gangues criminosas, acusadas de cometer assassinatos, estupros, saques e sequestros em troca de resgate.

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