Entenda o que é carcinoma basocelular, câncer diagnosticado por Mariana Weickert

Especialista esclarece dúvidas sobre a doença, tratamento e prevenção

Reprodução/Instagram.
Mariana Weickert. Foto: Reprodução/Instagram.

A modelo e apresentadora Mariana Weickert, 43 anos, revelou que foi diagnosticada com carcinoma basocelular (CBC), um dos tipos mais frequentes de câncer de pele no país. Em vídeo publicado no Instagram, na última quinta-feira, 28, ela aparece com um curativo na região do colo e confirma que já iniciou o tratamento indicado por sua equipe médica.

“Eu descobri um CBC, que é um tipo de câncer de pele com alta taxa de cura, mas que exige atenção e acompanhamento. Eu estou bem, eu vou tratar direitinho, sigo a vida mais atenta, mais cuidadosa”, afirmou a modelo. “Mapear pintas, usar protetor solar e prestar atenção à própria pele não é detalhe. É um cuidado essencial”, alertou  Mariana Weickert.

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Segundo o médico dermatologista e tricologista *Dr. Lourenço Azevedo, o carcinoma basocelular surge nas células basais, presentes na camada mais profunda da epiderme. Está associado à exposição solar crônica ao longo da vida. O especialista destaca que é um tumor com chance de cura quando tratado no início de sua descoberta, mas pode causar destruição de tecidos locais se for negligenciado.

“Não existe câncer considerado fraco. O que acontece é que possuem maior possibilidade de cura quando diagnosticado cedo. O carcinoma basocelular pode provocar danos importantes se não for tratado a tempo”, resume o dermatologista.

O diagnóstico é conduzido após avaliação clínica e, quando necessário, por biópsia. É importante frisar que lesões que não cicatrizam, machucados que sangram repetidamente ou manchas que mudam ao longo do tempo exigem bastante atenção. “Toda e qualquer lesão merece uma avaliação dermatológica. Em todos os casos de câncer de pele, o tempo faz muita diferença”, ressalta o especialista.

Como prevenção, Dr. Lourenço Azevedo, orienta para a utilização de protetor solar todos os dias, independente da estação do ano. “É importante o uso diário de protetor solar com fator adequado e sua reaplicação ao longo do dia. Também podem ser adotadas a utilização de barreiras físicas como chapéus e roupas com proteção UV e evitar o sol do meio-dia. E, claro, a consulta regular ao médico especializado, o dermatologista, se faz fundamental para identificar lesões e problemas na pele”, finaliza o médico .

Referências Bibliográficas

Dr. Lourenço Azevedo CRM 166292/SP é médico graduado pela Universidade Federal de Campina Grande/PB (2008), dermatologista com residência médica concluída na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Dermatologia e Cosmiatria pela Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Atende pacientes em São Paulo.