Economia

Entregas voadoras

O setor de distribuição aposta que produtos pequenos podem ser transportados por naves não tripuladas. A ANAC já autorizou testes comerciais na cidade de Campinas

Crédito: Divulgação

COMIDA A empresa iFood será a pioneira no Brasil e programou suas entregas por drones a partir de outubro deste ano (Crédito: Divulgação)

Sua comida não vai cair dos céus, mas já pode vir voando. Essa é a promessa advinda com a nova tecnologia experimentada na cidade de Campinas, interior de São Paulo. A gigante em delivery de alimentos iFood e a SpeedBird Aero estão colocando drones em rota inédita no País. Os aparelhos são automatizados, não tripulados e não precisam, necessariamente, da intervenção humana durante o trajeto. Por força da determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), para cada drone haverá um controlador de voo. A exigência do “piloto”, que ficará em uma sala de comando acompanhando o drone, é para garantir que em caso de pane durante o voo a nave será desligada remotamente e acionará um paraquedas. O voo nesse período inicial será feito com uma autonomia de cinco quilômetros para ida e volta. A carga suportada é de apenas dois quilos. Uma curiosidade importante é que não existe a intenção de levar o produto à porta do consumidor final. A ideia é que os drones componham um modal que integre outros meios de transporte e centralize as encomendas em droneportos para a distribuição. Motoboys vão manter seus trabalhos e continuarão responsáveis pela entrega final ao consumidor.

“Nós vamos revolucionar a logística no Brasil”. Manoel Coelho, CEO da SpeedBird (Crédito:Divulgação)

Com a emissão do Certificado de Autorização de Voo Experimental (CAVE), emitido pela ANAC no começo de agosto, está havendo uma corrida pela inovação. A assessoria da iFood informa que o sistema começará a funcionar comercialmente em outubro, numa rota específica entre o Shopping Iguatemi e uma central da empresa. A SpeedBird diz que, além da iFood, já estabeleceu parceria com a empresa de transportes Azul Cargo Express e estão em avançadas negociações com outras empresas do setor farmacêutico, de um laboratório de exames médicos, de uma grande distribuidora de bebidas e outra do setor bancário. Conforme o CEO da SpeedBird, Manoel Coelho, o investimento de cada empresa parceira será de R$ 550 mil e o valor é utilizado prioritariamente para cobrir as despesas de certificação na ANAC. Por sua vez, as empresas investirão em uma nova plataforma de logística que pode revolucionar o transporte de pequenas encomendas nos próximos anos.

Altos impostos

A SpeedBird monta os drones com 90% das peças importadas. Inclusive já tem audiência marcada com o ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, para discutir as alíquotas de importação dos equipamentos. “Hoje as empresas americanas pagam 15% de impostos por peças chinesas. Nós pagamos quase 100% de impostos. A Embraer está perdendo cérebros, enquanto isso nós poderíamos absorver esses profissionais. Só precisa pensar grande”, disse Manoel Coelho. A projeção é que em dois anos o faturamento seja de R$ 50 milhões anualmente e que as contratações sejam de cerca de 350 profissionais de tecnologia. Há uma característica social que Coelho elenca nos drones. “Poderemos chegar até populações ribeirinhas na Amazônia. Estamos discutindo isso com a ANAC”, disse o empresário. Mas tudo depende dos modelos que poderão levar as encomendas em distâncias de até 200 quilômetros.

O drone é um brinquedo de adulto que foi criado em 1977 pelo israelense Abe Karen e há cerca de 20 anos foi popularizado. Estima-se que hoje existam 78 mil unidades apenas no Brasil. Países como China e Estados Unidos já transportam desde alimentos até celulares. Na China, a DHL entrega produtos de até cinco quilos e tem conseguido uma redução de tempo de entrega de 40 minutos para apenas 8 minutos, em média. Nos EUA, a UPS faz entregas entre laboratórios e hospitais, e a Amazon já foi certificada para a entrega de seus produtos.


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