Entre o ruim e o pior

É bem verdade que estamos a 10 meses das eleições e muita água ainda vai correr debaixo da ponte. Mas, hoje, os institutos de pesquisa apontam que poderemos ter Lula eleito no primeiro turno ou um segundo turno entre o petista e Bolsonaro. Em qualquer uma dessas opções estaremos fadados a um futuro sem perspectivas. Ou pior, estaremos nos lançando a mais quatro anos de retrocesso econômico e de populismo barato, que vai comprometer avanços políticos e sociais, além dos frequentes riscos à democracia, um quadro típico dos governos tocados por salvadores da pátria.

O mais grave será mesmo em relação ao desenvolvimento econômico. Tanto Lula quanto Bolsonaro já mostraram que desprezam o teto de gastos e as regras da estabilidade econômica, a chamada responsabilidade fiscal. Os dois já deixaram claro não serem favoráveis às privatizações e defendem um modelo de estado falido, em que as estatais servem apenas para o desfrute de amigos e partidos da gananciosa base aliada. Não é por outra razão que os dois governaram sob o manto protetor do inescrupuloso Centrão. Isso significa dizer que vamos completar mais uma década perdida, como Produto Interno Bruto em baixa, desemprego em alta, inflação e juros exorbitantes, a inviabilizarem a retomada do crescimento.

O Brasil não quer o mensalão e o petrolão de Lula e nem o orçamento secreto e as rachadinhas de Bolsonaro

Na esfera política, tanto um quanto o outro são patrocinadores do toma lá dá cá com os sanguessugas do Centrão. Com Lula, fizeram o mensalão e o petrolão. Quase quebraram a Petrobras. Com Bolsonaro, criaram o orçamento secreto e elevaram para R$ 36 bilhões os recursos para engordar a corrupção dos parlamentares em torno do caixa da União. E implementaram as rachadinhas, modelo passado de pai para filho na família Bolsonaro. Corrupção, portanto, é o que Lula e Bolsonaro devem incrementar no futuro governo.

Basta ver que durante os incompetentes governos do PT e de Bolsonaro o Brasil andou para trás. No governo Dilma, o País sofreu duas recessões (em 2015 e 2016), com 8% de queda no PIB, enquanto que o governo Bolsonaro nos levou à recessão de 2020 e nos levará a estagflação de 2022. Fora a herança maldita que o ex-capitão nos deixará, com a Educação e Saúde destruídas, Meio Ambiente deteriorado e Cultura em frangalhos. Por isso, nada mais terrível será termos que escolher, em outubro, entre Lula e Bolsonaro. Em qualquer um dos dois cenários, estaremos num beco sem saída e teremos que optar pelo menos ruim: um quadro de desalento para as futuras gerações.


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